Travessia Petro – Tere,em 28,29 e 30 de abril de 2012

Por Fábio Kanashiro e Luciene F Azevedo

Nos encontramos no terminal  de ônibus central de Petrópolis,quase as 8 da manhã do dia 28/04/2012. Estávamos em 6:Fabio,Luciene,Carla,Magna,Andrea e Paulo. Pegamos dois táxis e fomos em direção ao PARNASO,portaria do Bairro do Bonfim,em Corrêas.

Entrada-Parque-em-Petro

Entrada do Parque Nacional da Serra dos Orgaos em Petropolis

Na portaria do Parque

Começamos a trilha as 09h15 após registro de entrada. Alguns grupos já haviam subido em direção a Pedra do Açu e mais um grupo chegava para começar a trilha depois de nós. Percebemos que haveria algum movimento na Travessia devido ao feriado e apesar do mal tempo (choveu na sexta feira a noite em Petrópolis). Pelo menos era o que estava previsto…

Subimos a Pedra do Açu lentamente,finalizando a caminhada em 6 horas. O tempo estava nublado,sendo que a névoa cobriu nossa visão durante boa parte do percurso. Porém,como a trilha era bem marcada,não houve problemas em relação a navegação.

Subida no 1o dia

 Subida no 1o dia

Resolvemos montar nossas barracas do lado oposto do abrigo,do outro lado do castelo do Açu. Após montar as barracas,tiramos algumas fotos e ficamos de bate-papo até escurecer. Cozinhamos e comemos muito bem,tomamos até vinho que a Andrea e o Paulo levaram.

 

1a noite da travessia

Fomos dormir cedo e,durante a noite,ventou muito e chuviscou bastante,mas a noite não foi fria. Logo pela manhã,por volta das 8h30,começou uma chuva muito forte. Nossa sorte é que ainda não havíamos desmontado as barracas;embora outros já tivessem deixado o camping. A chuva foi intensa e durou cerca de 30 minutos. Após o seu fim,fomos ver o estrago que ela causou na barraca do Paulo e da Andrea…entrou água na barraca deles,molhando todas as suas coisas.

Após a chuva eles decidiram guardar tudo e tomar o café da manhã no abrigo. Nós já havíamos tomado café dentro da barraca,enquanto chovia,e depois de desmontar nossas barracas fomos ao encontro do Paulo e Andréa no abrigo. O tempo começou a abrir e pudemos até ver parte da Baía de Guanabara. Iríamos decidir se continuaríamos ou não a travessia.

 

Vista na manha do 2o dia

Perguntamos a outros grupos se prosseguiriam na travessia e quase todos estavam desistindo e já estavam prontos para descer de volta para a portaria do Bonfim. Outros,que haviam reiniciado a caminhada antes da chuva foram pegos na trilha e também desistiram de prosseguir,pois ficaram encharcados ao ficarem expostos naquela chuva forte.

 

Inicio do 2o. dia

Ficamos na dúvida entre continuar a travessia,ou fazer como os outros e desistir… sabíamos que haveria maior risco –o tempo poderia fechar de novo,nós seríamos um dos poucos a arriscar e fazer a travessia. Além disso,a chuva aumentaria a chance de quedas,traria dificuldade na hora de cozinhar ou até de montar a barraca,nos expondo a condições de frio intenso.

Nos reunimos e Andrea e Paulo decidiram não continuar,pois suas coisas estavam todas molhadas. Nós decidimos então prosseguir na travessia. Fomos os 4 adiante.

 

Inicio do 2o. dia

Eram 10h00 quando finalmente saímos do abrigo do Açu,pegando a trilha em direção a Pedra do Sino. Um dos guardas do abrigo nos acompanhou por 5 minutos e nos mostrou a direção,dizendo que deveríamos sempre nos orientar pelo V que se forma do lado esquerdo da pedra do sino. Esta foi uma dica preciosa. Sabíamos que não poderíamos vacilar,pois estávamos saindo tarde e corríamos o risco de não chegar no Abrigo 4 com luz. Tentamos colocar um ritmo mais constante na caminhada do que em relação ao dia anterior e,por conta disso,em 1 hora conseguimos atravessar o vale da luva. Porém,após o vale da luva,Fábio,que estava guiando,toma um caminho estranho,e Luciene,junto com Magna e Carla tomaram outro caminho. Como ambos os caminhos estavam bem sinalizados por totens,decidem se encontrar no próximo vale.

Fábio chegou ao fim do caminho,em um riacho,e não encontrou a trilha. Estando sozinho e no caminho errado,resolveu subir de volta ao ponto onde se separou do restante do grupo. Perdeu quase 40 preciosos minutos nessa brincadeira…e ao avistar o elevador,resolveu esperar alguém aparecer. Depois de menos de 10 minutos esperando,Luciene apareceu na trilha após a subida do elevador e indicou o caminho correto para Fábio. Este caminhou rapidamente e logo viu o corrimão que atravessa a cachoeira e que leva em direção a base do elevador.

