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	<title>CAP - Clube Alpino Paulista</title>
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	<description>Um diário do Clube - www.cap.com.br - Os textos do Blog são de inteira responsabilidade de quem os escreveu - O CAP não se responsabiliza por opiniões pessoais - As posições oficiais do CAP são emitidas na forma de comunicados oficiais da diretoria</description>
	<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 00:30:18 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
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		<title>&#8220;Sudestiando&#8221; PARTE II</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2009/10/06/sudestiando-parte-ii/</link>
		<comments>http://blog.cap.com.br/2009/10/06/sudestiando-parte-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 02:28:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Relatos de saídas</category>

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		<description><![CDATA[Por Ricardo Hideki Nonaka
Dando continuidade ao relato, segue abaixo as partes referentes à escalada do Dedo de Deus e da Agulha do Diabo.

Teresópolis
Dia 1 – Dedo de Deus

Após uma semana escalando no Rio de Janeiro, com a mudança de tempo, resolvemos ir para Teresópolis com o objetivo de escalar o Dedo de Deus e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Ricardo Hideki Nonaka</p>
<p>Dando continuidade ao relato, segue abaixo as partes referentes à escalada do Dedo de Deus e da Agulha do Diabo.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/foto1_resize.jpg" alt="PNSO - PNSO" title="PNSO - PNSO" /></div></p>
<p><strong>Teresópolis<br />
Dia 1 – Dedo de Deus<br />
</strong><br />
Após uma semana escalando no Rio de Janeiro, com a mudança de tempo, resolvemos ir para Teresópolis com o objetivo de escalar o Dedo de Deus e a Agulha do Diabo.<a id="more-43"></a> Programamos subir o Dedo de Deus primeiro, pois conhecíamos a via. Dessa vez, apesar de termos levado duas cordas de 60m para o rapel, fomos mais leves. No dia seguinte, às sete da manhã, entramos na trilha. Uma boa dica para quem vai para o Dedo de Deus é estacionar o carro no restaurante da estrada. Além de ser um local seguro, você poderá vê-lo durante a escalada. Caminhamos pela trilha até o início dos cabos de aço. Para auxiliar os lances dos cabos de aço, levamos luvas de raspa de couro. Após passarmos os principais lances de cabo, erramos o caminho. Se você for para o Dedo de Deus e subir até uma pequena escada feita de corda, retorne, você passou da trilha certa. Sim, erramos novamente nesse ponto, como na primeira vez! A trilha para o Dedo de Deus segue para a direita após os lances principais de cabo de aço. Corrigido o erro, seguimos a trilha. Um pouco antes do início da via, havia um lance exposto que passamos com a colocação de um “friend”. Chegando de fato no início da via, mandei a primeira cordada até a gruta. A gruta é o local onde a via ramifica-se na via Maria Cebola e Blackout. A Maria Cebola é bem interessante porque o lance, apesar de ser bem protegido por grampos, é bem aéreo. De lá é possível conferir se o carro ainda está no estacionamento. Como já conhecíamos a via Maria Cebola, decidimos ir pela Blackout. O Victor mandou esse lance. A passagem na fenda estava escura, mas clara o suficiente para conseguir ver uma camada de fezes de andorinha capaz de fazer qualquer um escorregar, principalmente, se estivesse com uma sapatilha de escalada. Então, escorreguei&#8230; Como a fenda é estreita em algumas partes, lembro de ter tirado e arrastado a mochila em alguns trechos. Depois desse lance, entrei para guiar a próxima cordada, a primeira chaminé. Comecei a guiar e, depois de alguns metros, montei uma parada em um grampo que ficava em cima de uma grande pedra prensada na chaminé. Fiz a segue para o Victor e concluímos que a parada ideal seria no final do próximo lance. Entrei novamente e mandei a cordada até a parada “certa”. Esse lance é bem interessante porque a via sai da chaminé e segue até a borda da rocha, de onde novamente é possível conferir se o carro ainda está no estacionamento. É um lance exposto, mas bem interessante. O Victor mandou a cordada seguinte, uma outra chaminé, até antes do “crux”. “Mandei” o “crux” com o “auxílio” da costura e, logo em seguida, fiz a segurança para o Victor que guiou até o início da próxima chaminé. Depois de ter mandado esses lances, concluímos que para facilitar e ganhar tempo o ideal é parar antes do crux e depois mandar até a próxima chaminé. De lá o Victor entrou na próxima chaminé que culminava no pré-cume do Dedo de Deus. Subimos a escada de ferro e fizemos o cume às duas da tarde. </p>
<p>A escalada do Dedo de Deus é muito especial. O visual de toda a via impressiona e as passagens dos lances nas chaminés são únicas. E, do cume, você ainda tem uma última chance de conferir se o carro ainda está no estacionamento do restaurante! Assinamos o livro, aproveitamos o visual, comemos o lanche e começamos a descida. O rapel do Dedo de Deus é feito pela via do Teixeira. São 5 rapéis possíveis de serem feitos com apenas uma corda. Sim, levamos uma corda extra sem necessidade. Bom, já que levamos, usamos as duas. Lembro que, na vez passada, precisamos de duas cordas. Acho que o rapel foi otimizado desde então. O primeiro rapel é o mais complicado pois a corda pode entrar na fenda e ficar enroscada. Por isso, o ideal é rapelar pela parte de fora da rocha e parar em um grampo na base. E a luva de raspa de couro. Compramos uma luva estranha. Não sei qual foi o molde que os fabricantes usaram como modelo pois elas não serviram em nossas mãos. Mesmo assim elas foram muito úteis. Usamos as luvas enrolando-as nos cabos de aço para controlar a descida. No final, foram bem práticas e agilizaram a descida. Não lembro do tempo, mas descemos e chegamos bem rápidos na estrada. De uma forma geral, a escalada foi perfeita. Paramos na estátua da santa que fica na estrada para descansar um pouco e de lá fomos até o carro - que ainda estava no estacionamento.</p>
<p><strong>Teresópolis<br />
Dia 2/3 – Agulha do Diabo</strong></p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/foto2.jpg" alt="AgulhaDoDiabo - Agulha do Diabo" title="AgulhaDoDiabo - Agulha do Diabo" /></div></p>
