Comentários gerais Belo em 25 Out 2006
Pedra Maria Antonia
Maria Antônia
21/10/2006
Abilek, Belo, Candida, Juliana, Paula, Sylvio e Wagner
Texto: Belo
São Pedro anda bem mau humorado ultimamente, castigando principalmente nos finais de semana e feriados… Mas como a previsão para o fim de semana era de uma folga nas chuvas, marcamos um “bate-volta” para a pedra Maria Antônia.

Saímos de São Paulo as 07:00 Eu, Ju e Sylvio e encontramos no Frango Assado da Fernão Dias (próximo a Atibaia) Atrasados, o Abilek, Candida, Sr. naotemigual (Wagner) e Sra. naotemigual (Paulinha).
O acesso A Maria Antônia é bastante simples, é só seguir pela Fernão Dias, entrar em Bragança Paulista e na rotatória do posto Esso seguir sentido Pedra Bela. Na cidade de Pedra Bela, (não subir para a pedra) seguir por cerca de 2Km sentido a Munhos e entrar a esquerda em uma estradinha de terra (tem uma igrejinha na “esquina”) + uns 500m e está na pedra.
O carro fica estacionado literalmente na base das vias, é possível dar segurança sentado no banco. Aliás, é preciso até um cuidado, pois se estacionar muito perto as pedras podem acertar o veículo.
Existe um mapa e alguns croquis no site www.montanhista.com.br e no guia de escalada de Bragança Paulista e Região do Birão e Daniela (guiaescbraganca@yahoo.com.br)
A pedra oferece vias bem interessantes, sobretudo para quem quer iniciar em paredes maiores. Existem vias de 4º e 5º graus com até 130 metros que dão acesso ao cume

Optamos por fazer as vias do platô, um pouco mais esportivas. Como estávamos em 7, para adiantar eu e a Jú subimos para o Platô solando uma via – Em amarelo- (na verdade nem sei se era uma via pois em 60m havia apenas 1 grampo)

enquanto o Wagner dividiu uma cordada com a Paulinha e outra cordada foi formada por Abilek, Candida e Sylvio em uma via de 4º - Em vermelho 
depois escalamos 4 vias no platô – Em azul

A identificação e graduação das vias é um tanto confusa… Pelo croqui da internet as vias do platô estariam entre 6º sup e 7b, Pelo croqui do Guia uma seria 5º e as outras 6º/ 6ºsup. Em consenso durante o dia achamos que todas estavam próximo do 5ºsup, talvez 6º pelo problema dos cristais “instáveis”.
Comecei pela via (na foto a 2ª da esquerda para direita) que inicia com um lance interessante, de bastante equilíbrio e segue com dificuldade constante (em torno de 5º / 5º sup) até a parada – mais ou menos 22m. A via se desenvolve praticamente toda em pequenos cristais, e é possível ver as marcas de vários que já foram quebrados.
A idéia de arrancar uma agarra torna a guiada um tanto tensa, mas em contra-partida a via é muito bem protegida e mesmo com a quebra de uma agarra e eventual queda, o vôo não deve ser muito grande (se bem que a Elenita se machucou lá).
Em seguida o Wagner abriu a via imediatamente à direita desta. O esquema foi o mesmo… muito critério e cuidado ao escolher as agarras. Quando repeti a via com corda de cima, escolhendo as agarras por serem as melhores e não as mais seguras, quebrei pelo menos 3 cristais !!! De todas as vias que fizemos no domingo esta é a que tem a saída + difícil, depois acompanha o grau das demais (5º / 5ºsup) só tendo o problema de ter ainda muitos cristais frágeis (provavelmente é uma via mais nova e menos escalada) Já chegando ao fim da via, vi uma agarra cheia de sangue, olhei minhas mãos, que estavam Ok, e perguntei quem tinha se ralado na via. Ninguém respondeu… Já no chão, percebi que o sangue era meu mesmo, só que do joelho, que ralei ao quebrar uma das agarras.

Foi então a vez do Abilek se aventurar guiando a via da direita. O sol que rachava o côco, e a rocha muito abrasiva, castigavam as mãos de todos e o Abilek realmente teve que fazer MUITA força para completar essa via. Seguindo o mesmo padrão das outras, o crux é na saída.

Essa via também segue em dificuldade constante (5º / 5º sup) só que quase no final, faltando 2 costuras, ela fica um pouco + fácil. Para o Abilek, além do 5º pode-se adicionar A0 na graduação, já que ele adotou o esquema de escalada Maluf (Rouba mais faz). Mas apesar de segurar em algumas costuras e até costurar a mão em uma delas tem que ser dado mérito a ele, que começou a escalar a pouco tempo, encarou a via, caiu, se ralou todo mas foi até o final.
Por fim, o Wagner mandou a via da estrema esquerda (em Chapeletas) que foi a única que concordamos com o guia, 5º grau.
Depois cada um foi fazendo as outras vias até a pele na ponta dos dedos dizer que era hora de ir embora.
Com 1 corda fizemos um Rapel de cerca de 10m e desta parada, com 2 cordas de 60m fomos até o chão
Já havia escalado algumas vezes na Maria Antônia, mas fazia mais de um ano que não aparecia por lá. Nas vias mais antigas e longas apesar da pedra abrasiva a escalada é bastante tranqüila. Nessas vias do platô a rocha parece muito com a de Atibaia (Pedra Grande) e os cristais afiados realmente judiam da ponta dos dedos (na Pedra grande é pior, pois os cristais são menores). Tem muitas vias novas por lá e a pedra ainda tem muito potencial pois é enorme e praticamente todas as vias estão na mesma face.
As curiosidades do dia ficaram por conta do Sylvio, que esqueceu a pochete no banheiro do Frango Assado (na volta paramos lá, e ele perdeu R$ 40,00 e o celular),
Do Abilek, que carrega seu equipo na pochetinha da revista Capricho (segundo ele a pochetinha é do Milton)

E do Wagner que estava de unhas pintadas !!!

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