Pedra da Mina – Curso de Gelo (Parte 1)

Nos dias 23 e 24JUN foi realizado em Passa Quatro-MG, uma das etapas da realização do Curso Básico de Escalada em Gelo. Na sexta-feira dia 22JUN, começamos a nos deslocar para a pequena cidade de Passa Quatro, que fica muito próximo de Cruzeiro-SP, às vezes até causando confusão de onde estávamos, se em São Paulo ou Minas Gerais (para quem não conhecia o local). Sérgio e Naiche foram bem cedo para não pegar o trânsito na BR, enquanto que Mateus, Felipe e Gustavo foram mais tarde, por volta das 2100h e no caminho fui incorporado ao grupo, depois de seis horas de ônibus Rio x São Paulo. Chegamos no Hostel Harpia e Passa Quatro por volta de meia noite, depois de darmos umas duas voltas na pequena cidade meio que perdidos. No Hostel, tudo apagado e todos dormindo, fomos “invadindo” e nos alojando quando fomos recebidos. Nos jogamos na cama para descansar um pouco pois dentro de poucas horas estaríamos iniciando nossa aventura pelas trilhas da Serra Fina. Continue lendo “Pedra da Mina – Curso de Gelo (Parte 1)”

Travessia Petro – Tere, em 28, 29 e 30 de abril de 2012

Por Fábio Kanashiro e Luciene F Azevedo

Nos encontramos no terminal  de ônibus central de Petrópolis, quase as 8 da manhã do dia 28/04/2012. Estávamos em 6: Fabio, Luciene, Carla, Magna, Andrea e Paulo. Pegamos dois táxis e fomos em direção ao PARNASO, portaria do Bairro do Bonfim, em Corrêas.

Entrada-Parque-em-Petro
Entrada do Parque Nacional da Serra dos Orgaos em Petropolis

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Cerro Azufre – Cajón del Río Blanco – Chile

Relato de Saída

Cajon de Rio Blanco, zona limítrofe entre Região Metropolitana e VI Região do Chile

Objetivo: Cume do Cerro Azufre, 4.396m

Marcelo Campos & Cris Silva

Novamente o casal em busca de aventuras geladas e remotas, parte rumo ao Chile numa “mini-expedição” de 3 dias pela remota região de Rio Blanco, distante aproximadamente 4horas de Santiago.

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Cerro La Leonera, Região Metropolitana do Chile

Relato de Saída

Cerro La Leonera, Região Metropolitana do Chile

Objetivo: Cume, 5.050m

Marcelo Campos & Cris Silva.

Lugar de Leões, essa é a denominação desta montanha pelos chilenos antigos. Talvez não pela sua exigência técnica, quase nula, mas sim por ser extremamente “punero”, ou seja, os sintomas do mal da altitude se manifestam mesmo!

Novamente, em um período curto de folga, entre os dias 1, 2 e 3 de Abril, o  casal junta as coisas e decide fazer esta clássica montanha dos Andes Centrais. Geralmente, esta ascensão é realizada como preparação para o Cerro Plomo, seu vizinho de 5.424m, mas no nosso caso, invertemos as coisas….fizemos o Plomo em Janeiro de 2011 e agora chegou a vez de La Leonera.

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Travessia Serra Fina, 21 a 23 de abril de 2011

Texto de Luciene

Tudo começa quando algumas pessoas querem deixar suas casas, seus lares, e conforto por uns dias na montanha. Os motivos podem ser variados, mas o prazer em percorrer 50 km entre cumes e vales das montanhas é o mesmo para este grupo de montanhistas que se aventurou por esta longa travessia.

Saímos (8 montanhistas) logo bem cedo na 5ª feira e junto com o nascer do dia iniciamos nossa caminhada pela toca do Lobo em busca da travessia. Nosso objetivo era fazê-la em 4 dias, num ritmo mais tranquilo. À medida que as horas passavam percebíamos que o ritmo do grupo estava muito bom e facilmente íamos avançando no caminho. Talvez aquela fosse somente a energia inicial da vontade da conquista, mas o fato é que esta energia contagiava todo o grupo.