<p>Depois de voltarmos do Dedo de Deus, começamos a nos preparar para a Agulha do Diabo. Como não conhecíamos a trilha e por ser longa, decidimos acampar para atacar o cume no dia seguinte. O Victor conseguiu algumas dicas da internet e as 11:30 do dia seguinte começamos a trilha. A trilha é a mesma da travessia da Serra dos Órgãos ou Petê-Terê. A caminhada é tranqüila. O ponto de referência para sair da trilha principal é uma grande rocha na cota de 2.000 metros, logo após um mirante. Descemos por essa trilha secundária e seguimos em direção ao Vale das Orquídeas, local do acampamento. Lembro que um pouco depois de quebrar à direita na trilha, após uma seqüência de bambus, a trilha passava por uma mata mais fechada. Nesse momento, ouvi um barulho e, ao olhar para trás, vi uma coisa vermelha vazando na mata. Era o Victor levando a maior vaca na trilha. Ele caiu uns bons metros e foi parar em um ponto de difícil acesso. Depois de algumas tentativas, ele conseguiu voltar para a trilha. Resultado: braços ralados e parte das articulações dos dedos detonadas. Considerando a queda e a mata ao redor, ele teve muita sorte de não ter sofrido nada mais grave. Depois desse susto, caminhamos até chegar no local do acampamento. O local é adequado para acampar pois é protegido e fica ao lado de um ponto de água. No dia seguinte, as 06:00, começamos a desfazer o acampamento e entramos na trilha em direção à Agulha do Diabo. De acordo com as dicas, a trilha deveria ser tranqüila mas, na prática, foi mais longa e puxada do que esperávamos. Erramos a trilha no início e fomos parar no Mirante do Inferno. Sim, do inferno! O visual desse mirante impressiona e até assusta pois do alto tem-se uma visão completa da Agulha do Diabo, com um vento intenso, e a impressão de que a trilha até a sua base levará horas de caminhada. </p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/foto3.jpg" alt="1a enfiada - 1a enfiada" title="1a enfiada - 1a enfiada" /></div><br />
<center>Visão da 1ª enfiada.</center></p>
<p>Felizmente, encontramos a trilha certa que seguia à esquerda da trilha que levava ao mirante. Ou seja, você não precisa ir até o mirante e ter a estranha sensação de que vai ser mais difícil do que você pensava. A trilha certa descia por uma “canaleta de pedras” e subia novamente por uma outra canaleta, em direção à Agulha. Encontramos o início da via após o final da canaleta. Mandei a primeira cordada que era de aderência. O Victor mandou o segundo lance, que era uma travessia, e montou a parada em uma árvore. Entrei no terceiro lance mas segui pela via errada. Tudo indicava que a via seguia pela parede de rocha, mas o caminho certo seguia por uma trilha à direita da árvore da parada - que estava coberta por mato. Fomos descobrir isso depois, com as dicas de dois escaladores que encontramos mais tarde na via. Bom, acabamos dificultando a via em uma passagem que não permitia uma boa proteção e perdemos quase uma hora. Lembro que nesse momento comentamos: se os lances iniciais são mais fáceis e estamos tendo dificuldade, como será nos lances mais complicados? Enfim, depois dessa cordada, o Victor mandou o lance seguinte que era uma longa travessia, chegando na base das chaminés da “unha”. O Victor entrou na enfiada seguinte e mandou o lance sem saber que se tratava da primeira chaminé! Mandou sem problemas e fomos parar na base que dava para a passagem do “cavalinho”. Nesse momento uma dupla de montanhistas nos alcançou. Eram os escaladores Maicou e Arnaldo, conhecidos escaladores cariocas que só fomos ter conhecimento da importância deles no montanhismo após vê-los no guia de Salinas, do Tartari. Com a experiência de longa data na Agulha do Diabo, os dois passaram algumas dicas como, por exemplo, o melhor posicionamento do corpo na chaminé da unha. No final deixamos eles passarem para não atrapalharmos o ritmo deles. </p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/foto4_resize.jpg" alt="Placa - Placa comemorativa" title="Placa - Placa comemorativa" /></div><br />
<center>Placa comemorativa um pouco antes do cavalinho</center></p>
<p>Eles iniciaram a trilha do parque as 07:30 e nos alcançaram por volta do meio-dia! O Victor mandou bem o lance do cavalinho, que é protegido por apenas um grampo. Aparentemente o lance não é complicado, mas uma queda não é nada boa por causa do pêndulo. Então, o psicológico pode ser afetado&#8230; O lance depois da passagem do cavalinho é a chaminé da unha. Mandei a chaminé lembrando das dicas que o Maicou passou. O lance impressionou por causa da exposição mas, após entrar na via, essa sensação desapareceu rápido. A chaminé da unha é uma chaminé que permite os movimentos clássicos desse tipo de escalada. Ou seja, é segura. A parada é feita na ponta da unha, em dois grampos, onde inicia o cabo de aço que leva ao cume. O Victor mandou o lance primeiro e fez o cume as 14:00, quando a dupla da frente já estava descendo. E, nessa hora, mais uma dica. Da parada na unha, recomenda-se rapelar usando apenas o grampo mais novo para não ter problemas com o cabo de aço que passa pelo outro. A descida é feita por cinco rapéis com apenas uma corda, seguindo a via de escalada e cortando as travessias. Após chegarmos na base, voltamos até o acampamento, pegamos as mochilas cargueiras e seguimos a trilha até o estacionamento do parque. Embora seja em uma descida, a caminhada de quatro horas da volta foi bem cansativa. Mas foi tudo muito gratificante. Com exceção da queda do Victor na trilha, a logística planejada foi certa e completamos a escalada na Agulha do Diabo com sucesso. Não poderia ter sido melhor.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/foto5.jpg" alt="Rick - Rick na Agulha" title="Rick - Rick na Agulha" /></div><br />
<center>Rick, na Agulha do Diabo</center></p>
<p>Dentro de breve iremos trazer o relato da Serra do Cipó e da CERJ.</p>
<p>Abraços.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>¡Eu tenho medo da Dutra!</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2009/06/03/%c2%a1eu-tenho-medo-da-dutra/</link>
		<comments>http://blog.cap.com.br/2009/06/03/%c2%a1eu-tenho-medo-da-dutra/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 22:20:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Relatos de saídas</category>

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		<description><![CDATA[por Laerte Camargo
Escrever sobre uma saída para a montanha pode ser uma tarefa sem grande criatividade, o que eu poderia dizer sobre a saída entre os dias 23 e 24 do mês de Maio do ano de 2009?