Elevador

 

Fabio se encontrou novamente com o restante do grupo logo após o fim do elevador. Descansamos por mais 5-10 minutos e prosseguimos. Após vencer a subida nos deparamos com diversos totens que indicavam a descida de uma rampa,mas haviam muitos totens e várias rampas para descer. Descemos,mas não estávamos certos do caminho. Começamos uma procura,que pareceu sem fim,para conseguir atravessar o vale. Por várias vezes descemos e subimos à procura da trilha e até nos enfiamos em matos sem trilha,o que causou estresse e roubou mais um pouco de energia. Resolvemos que o melhor era voltar ao ponto de início,lá no alto,para tentar achar o caminho correto. Após procurarmos incessantemente,Luciene conseguiu encontrar o caminho correto ao visualizar um toten lá no fim de outra rampa,que se encontrava totalmente à esquerda do caminho. Descemos e cruzamos um riacho e começamos a nova subida. Não só perdemos quase uma hora com esta procura,mas também muita energia.

 

Vales

Orientacao no caminho

Garrafao

Baia da Guanabara

Continuamos caminhando e,após muitas subidas e descidas chegamos ao Vale das Antas. Já eram 16h00 e sabíamos que tínhamos pouco tempo de luz. Resolvemos prosseguir sem fazer uma parada muito longa. Não pegamos água e continuamos em frente. Após mais uma hora de caminhada,estávamos próximos da base da Pedra do Sino, mas ainda não havíamos encontrado o “P”que auxiliaria na descida antes de alcançarmos a canaleta e o cavalinho. Procuramos o “P”,mas percebemos que estávamos cansados e que não valeria a pena prosseguir no escuro. Algumas pessoas do grupo estavam,não só fisicamente,mas psicologicamente desgastadas e sabíamos que seria muito arriscado fazer o lance do cavalinho desse jeito.

Decidimos improvisar um acampamento ali mesmo para passarmos aquela noite,embora soubéssemos que o abrigo seria muito mais confortável e seguro. Tínhamos certeza que as condições de camping não eram ideais, mas acreditamos que não valeria a pena arriscar e prosseguir.

 

Camping da 2a. noite

Montamos apenas uma barraca,pois não achamos espaço para montar a outra. Ficamos os 4 em uma barraca abrigados do vento e do chuvisco. Apesar de parecer apertado alguns relataram que até dormiram melhor que na noite anterior. Nesta noite o céu abriu…vimos estrelas e a lua…vimos também as cidades ao longe e as luzes do Rio de Janeiro. Belíssima paisagem.

Pouco depois de terminarmos de montar a barraca observamos duas luzes no cume da pedra do sino e alguns minutos depois as luzes e a voz de 2 homens que estavam na canaleta,próximos ao cavalinho. Eles gritaram perguntando se estávamos bem e avisando que ali não era permitido acampar. Em pouco tempo eles chegaram onde estávamos. Se apresentaram como os responsáveis do Abrigo 4. Queriam que seguíssemos com eles até o abrigo. Informamos que embora soubéssemos que o camping ali era irregular tomamos esta decisão pela segurança do grupo. Depois de muito conversarmos eles nos informaram que o responsável pelo grupo teria de assinar um termo de acampamento em local irregular. Falamos que entendíamos a situação e que concordávamos. Decidimos ficar e ir até o abrigo na manhã seguinte. Tomaríamos nosso café da manhã lá.

Naquele 2o dia de caminhada não enfrentamos chuvas fortes,apenas chuviscos que permaneciam por pouco tempo.

Ventou muito durante nossa 2a noite de camping. O barulho do vento e as envergaduras da barraca,por causa do vento,impediram que tivéssemos uma boa noite de sono.

Acordamos com o raiar do dia,arrumamos rapidamente nossas coisas e seguimos em direção ao Abrigo 4. Rapidamente achamos o “P”que não havíamos visto no dia anterior. Descemos e subimos,alcançando o cavalinho. Os lances da descida e do cavalinho foram um pouco demorados por causa da dificuldade encontrada por um membro do grupo, mas superamos e continuamos caminhando. Percebemos que teria sido muito arriscado ter feito estes lances no dia anterior,no escuro e cansados.

 

Cafe da manha no Abrigo 4

Chegamos ao abrigo 4 após cerca de 1h30 de caminhada. Entramos,batemos papo e cozinhamos. Comemos,no café da manhã,macarrão,queijo,pão,bolachas,ioio cream,requeijão,chocolate,capuccino,suco,enfim…nos alimentamos muito bem. Ficamos algum tempo por ali e por volta de 11h começamos a descida em direção a barragem.

 

Chegamos na barragem,no fim da descida da Pedra do Sino,por volta das 16h30. Ficamos conversando um pouco com o Sr. Marcos e a Sra. Ana Lúcia –muito simpáticos –que estavam ali vendendo camisetas,refrigerante e cerveja. Neste momento a chuva recomeçou. Tomamos (exceto a Luciene) uma Itaipava para comemorar a chegada e pegamos uma carona com o Sr. Marcos até a rodoviária de Teresópolis.

 

O brinde em Teresopolis

Em Teresópolis,enquanto esperávamos o horário do ônibus, fomos numa padaria comer e tomamos um vinho para celebrar o sucesso da nossa travessia.

A idéia é voltar em julho para ver melhor uma das mais bonitas paisagens de montanha do Brasil!!!

 

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