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Relatos de saídas Belo em 12 Abr 2007

Quem tem medo de água fria

São Bento do Sapucaí
Cândida, Camilo, Cris Nardy, Andréa Cintra e Paula Bravo

Texto: Paula Bravo

A previsão não era nada animadora: 90% de probabilidade de chuva em Campos no final de semana. Mesmo assim, não desistimos, e seguimos em frente, otimistas e com muita vontade de escalar.

Às sete da manhã de sábado acordei assustada, com o telefone tocando bem alto. Por sorte, a Déa teve a feliz idéia de ligar em casa, já que eu estava incomunicável pelo celular, pra variar.
A esta hora, a Cândida já me esperava na Vila Madalena. Não demorou muito e estávamos a caminho de Campos. São Bento do Sapucaí, para ser mais exata. Eu, Cândida e Camilo em uma carro, Wagner, Déa e Cris no outro.

Fomos direto para a entrada do Baú, mas calculamos que tomaríamos um banho se arriscássemos seguir a trilha. Partimos então não em direção ao sol, pois este não dava o menor sinal de vida, mas em direção a algum lugar um pouquinho mais seco, onde pudéssemos escalar.

Chegando na Falésia Vista Aérea, já no município de Paraisópolis,

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o Camilo e o Wagner montaram as paradas e a gente aproveitou ao máximo o tempo que tivemos para fazer algumas vias. O mal de Elvis atacou em alguns momentos, principalmente aqueles que estavam sem escalar a algum tempo. Roxos e arranhões também entraram no pacote. Mas deu para treinar bastante,

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até que o tempo fechou de vez, e veio a chuva!

Não muita, mas o suficiente para fazer com que o carro da Déa atolasse na volta. Detalhe importante: o motorista braço na ocasião era o Wagner, não a Déa. Eu, Camilo e Cândida, que estávamos na frente, só soubemos do acontecido algum tempo depois, quando notamos que eles estavam demorando demais e lembramos quem estava na direção. Começou então o “melô do celular”.

Com a a juda de um trator, os três desatolaram (Wagner, Cris e Déa) e pudemos finalmente seguir para a Pousada da Tia Cida, em São Bento de Sapucaí. Simples e confortável, a pousada só tem um grande problema: os banheiros dos quartos têm tamanhos diferentes. E claro, “meninas” e “meninos” queriam o quarto com o banheiro maior. O cavalheirismo prevaleceu (não foi tão fácil assim!), e nós, mulheres, finalmente pudemos tomar nosso banho quentinho no banheiro grande.

Banhos tomados, pizzas e vinhos comprados, e nós seis fomos para a sala da “tia Cida”. Depois de quatro garrafas de vinho, muitas histórias e risadas, fomos ver o que se faz sábado à noite em São Bento do Sapucaí. Demos umas voltas pela cidade, conhecemos o bar de blues da cidade (que chique!) e voltamos para a tia Cida.

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Choveu a noite toda!!! Mesmo assim, acordamos animados no domingo, principalmente depois da apresentação que o Camilo fez da sua viagem para a Patagônia em janeiro. Tomamos o café da manhã, a Cândida deu umas cochiladas entre um e outro slide do Camilo (e olha que eram só uns 350!), a Déa saiu pra comprar jornal e nos organizamos para partir.

O sol saiu tímido, mas pelo menos não havia sinais de chuva. Depois de muitas especulações sobre o tempo e sobre as possíveis vias para escalar - Ana Chata, Baú, Itajubá - voltamos à entrada do Baú. Corda, cadeirinha, cordins, capacetes, mosquetões, costuras, e estávamos todos prontos e equipados. Quando íamos começar a trilha, São Pedro mandou ver, e tome água!

Pois é, não foi dessa vez que fomos para o Baú. Também não foi dessa vez que comemos um churrasco na casa do Cornetto, que prometeu, prometeu, e no fim ficou em São Paulo, com medo da chuva.

Depois da Chuva

Para nos reconfortar, nada melhor que um chopp gelado no Baden Baden antes de voltarmos pra São Paulo. O saldo do final de semana foi muito positivo: algumas vias no sábado, muitas risadas e uma galera nota 10. E o Baú e a Ana Chata que nos aguardem: we will be back!

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