Bom saímos de São Paulo, ao lado do metro Vila Mariana, às 5h e algumas quirelas, apesar da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por<strong> Laerte Camargo</strong></p>
<p>Escrever sobre uma saída para a montanha pode ser uma tarefa sem grande criatividade, o que eu poderia dizer sobre a saída entre os dias 23 e 24 do mês de Maio do ano de 2009?</p>
<p>Bom saímos de São Paulo, ao lado do metro Vila Mariana, às 5h e algumas quirelas, apesar da previsão ser 4h40m (uma observação: pela primeira vez fui o primeiro a chegar). Fomos em uma perua alugada, com motorista, sendo que o Filhote ia nos acompanhar de carro. Saímos do metro sem a presença ilustre do Filhote que acabou nos encontrando já a caminho do Marins.<br />
<a id="more-42"></a></p>
<p>Creio que uma saída para a montanha não deveria incluir a figura de um motorista de perua, a não ser para dizer que ele levou e trouxe todos sãos e salvos, mas este rapaz mostrou-se uma figura ilustre na saída (em breve as suas proezas serão descritas).</p>
<p>Bom fomos pela Rodovia Dutra, chegamos sem grandes problemas, apesar de termos passado a entrada de Piquete (o que nos obrigou a realizar um retorno e é claro gerou um bate boca dentro da van). Chegamos ao estacionamento do Marins 10h28m, não mais que 10h45m já estávamos com as mochilas nas costas e seguindo em direção ao Marins.</p>
<p>Creio que este seja o momento propício para apresentar os montanhistas: eu (Laerte), Renato &#8220;Kbello&#8221;, Sergio Robles, Marcos Preto, Lukas &#8220;Filhote&#8221;, Wagner, Sylvio Jr, Simone, Marcelo, Cristiane, Kei, Kazu e a Renata. Não vou me ater a ordem ou quem guiou porque foi um<br />
revezamento constante (creio que ia para frente o que estava com mais vontade de terminar logo a trilha).</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/Imagem1.jpg" alt="13 bravos - os escaladores" title="13 bravos - os escaladores" /></div><br />
<center>13 &#8220;bravos&#8221; montanhistas saindo do Marins em direção ao Itaguaré.</center></p>
<p>A subida foi muito boa, fizemos apenas 1 parada no Careca e outra no meio da subida, além de um pequeno perdido que o grupo que estava na frente teve (eu, o Robles, o Kbello, o Marcelo, a Cris e o Filhote). </p>
<p>Antes das 13h já estávamos na base do Marinszinho almoçando. Não estávamos sozinhos, mas a quantidade de pessoas não chegava a causar transtornos ou diminuir o nosso ritmo (talvez tivéssemos demorado mais próximo a base do Marinszinho, se a moça que estava em prantos já não estivesse sendo consolada, afinal tinha uma boa quantidade de pessoas ali querendo realizar esta árdua tarefa).</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/Imagem2.JPG" alt="Marins - Marins ao longe" title="Marins - Marins ao longe" /></div></p>
<p>Depois do lanche, com seu desfile de tapawers (o do Marcelo não era um tapawer, era uma caixa, nunca vi isso!), reabastecemos a água e seguimos. Dali para frente não fizemos mas nenhuma parada em grupo, subimos o Marinszinho, descemos o vale e subimos novamente em direção a Pedra Redonda. O grupo neste momento se separou em dois, na frente os ilustres senhores: Kbello, Wagner, Kei, Marcelo e eu, e no segundo o resto do pessoal - a distancia variou um pouco, mas nada que passasse de 10 minutos.</p>
<p>Batemos na Pedra Redonda às 15h45m, a nossa previsão de chegada era 16h (putz, como somos bons!). Dali para frente descemos em busca do ponto de acampamento, o discurso do Kbello de que o acampamento era na Pedra Redonda estava um pouco equivocado,  descemos uma bela ribanceira para chegarmos a um ponto de acampamento já ocupado, creio que mesmo que estivesse livre não<br />
teria espaço suficiente para todas as barracas.</p>
<p>Ali o pessoal acampado disse que havia um ponto de acampamento 30 minutos a frente! Bom andamos 30 minutos e depois mais 30 minutos e depois mais 30 minutos e nada&#8230; Neste ponto já estava escurecendo e começou a esfriar consideravelmente.</p>
<p>Depois de uma rápida parada para nos equiparmos para a nova condição climática e com as headlamps na cabeça partimos. O terreno ficou mais agradável de andar e começou a pipocar lugares para acamparmos, 1 lugar, 4 lugares e finalmente a terra prometida: um belo campo aberto com lugar para umas 8 barracas com sobra!</p>
<p>Começamos a montar as nossas barracas enquanto o grupo que vinha atrás chegava. A partir daí foi tranqüilo: monta barraca, troca de roupa, coloca as coisas em ordem, faz a comida, come, vê o Filhote se degladiando com o fogareiro, o Sylvio Jr passando um frio velhaco, a Simone falando, o Wagner falando, o Kazu e a Renata quietos e por ai vai.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/Imagem3.jpg" alt="Jantar - Preparando jantar" title="Jantar - Preparando jantar" /></div></p>
<p>Ficamos um tempinho sentados e conversando, passando o tempo, eu não sei dizer que horas o pessoal começou a se recolher, mas devia ser em torno das 21h.</p>
<p>Não choveu, porém o vento também não deu trégua a noite inteira, a turma do Suunto disse que a noite deve ter batido uns 5 graus!</p>
<p>Amanheceu!!!! Mas nós não pegamos a viola, muito menos a colocamos na sacola e fomos viajar. Na verdade o tempo estava ridículo, a alvorada que podia ser em torno de 6h, acabou ficando para 7h e prontos para andar lá pelas 8h30m.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/Imagem4.jpg" alt="Manha - Antes da partida" title="Manha - Antes da partida" /></div></p>