Alcançamos o alto do Capim Amarelo às 10 horas da manhã e aí nos demos conta de que poderíamos nos impor um objetivo mais longínquo… a base da Pedra da Mina… Paramos neste ponto para nosso lanche e a partir daí tivemos a companhia de mais um montanhista que se integrou ao nosso grupo.
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Escalada da Aguja de la ‘S’, patagônia argentina.

Cume da Aguja de la 'S'

Fala pessoal,

O CAP, até pelo seu nome (Clube Alpino Paulista) é um clube com vocação para a escalada alpina, ou de alta montanha. Talvez o único clube brasileiro fundado com essa vocação. E devido a isso sempre me motivei a procurar cumprir um objetivo que era a escalada alpina.

Infelizmente no Brasil, por nossas características geológicas não temos cumes nevados, mas temos excelentes montanhas para o treinamento de escalada em rocha. Por exemplo a Pedra do Baú, Salinas, Serra dos Órgãos, entre outros locais.

Em 2007, ainda nem escalava, mas em uma visita, do tipo mochilada, por Chaltén me apaixonei por aquelas agulhas e quando voltei para o Brasil sabia que precisava descobrir o caminho para o montanhismo.

No próprio ano de 2007 acabei conhecendo o CAP por um grande amigo, Paulo Chagas, sendo que logo após me inscrevi no Curso Básico de Montanhismo e comecei a escalar.

Em 2010, depois de escalar bastante pelo Brasil e realizar um Curso de Escalada em Gelo, decidi voltar pra Chaltén, dessa vez, para escalar. Chegando lá sozinho fiquei alguns dias sem ter como escalar, já que não encontrava ninguém para me acompanhar na empreitada. O meu grande amigo Tacio Philip ainda demoraria 12 dias para descer do Brasil para lá.
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Monte Vinson: o ponto culminante do deserto gelado

Por: Helena Coelho

Já havia ido algumas vezes à Antártica como alpinista do Clube Alpino Paulista para dar suporte ao Programa Antártico Brasileiro – Ilha Rei George, Ilha Nelson, Ilha Elefante, Baía Esperança. Em fevereiro passado, tive inclusive a maravilhosa oportunidade de instalar GPS e sensores de pressão atmosférica para monitoramento em três icebergs dentro do projeto Garcia – Projeto SOS Climate Southern Ocean Studies for understanding Global Climate Issues.

Em todas essas experiências, o contato com os cientistas brasileiros, com os participantes da Marinha Brasileira, com os glaciares, com os animais sempre me trouxe satisfação ainda mais por estar nesses ambientes pouco tocados e onde a política de preservação é bem fortemente seguida.

Algumas atitudes antárticas são particularmente interessantes: os refúgios não podem ter chaves; ou seja, qualquer pessoa pode utilizá-lo, mas tem que avisar ao país cujo refúgio pertence se usou comida, por exemplo, para ser reposta. E todo lixo tem que ser trazido de volta. Só isso já faz da Antártica um lugar especial.

Sonho – Como montanhista (escaladora), ainda tinha um sonho que parecia irrealizável no continente gelado: a escalada ao Monte Vinson que, com 4897 m de altitude, é a montanha mais alta do continente antártico. Isso porque toda a logística que envolve uma ida à Antártica devido aos meios de transporte é bastante cara.

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¡Eu tenho medo da Dutra!

por Laerte Camargo

Escrever sobre uma saída para a montanha pode ser uma tarefa sem grande criatividade, o que eu poderia dizer sobre a saída entre os dias 23 e 24 do mês de Maio do ano de 2009?

Bom saímos de São Paulo, ao lado do metro Vila Mariana, às 5h e algumas quirelas, apesar da previsão ser 4h40m (uma observação: pela primeira vez fui o primeiro a chegar). Fomos em uma perua alugada, com motorista, sendo que o Filhote ia nos acompanhar de carro. Saímos do metro sem a presença ilustre do Filhote que acabou nos encontrando já a caminho do Marins.
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