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Relatos de saídas Belo em 18 Abr 2007

Paisagem Sob a Neblina

Marins – Itaguaré
Dias 06, 07 e 08 de Abril de 2007

Em mais um bate papo informal numa quarta feira no CAP, surgiu a idéia de fazer a travessia Marins – Itaguaré. Alguns animaram-se, mas no fim foi um grupo pequeno de quatro pessoas, que graças à sintonia e harmonia, conseguiu concluir a travessia com sucesso.

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Chegamos em Passa–Quatro 4h da manhã na sexta-feira e depois de um breve cochilo e um bom café da manhã seguimos para o início da trilha do Marins. Nosso contato, em Passa-Quatro, foi com o Antônio, que nos levou de Kombi até o início da trilha. Assim, o carro do Clóvis ficou guardado na garagem do Antônio e combinamos com o Antônio de nos pegar às 15:00h no início da trilha do Itaguaré, no domingo. O Clóvis já havia feito a subida para o Marins e eu (Luciene) conhecia o Itaguaré. O Sérgio e a Adrianne resolveram encarar com a gente o desafio de descobrir o trecho do meio da travessia, entre o Marins e o Itaguaré.

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Pensávamos que com a visualização do Itaguaré, a partir do Marins saberíamos nos orientar melhor, mas o tempo estava fechado e a neblina nos acompanhou nos três dias. Nossa visibilidade era de no máximo 20 metros e só nos restava confiar nos totens e nas antigas marcas de tinta amarela nas rochas, que indicavam o trecho entre essas duas montanhas.

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No primeiro dia chegamos, conforme planejado, no pequeno espaço para camping ao pé do Marins, em 5h.

M I 3 - M I 3

Neste dia de caminhada é possível encontrar água, mas não é recomendado beber sem colocar hidrosteril. À noite a temperatura ficou agradável e não estava frio, pois não foi preciso mais que um fleece, como agasalho, e um saco de dormir leve. Esta área de camping é bem abrigada do vento, mas só couberam nossas três barracas, visto que metade da área estava bem encharcada de água.
No segundo dia, depois de caminharmos 7:30h (9:30h as 17:00h - tempo que se prolongou devido à má visibilidade e ao fato de sempre nos certificarmos se estávamos na trilha correta), decidimos caminhar até as 18:00h. Sem conseguir alcançar a próxima área de camping tivemos que acampar ali mesmo no meio da trilha em um pedacinho de chão que cada um pode encontrar.

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No chão sob a minha barraca havia um desnível enorme, que fazia com que eu dormisse quase sentada. O Sérgio e a Adri também escorregavam dentro da barraca. Acho que o Clóvis foi o que se deu melhor, pois ainda encontrou disposição para fazer seu jantar. Naquela noite, eu, Adri e o Sé optamos por lanche e água. Neste trecho entre o Marins e o Itaguaré não há água e é preciso carregar toda a água que você vai utilizar para beber durante o dia e para cozinhar, se necessário.
No terceiro dia começamos a caminhada um pouco mais cedo (8:30h) e logo após 3:30h caminhando, reconheci um pequeno pedaço da trilha e vi que estávamos em casa…, no Itaguaré. Chegamos num pequeno córrego, que é utilizado para coleta de água, pelas pessoas que acampam no Itaguaré. Dali para frente o caminho era bem fácil… A alegria foi geral.

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Apesar do segundo dia ter sido cansativo e de pensarmos que poderíamos dormir mais uma ou duas noites ali na montanha, se estivéssemos perdidos, curtimos muitíssimo e pretendemos voltar para conhecer toda a bela vista das montanhas e dos vales, que esta travessia deve proporcionar.

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