<p>Com tudo branco, enxergar o Itaguaré nem pensar! Um pouco de trabalho para achar o começo da trilha, descemos no meio do mato errado, mas em 30 estávamos no caminho certo. Daí para frente a trilha não apresentou nenhuma dificuldade, descemos&#8230;.. depois subismos&#8230;.. ai descemos um pouquino e subimos mais um pouquinho e pimba!!!! Lá estava o Itaguaré.</p>
<p>Tomamos um lanche e teve um grupo de bem dispostos que foi fazer o cume: Kbello, Wagner, Filhote, Marcelo e Kei! Os demais, entre eles eu, começamos descendo a trilha. Perto do córrego no alto do Itaguaré cruzamos com o Paulo Coelho (viríamos a cruzar com a Helena logo depois da descida de pedras). O absurdo foi como encontramos o acampamento do Itaguaré: restos de arroz, casca de batata e bolo de fubá no chão, árvores cortas, marcar de fogueira e um enorme tronco no meio do acampamento - sinceramente uma verdadeira farofada!</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/Imagem5.jpg" alt="Cume Itaguare - No cume do Itaguaré" title="Cume Itaguare - No cume do Itaguaré" /></div></p>
<p>Demos uma limpada, da melhor forma que podíamos, amaldiçoamos aquele povo um pouco e seguimos viagem.</p>
<p>A descida do Itaguaré não tem grande novidades, morro abaixo, com diversas erosões. O grupo que foi ao cume encontrou a gente na pedra que existe no meio da subida. Perto do fim da trilha parecia que havia passado um caminhão com a caçamba aberta derrubando tudo, por exemplo: o Preto encontrou pacote de bolacha - com bolacha dentro, além dos tradicionais: garrafa PET, papel e por ai vai, a turba que havia estado no acampamento deixou suas pegadas aqui também. Ao chegar no estacionamento o motorista da van (lembra dele?!?) já estava lá, e pasme a turba também: eram um moleques de Passa Quatro, estavam cozinhando lá, bêbados que nem gambá. Se<br />
isso serviu para alguma coisa foi para agilizar a nossa saída daquele lugar. Encurtando a história: 14h30m já estávamos a caminho da roça.</p>
<p>A viagem de volta foi longa: 10 pessoas em uma van minúscula, acho que não teve 1 pessoa que não tenha ficado com os fundilhos quadrados, fora o tempo para chegar, como diria os espanhóis: ¡Mira! Chegamos no metro Vila Mariana 21h00m&#8230;</p>
<p>Bom&#8230; acho que o relato &#8220;montanhístico&#8221; é esse, resumindo para os mais impacientes: subimos, (descemos, subimos) x N e descemos. Todos se salvaram, ficaram felizes e pronto! Nada muito diferente de qualquer outra saída, trocando os nomes o relato pode muito bem ser usado em outras saídas, mas&#8230; a história não acaba aqui. As entrelinhas é que são o tempero da saída, então vamos ao molho&#8230;</p>
<p>Lembra que eu comentei sobre o motorista da van? Vamos pular a parte de como acabamos naquela van, não faz diferença, mesmo porque até já estamos de volta! Primeiro ponto: ele resolveu ir pela Dutra (por favor guarde esta informação também), uma estrada odiada por todos por causa de seus caminhões, mas por algum motivo amada pelo motorista - será que por causa da distância menor e economia no pedágio?</p>
<p>Tudo bem você vai dizer que é implicância nossa, até poderia ser se a missa já houvesse acabado: ele, pasmem, colocava a bendita da van na banguela - ISSO MESMO - na banguela. Aonde já se viu colocar o carro no ponto morto em plena rodovia, some a isso o fato dele não ter passado de 80 km/h a viagem inteira.</p>
<p>Não, mas ainda não acabou: quando chegamos na estrada de terra que leva até o Marins, em um dos pontos, descemos para que o possante pudesse subir. Ele simplesmente passou o ponto de pedras soltas e foi embora, ficamos ali, boquiabertos, correndo atrás da maldita.</p>
<p>Depois de alcançar ela novamente, subimos mais um pouco dentro daquela lesma lerda, até que chegou um ponto que tivemos que descer novamente. Para facilitar fomos andando até o estacionamento de uma vez&#8230; agora imagina a cara de felicidade do Robles!</p>
<p>Será que acabou??? É claro que não, na volta do Itaguaré também foi o mesmo problema, fizemos um caminho mais longo para que a van não sofresse avarias (palavras do próprio motorista: - &#8220;Este é um carro de trabalho e não um jipe&#8221;). Acho que não andamos nem 20 km e demoramos mais de 1 hora, mais de 1 hora! E a volta também foi na mesmo morosidade da ida, fechado em grande estilo com um transito básico para entrar em São Paulo. Hard concluiria isso em grande estilo: - &#8220;Ó céu, ó vida, ó azar!&#8221;</p>
<p>Agora descobrimos a versão feminina do Wagner, a Simone: a garota gosta de falar viu, mas fala mesmo, fala até dormindo! E curte um vinho também, ela curte tanto vinho que ela acordou com o Marcelo de fazer a TransMantiqueira, aonde o Marcelo vai levar um garra de vinho para cada dia (uns 3 galões fácil). Mas que fique registrado: a sua &#8220;inovação&#8221; de levar o vinho em garrafa PET causou entusiasmo no casal Cruz Maltino: Marcelo e a Cristiane.</p>
<p>Falando em casal, eu não ouvi a voz do Kazu e a Renata no acampamento em momento algum, cheguei a duvidar que eles estavam lá, são representantes da melhor estirpe dos ninjas montanhistas: silenciosos e letais!</p>
<p>E o estacionamento do Itaguaré! Nada como fazer novos amigos, não é Robles? O “líder” da trupe de Passa Quatro estava com a corda toda, quando eu estava dobrando a minha barraca o seu lindo pesinho veio direto amassá-la, e o Robles que teve que lidar com o cara querendo levantar a sua digníssima Mamut para saber o peso. Todos que conhecem o nosso cara colega chileno sabem a sua cara de entusiasmo, mas para aqueles que não conhecem: imaginem o desejo de um Everest caindo direto na testa do coitado, tudo isso expresso em um semblante.</p>
