Instrutores, guias e condutores. i

Por Renato Marangoni i

 

Tem sido crescente a busca por “atividades de aventuras”, seja porque a mídia tem difundido essas práticas, pela maior oferta de equipamentos, pelo desejo de fugir do meio urbano e ter contato com a natureza, pela busca de “adrenalina”, pelo exibicionismo em redes sociais, seja por tudo isso.

Fato é que o número de pessoas querendo aventurar-se na natureza tem crescido e com ele o número de pessoas e empresas destinadas a oferecerem esse tipo de serviço.

Qual montanhista não cruzou em alguma travessia ou montanha com grupos comerciais, às vezes, conduzidos por profissionais/empresas sérias e preparadas, ou “aventureiros” cobrando valores de outros “aventureiros” para levá-los à “aventura”.

E nesse formigueiro de fornecedores, muitos se identificam como “instrutores”,  “guias” e ainda há a figura dos “condutores”. Mas o que significa cada um? Continue lendo “Instrutores, guias e condutores. i”

Domingos Giobbi

por Clube Alpino Paulista

Hoje, 23 de abril de 2015, o fundador do Clube Alpino Paulista, o grande alpinista, conquistador de vários cumes e líder de expedições de reconhecimento, mapeamento e exploração de regiões andinas, o incentivador incansável e formador de um sem número de gerações de novos montanhistas, Domingos Giobbi completaria 90 anos.

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O CAP, as cavernas e a especialização

por Fábio Alberti Cascino

Não há mais espeleologia no CAP. Há muitos anos não temos um grupo estável de espeleólogos, de pessoas dedicadas a explorar cavernas.

Atualmente, há valorosos colegas que se dedicam a visitar com certa regularidade algumas cavernas, em geral as do Vale do Ribeira, e apresentá-las aos novos montanhistas – como parte das atividades dos CBMs. Porém, manter acesa a chama do que um dia foi a potente e relevante espeleogia do CAP é algo que está a exigir a (re)constituição de um grupo de esportistas exploradores com metas ousadas, algo, a meu ver, além das condições atuais. Continue lendo “O CAP, as cavernas e a especialização”

GPS, metáfora de nosso tempo

por Fábio Alberti Cascino

Não sou contra o GPS. Tampouco a favor. Pra ser franco, traquitanas tecnológicas não me atraem. Sinto-me parte dos “velhos”; gosto de ler em silêncio, ficar parado a observar o balançar das árvores, o canto dos pássaros, o ritmo lento do nascer e do por do sol e ouvir de cabo a rabo um mesmo cd de música erudita ou jazz, se possível sem barulhos junto. Bem, se tenho que andar – e gosto bastante de fazer isso -, costumo seguir trilhas, dessas que se podem ver quando abaixamos a cabeça. Essas mesmas que só não as vemos se houver uma neblina londrina ou se estiver a chover um Amazonas sobre as nossas cabeças.

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Travessia da Serra Fina em 15 horas e 49 minutos!

Fala pessoal,

Depois de algum tempo sem fazer caminhadas, acabei recebendo o convite da minha amiga Bia Boucinhas, para que tentássemos realizar as travessias de Marins-Itaguaré no dia 27 de novembro seguindo para a travessia da Serra Fina no dia seguinte (dia 28 de novembro).

Topei instantaneamente, mas por conta do meu trabalho, e pela desistência de outro amigo que faria as trilhas conosco, resolvemos eliminar a travessia Marins-Itaguaré (que eu já havia feito anteriormente) e ficar somente com a novidade da travessia da Serra Fina no domingo.

Saí do serviço sábado de manhã e conforme combinado, passei na casa da Bia por volta das 16h para pegá-la e seguirmos para o abrigo de montanha do Miltão, nas proximidades do Pico dos Marins. Dormiríamos ali e conforme combinado com o Miltão, ele nos levaria até a Toca do Lobo e nos pegaria depois no sítio Pierre. Nossa meta era realizar a travessia em 15 horas.

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As 35 montanhas mais altas do Brasil.

Muito se discute sobre quais são as montanhas mais altas do Brasil. Na verdade, existe uma grande discussão a respeito disso já que vira e mexe os pontos culminantes têm suas altitudes alteradas.

Na verdade, independente do que seja publicado, a única instituição que têm força para dizer quais são as montanhas mais altas do país é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IBGE é um instituto formado exatamente para esse fim e anualmente publica um documento chamado Anuário Estatístico Brasileiro, com as informações geográficas e estatísticas brasileiras em diversos segmentos.

Entre estes segmentos está exatamente os pontos culminantes do nosso país, elencados numa lista de 35 montanhas, as quais faço saber:

Anuário Estatístico Brasileiro 2009 (2010 ainda não foi publicado):

Lista das 35 montanhas mais altas do Brasil.

É interessante repararmos que quase todas estão no sudeste do Brasil, o que faz desta região o epicentro da atividade de montanhismo no país. São Paulo não fica mal, tendo em seu território a 4ª mais alta montanha do Brasil (Pedra da Mina) com 2.798,4 metros de altitude.

Particularmente, acho que essa deveria ser a fonte de consulta de todo montanhista brasileiro, já que provém do IBGE que por sua vez é quem oficialmente fornece os dados geográficos no Brasil.

Espero que seja uma boa fonte de consulta.

Para quem quiser carregar o AEB pode acessá-lo por aqui:

AEB2009

Abraços!

Victor Carvalho

Encontro com o Ecomotion

Por Fábio Yoshikazu Hanashiro

Tinha planejado, durante as minhas férias, de fazer alguma trilha sozinho. Escolhi a Pedra do Sino dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos porque eu estaria perto do Rio de Janeiro, meu próximo destino de viagem, por ser dentro de um Parque com entrada controlada e também devido à bela vista que a caminhada proporciona.

Resolvi, então, fazer a subida à Pedra do Sino no dia 22/10/2007, uma segunda feira, acreditando que haveria poucas pessoas dentro do Parque neste dia. Entretanto, ao comprar meu ingresso para entrar no Parque, fui surpreeendido com a pergunta “Você é do Ecomotion?”. Fiquei extremamente surpreso, pois alguns dias antes havia lido nas listas do CAP e do CEU que o diretor do PARNASO não havia autorizado o evento lá dentro.
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Bibliografia de montanha

Existem poucos livros em português sobre alpinismo.
Estes abaixo, podem ser comprados em qq livraria de shopping ou em sites
Também é fácil achar as resenhas com o google

A idéia não é um guia completo dos livros editados e sim minha contribuição com os que eu tenho, que ou eu ou a Juliana ja lemos e gostamos (ou não)

No site da FEMERJ tem uma lista completa de todas as publicações nacionais.
http://www.femerj.org/documentos/Catalogo_Livros_Montanha.pdf

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