<p>Por falar em Robles, quero deixar registrado neste relato: quero só ver a saída deste pessoal para o Peru! O fato de termos perdido a entrada de Piquete já deu um “bate boca” com o Kbello, se eu não soubesse que eles se amam eu ia achar complicado.</p>
<p>Falando em amor, não posso deixar de citar Kei, o japonês “Don Juan de Marco”. Ele estava com a sua Solo com o ziper do peito aberto até o final, desfilando toda a sua elegância, todo seu charme. Eu sei que ele causou o maior furor lá, recebeu até elogios da alegoria feminina da nossa van. Ta bom já sei o que estão pensando: muito bonito isso, tudo acontece com todo mundo e nada com você. É verdade até agora eu não falei nada a meu respeito, mas veja não é para menos, se eu comentasse por exemplo que a Cristiane falou que eu era baixinho e mirradinho porque eu ficava carregando mochila quando era criança; ou se eu falasse que fui no lugar mais apertado da van só porque sou pequenininho; seria justo? Eu acho que não! Afinal eu passei um mal bocado no primeiro pit stop da volta.</p>
<p>Ao sairmos da infindável estrada de terra na volta do Itaguaré todos precisavam estivar a perna e utilizar as facilidades de um banheiro. Pois bem, depois de uma subida aonde até CG com 2 pessoas disparava na frente do nosso Barrichelo particular, chegamos a um posto BR. Nada de excepcional no posto, simples mas suficiente para as nossas necessidades, e não é que ao descer da van e fixar o olhar no crux daquela via, o banheiro, me para pelo menos 2 ônibus de excursão vindos de Aparecida: ai já viu, uma fila enorme, um local inabitável e um desespero de causa.</p>
<p>Bom eu acho que já enrolei bastante de quem eu falei falei, de quem eu não falei não falei e pronto!</p>
<p>Agora para você que talvez ainda não tenha reparado no título deste relato e se perguntado, afinal de contas o que Dutra tem a ver com tudo isso. Mantive o suspense até agora, mas vou elucidá-lo com um “q” de fábula infantil.</p>
<p>Era uma vez um montanhista, um cara batuta, daqueles que você olhe e fala, gente boa o figura; pois bem este montanhista já havia encarado diversas montanhas com mais de 6.000 mts, cursos, caminhadas, discussões, e quando perguntam o nome ele responde: -“Robles, Sergio Robles!”. Mas ninguém sabia que o demônio de seus sonhos, o Dick Vigarista de seus temores era ninguém menos que a Rodovia Dutra!?! Isso mesmo a Rodovia Dutra, quando informado que o caminho a seguir era pela Dutra ele estufou o peito e respondeu: - “Sabe do que eu tenho medo, eu tenho medo mesmo é de pegar a Dutra”!</p>
<p>Eu fico por aqui, e até a próxima saída, ou coisa que valha a pena escrever!!!</p>
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		<title>Um Passeio no Mundo Livre</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2009/05/07/um-passeio-no-mundo-livre/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 13:20:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Relatos de saídas</category>

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		<description><![CDATA[por Marcelo Campos, aluno do CBM 01 de 2009.
Chico Science em uma de suas músicas já dizia: “Eu só quero andar, andar pelo Brasil, ou em qualquer cidade / andando pelo mundo, por todas as cidades / andar com meus amigos, sem ser incomodado / andar com o mundo livre, de eletricidade&#8230;”
Célebre música, lembrada e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por <strong>Marcelo Campos</strong>, aluno do CBM 01 de 2009.</p>
<p>Chico Science em uma de suas músicas já dizia: “Eu só quero andar, andar pelo Brasil, ou em qualquer cidade / andando pelo mundo, por todas as cidades / andar com meus amigos, sem ser incomodado / andar com o mundo livre, de eletricidade&#8230;”</p>
<p>Célebre música, lembrada e assinada  no Cume das Agulhas Negras, em homenagem não só ao grande Chico, mas obviamente ao nosso Mundo Livre! <a id="more-41"></a></p>
<p><div class="alinhar_dir_caixa"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/um_passeio_no_mundo_livre_1.jpg" alt="um passeio no mundo livre 1 - um passeio no mundo livre 1" title="um passeio no mundo livre 1 - um passeio no mundo livre 1" /></div></p>
<p>O caminho para o cume traz claramente os dizeres desta música a tona, seja pela exuberante natureza que te cerca, seja pelo clima de descontração que faz você se sentir andando pelo mundo com os mais antigos amigos, tal afinidade que foi criada por todos.</p>
<p>Em meio as rochas úmidas e geladas, passagens espremidas e escorregadias, lá estava uma turma literalmente rastejando por pedras e abismos pedindo licença para a montanha e tratando de superar seus limites e medos pessoais em busca do tal Pico das Agulhas Negras. </p>
<p>Chegado lá, cume a vista, livro esperando a assinatura mas antes, uma nova admirada no Mundo Livre que nos cerca e uma retomada de fôlego para mais uma dose de desafio: a escalada até cume!</p>
<p><div class="alinhar_esq_caixa"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/um_passeio_no_mundo_livre_2.jpg" alt="um passeio no mundo livre 2 - um passeio no mundo livre 2" title="um passeio no mundo livre 2 - um passeio no mundo livre 2" /></div></p>
<p>Sim, este passeio pelo Mundo livre não poderia ser assim tão simples! Equipo preparado, mente concentrada, e um por um, todos os privilegiados tiveram o prazer de chegar ao cume de uma das mais incríveis montanhas do Brasil! </p>
<p>Nitidamente, todos em euforia e em plena satisfação por estar num lugar tão belo e desafiador. </p>
<p>Sábias palavras dizem que quando se retorna ao ponto de partida, está concluído seu objetivo. Pois bem, caminho de volta para o acampamento, nova rota, novos desafios mas apesar da noite estelar tomando conta de uma intensa caminhada, todos chegam bem para a tão esperada recarregada na energia. </p>
<p>Antes do sono, uma seleta caminhada até o Pedra do Camelo, nova admirada no céu estelar. Vinho consumido e caminho de volta para o tal descanso, pois no dia seguinte: Prateleiras e o famoso rappel!! </p>
<p>Alvorada e uma rápida preparação para mais um Passeio no Mundo Livre.</p>
<p>Nova rota, novas rochas e novos desafios. Em pouco tempo, todos novamente próximos ao céu e sobre a tal das Prateleiras.</p>
<p><div class="alinhar_dir_caixa"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/um_passeio_no_mundo_livre_3.jpg" alt="um passeio no mundo livre 3 - um passeio no mundo livre 3" title="um passeio no mundo livre 3 - um passeio no mundo livre 3" /></div></p>
<p>Segurança sendo preparada&#8230; ansiedade, tensão, curiosidade e a boa dose de medo injetada em todos, mas um a um, começa uma descida sensacional com um visual de renovar o fôlego e esquecer todos os sentimentos que encanavam a maioria!! </p>
<p>Uma descida suave, com um sentimento de prazer, euforia e admiração ao tal do Mundo Livre que nos cerca. </p>
<p>Um por um, pés no chão, sorriso aberto e mente nas nuvens!! Todos caminhando como se estivessem ainda flutuando num rappel sem precedentes e com a alma renovada. </p>
<p><div class="alinhar_esq_caixa"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/um_passeio_no_mundo_livre_4.jpg" alt="um passeio no mundo livre 4 - um passeio no mundo livre 4" title="um passeio no mundo livre 4 - um passeio no mundo livre 4" /></div></p>
<p>Caminho de volta, novamente pés nos chão, mas por muito tempo, todas aquelas mentes ficarão nas nuvens&#8230; </p>
<p>-.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Arrume a sua Casa para Receber o Céu</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2009/04/22/arrume-a-sua-casa-para-receber-o-ceu/</link>
		<comments>http://blog.cap.com.br/2009/04/22/arrume-a-sua-casa-para-receber-o-ceu/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 13:45:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Relatos de saídas</category>

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		<description><![CDATA[por Marcelo, do CBM 1 de 2009
O Céu&#8230;tao cinza, tao sem vida &#8230;nao há quase estrelas. O cinza subindo do solo para o meu céu. Do alto do 14o andar é tudo que se pode ver nessa Urbália, o cinza! 

Multidões em seus automotores em busca do descanso ouvindo tal do barulinho do mar&#8230;..da suave [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>por Marcelo, do CBM 1 de 2009</strong></p>
<p>O Céu&#8230;tao cinza, tao sem vida &#8230;nao há quase estrelas. O cinza subindo do solo para o meu céu. Do alto do 14o andar é tudo que se pode ver nessa Urbália, o cinza! <a id="more-40"></a></p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/CBM_1_09_ceu1.JPG" alt="CBM 1 09 ceu1 - CBM 1 09 - Urbalia" title="CBM 1 09 ceu1 - CBM 1 09 - Urbalia" /></div></p>
<p>Multidões em seus automotores em busca do descanso ouvindo tal do barulinho do mar&#8230;..da suave areia da fofinha e da brisa do entardecer&#8230;</p>
<p>E nós, montanhistas, vamos procurar o céu ? </p>
<p>Obviamente, no contra-fluxo, na contra-mão&#8230;a direção não é a praia ao sul, tao pouco ao norte de SP. Nada de curtir esse tal barulho do mar com um caloroso banho!!</p>
<p>O destino: Pico dos Marins e seus 2420 metros. </p>
<p>Suado, sofrido, sem agua do mar, sem areia fofa, mas com um mar de nuvens a perder de vista!!! </p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/CBM_1_09_ceu2.JPG" alt="CBM 1 09 ceu2 - CBM 1 09 Montanha" title="CBM 1 09 ceu2 - CBM 1 09 Montanha" /></div></p>
<p>O caminho é arduo&#8230;o carro não te leva, as mordomias da Urbália ficaram pra trás. Sua casa nas costas, seu corpo como meio de transporte&#8230;Esse é o preço para receber o céu. </p>
<p>No topo se tem a sensação clara que deve-se baixar o ritmo de sua voz e aumentar o ritmo do seu pensamento para perceber que além de estar sob um mar de nuvens, o céu lhe dá as mais belas cachoeiras. </p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/CBM_1_09_ceu3.JPG" alt="CBM 1 09 ceu3 - CBM 1 09 Nuvens" title="CBM 1 09 ceu3 - CBM 1 09 Nuvens" /></div></p>
<p>O céu traz o sol para todos, mas para os poucos privilegiados, 16 mais precisamente, ele o traz envolto a um mar e uma cachoeira de nuvens. Nada que possa ser visto em plena Urbália, e tão pouco na mais bela praia&#8230;portanto Montanhista, arrume a sua casa para receber o céu! O céu e o que ele lhe traz! </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Vocês são loucos !!! Pico de São Sebastião (ilhabela)</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2008/11/27/voces-sao-loucos-pico-de-sao-sebastiao-ilhabela/</link>
		<comments>http://blog.cap.com.br/2008/11/27/voces-sao-loucos-pico-de-sao-sebastiao-ilhabela/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 11:17:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
		
		<category>Relatos de saídas</category>

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		<description><![CDATA[Por Celestino Lourenço (Zico)
Sexta – 28 de outubro de 2008.
Estou no escritório e ligo para o Manú para desejar-lhe boa sorte na ida a Itatiaia com amigos e também para confirmar que eu iria para Ilhabela fazer a travessia da Ilhabela via Castelhanos a pé; caso eu não desse noticias no domingo à noite teria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Celestino Lourenço (Zico)</strong></p>
<p>Sexta – 28 de outubro de 2008.</p>
<p>Estou no escritório e ligo para o Manú para desejar-lhe boa sorte na ida a Itatiaia com amigos e também para confirmar que eu iria para Ilhabela fazer a travessia da Ilhabela via Castelhanos a pé; caso eu não desse noticias no domingo à noite teria dado alguma coisa errada.</p>
<p>Ao conversar com Manú, este se prontificou a ir comigo caso a ida a Itatiaia caísse. Passados 10 minutos recebi a ligação do Manú confirmando que iria junto e aí resolvi mudar a travessia de Castelhanos pela subida ao Pico de São Sebastião.</p>
<p>O Pico de São Sebastião é o maior pico da Ilhabela, 1375 metros e 5,5 kilometros de extensão, e não é normalmente listado pelos órgãos da cidade como uma das trilhas a ser feita.<br />
<a id="more-39"></a></p>
<p>Há aproximadamente um ano estava tentando conseguir algum companheiro para ir e nunca dava certo. Mas já tinha pesquisado na internet e encontrado uma bela descrição da trilha no blog de um amante das montanhas, porém não encontrei nenhum mapa da trilha.  </p>
<p>Voltando ao dia 28 de outubro, sexta-feira, sai do trabalho,  às 14:00 horas, com as malas e voltei para casa para mudar as coisas de mochila, pois iríamos de carro. Troquei a mochila por uma mais resistente e confortável, arrumei as coisas, peguei a descrição da trilha. </p>
<p>Às 18:30 o Manú passou em casa e rumamos para a Ilhabela pela Rodovia dos Tamoios e chegamos em torno das 23:00. Até arrumarmos Hotel, tomar umas cervejas e falar sobre coisas feitas, não feitas e coisas a serem feitas já era 1:00.</p>
<p>Oito horas da manhã do sábado, estávamos tomando café na Pousada Colonial e aproveitamos para fazer um lanche extra e pegar uma fruta para levar para a trilha.</p>
<p>Uma coisa importante era que a previsão era de chuva nos períodos da tarde e da noite; infelizmente caíram apenas algumas gotas no sábado à noite. </p>
<p>Como a idéia era pernoitar no Pico,  entre as coisas que levamos havia uma barraca, comida rápida para uma refeição, repelente, bastões de caminhada, lanches para trilha e 1,5 litro de liquido cada (eu levei água e o Manú levou Gatorade e água de coco). Eu levei  4 saches de repositor energético,  pois sempre uso em momentos de extrema exaustão. Um detalhe importante é que eu amarrei o saco de dormir em cima da mochila dentro de sacos de plásticos azul.</p>
<p>Deixamos o carro no estacionamento do Hotel e pegamos um coletivo para a entrada da pousada Recanto dos Pássaros onde se inicia a subida da trilha ( ver foto abaixo de propriedade intelectual de augusto multiply).<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=photo-70.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/photo-70.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>Às 9:20 partimos da entrada de Recanto dos Pássaros (20 metros)  e encaramos  uma subida em estrada asfaltada até 240 metros ( + -) de altitude e depois começamos a caminhar por um pedaço da estrada em que  o asfalto foi parcialmente coberto pela vegetação; é uma parte da estrada que foi literalmente abandonada.<br />
Passados 20 minutos na estrada abandonada entramos na trilha dentro do mato e o Manú impôs um ritmo forte, como é de seu costume, e provavelmente não foi mais rápido porque eu não conseguia acompanhá-lo. Apesar de ser apenas dois dias estávamos com mochilas relativamente pesadas. </p>
<p>Durante todo o percurso íamos lendo a descrição que o Augusto Multiply pôs no seu site e o Manú ia marcando a trilha no GPS e assim sabíamos que havia água em 3 pontos : na Cachoeira – inicio da trilha, a 800 metros de altitude e no topo.</p>
<p>Passado pouco tempo estávamos caminhando na trilha e chegamos em algumas pedras na beira do rio. Como tínhamos consumido pouco líquido e tinha água em mais dois pontos passamos batido pelo rio, pois o  que tínhamos de água. Gatorade é água de coco daria para chegar ao topo e pegar água lá.</p>
<p>A trilha é uma subida constante e você tem de passar embaixo de vários bambuzais, literalmente se arrastando no chão puxando as mochilas pela mão. Tem uns quatro lances parecidos em toda a trilha e é claro que nestas passagens sempre tem aqueles cipós e espinhos que vão impedindo que você avance. Nestas horas o saco de dormir sempre ficava preso e deixava pedaços de plásticos azul nos espinhos.</p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=EspecieraradoPauBrasil.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/EspecieraradoPauBrasil.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a><br />
<em>Pau Brasil</em></p>
<p>Aproximadamente às 14:00 chegamos aos 800 metros e até esta parte da trilha é relativamente clara e tomando cuidados de não pegar saídas paralelas ( existem várias) você chega neste ponto. Mas, nesta altura a trilha literalmente some em algumas partes e em outras surgem várias trilhas. Levamos um bom tempo para achar a trilha correta. </p>
<p>Como estava com Camel Back eu  ia tomando água a todo momento,  pois apesar de não estar fazendo um forte calor eu suava muito pelo esforço da subida com a mochila. O Manú bebia pouco e economizava o seu líquido. </p>
<p>Como estava ficando tarde, estávamos com líquidos  e como tinha água no topo resolvemos não pegar água no 2º ponto ( 800 metros)  e seguir em frente para chegar ao topo com luz.</p>
<p>Á partir deste momento a trilha fica mais inclinada e passado algum tempo chegamos a uma grande pedra e achamos trilhas para os dois lados e optamos por seguir pela direita e chegamos a lugar nenhum. Como estava mais cansado e me considero menos experiente em trilhas,  que o Manú,  na maioria das vezes o deixava ir guiando e testando os caminhos para ver onde ia dar. </p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=Marcasdetrilha.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/Marcasdetrilha.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a><br />
<em>Marca de trilha</em></p>
<p>Nesta pedra eu retornei e fui pela esquerda para ver se a trilha ia em frente e logo depois ouço o Manú me chamar pois os dois caminhos se cruzavam. Mas a impressão que você tem é que aquilo não é a trilha e para sua surpresa aquele rastro é a trilha.</p>
<p>Creio que o que ocorre é que como vão poucas pessoas para esta trilha ela é pouco batida e se formam vários caminhos que parecem trilhas; acho que podem ser formados pela chuva !! Um caiçara nos disse que tem mais de 1000 caminhos na trilha inteira do Pico.</p>
<p>Tem momentos em que você passa batido por um ponto de saída da trilha e segue em frente para depois perceber que chegou a um local que não pode ser a trilha, pois não dá para passar. Ai você retorna pela trilha e vê aquela “fdp” daquela saída e pensa como é que eu não vi isto !!!</p>
<p>De vez em quando eu perguntava ao Manú sobre a nossa altitude para saber quanto ainda faltava para chegar ao topo; na verdade eu queria saber se faltava muito e também porque eu já estava muito cansado.</p>
<p>Subimos mais e chegamos em uma grande pedra (1040 metros) que pode ser usada para acampar e conversamos sobre acampar lá ou subir até o topo. Achei melhor ir direto ao topo, pois ficaria muito puxado para o domingo se fossemos subir 430 metros  no domingo e descer tudo. Também teríamos que subir no sábado ao topo para buscar água, logo  não era negócio acampar ali e fomos em frente.</p>
<p>A descrição da trilha feita pelo Augusto foi crucial, pois comparávamos as fotos que ele disponibilizou e líamos as suas dicas. Uma coisa importante é que tinha marcas em algumas árvores  com fitas amarela indicando a trilha; porem elas estavam apenas em partes da trilha. Suei tanto durante a subida que o descritivo e um mapa da Ilhabela ficaram encharcados e se desfizeram quando chegamos no pico. Tínhamos duas cópias da descrição.</p>
<p>O senso de orientação do Manú foi muito importante,  pois além dele achar a  trilha quando ficávamos distante e eu ficava indeciso quanto ao caminho a seguir eu gritava e me orientava pela sua voz. Nestas horas eu pensava SANTO FAROL MANÚ.</p>
<p>A subida foi ficando mais inclinada e fui sentido que a minha água estava acabando e passado pouco tempo ela de fato acabou e ainda tínhamos umas 3 horas de caminhada pela frente. Eu suava direto e algum tempo depois tomei um pouco do gatorade do Manú – eu acho que foi um gole e ele diz que foi metade do Gatorade : percepções interessantes a de “quem recebe” e a de “quem dá” !!!</p>
<p>A partir dos 1100 metros você tem que se arrastar várias vezes pelo bambuzal e caminhar muito. </p>
<p>Eu que estava super-cansado e não bebia água há algum tempo,  estava rezando para chegarmos logo ao topo. </p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=ManueZicoexaustoscommtasede.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/ManueZicoexaustoscommtasede.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a><br />
<em>sede</em></p>
<p>Uma das coisas que começou a nos preocupar foi escurecer e não termos conseguido chegar ao local de acampamento</p>
<p>Houve um momento em que estava na mata e vi literalmente uma garrafa de água vazia pendurada em uma árvore! Pensei – “puta chegamos ao local de acampar e eu vou descansar”,   mas depois não vi mais a minha garrafa.  Falei da garrafa ao Manú e ele falou você tá delirando cara !!  Eu,  insistia “mas eu vi”.</p>
<p>Ainda tínhamos meia hora para chegar ao local de acampar e lá sim de fato havia várias garrafas penduradas e eu pensei foi esta garrafa que eu vi. Mas estava muito longe e no local tinham três garrafas penduradas e todas diferentes da que eu havia visto !!! Mas eu tenho certeza que a garrafa está lá e um dia volto para pegá-la.</p>
<p>Finalmente chegamos ao topo às 18:30 e estávamos caminhando desde cedo. Quando chegamos foi aquela alegria de tirar mochilas das costas  e se esticar no chão e é claro tomar o resto da água de coco do Manú; nova discordância iria surgir depois: ele dizendo que eu havia tomado 1/3 de 1 litro da água de coco dele e eu falando que havia tomado algo próximo a um copo !!!</p>
<p>Após tomarmos nossa aguinha de coco fomos buscar ÁGUA para beber, cozinhar, se lavar e o que achamos :  a bica na pedra SECA, não tinha um pingo de água e somente um monte de garrafas vazias que deixaram lá. </p>
<p>Voltamos para montar a barraca e se preparar para realidade de que sem água não teríamos janta e teríamos que comer lanches.</p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=Unicolugarpacamparnopico.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/Unicolugarpacamparnopico.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>O local onde se arma a barraca é praticamente ao lado de uma grande pedra que é de fato o ponto mais alto da ilhabela. Importante destacar que cabem poucas barracas e estas tem que ser pequenas.<br />
Fomos à pedra que é o topo efetivo e lá o Manú acionou o seu GPS e apareceu 1375 metros. Fomos mais duas vezes lá para ver o visual noturno e dava para ver as luzes da vila na Ilha e as de São Sebastião. </p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=OutrospicosdaIlhaBela.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/OutrospicosdaIlhaBela.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=PicodePapagaionomeio.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/PicodePapagaionomeio.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=Visudapontadoboi.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/Visudapontadoboi.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=VisuSaoSebrastiao.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/VisuSaoSebrastiao.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>Apesar de cansados ficamos jogando papo fora até meia noite e combinamos de sair bem cedo para chegar lá pelas 14 na cachoeira. Nova discordância :  o Manú queria cozinhar na cachoeira e eu preferiria comer na cidade e acordamos de cozinhar na cachoeira.</p>
<p>Estava ventando um pouco e eu rezava para chover e colocava as panelas fora da barraca,   mas a chuva que eu queria não veio e caiu apenas algumas gotas á noite.  A minha vontade era de lamber os 5 pingos na panela,  mas achei que o esforço não valia a pena pois não havia nada lá !!! O Manú queria que não chovesse,  pois achava que a trilha ficaria pior com o sumiço das pegadas !!!</p>
<p>Um outro ponto interessante é que havia uma toca grande perto do local de acampamento e o Manú disse ter ouvidos barulhos perto da toca; conversamos um pouco sobre quem seria o nosso vizinho e como eu ouvi um miado achei que era um gato do mato; mas também achamos que poderia ser uma paca ou uma capivara. Uma coisa tínhamos certeza o bicho era grande pelo tamanho da toca !!!</p>
<p>A noite foi tranqüila e  estava fresca.  Ás 5 horas  acordei e fui ver o sol nascer. Chamei o Manú que pediu para gritar para ele quando surgisse o primeiro raio.</p>
<p>Passados 40 minutos os raios começaram a aparecer e chamei-o e em pouco tempo ele estava sentado na pedra comigo olhando o nascer do sol. O nascer do sol é sempre uma coisa surpreendente apesar de ocorrer todos os dias.</p>
<p>Manú fez as suas orações, tirou algumas fotos e fez um comentário que me surpreendeu  “ - as fitas amarelas eram para orientar a descida e não a subida, pois é muito mais fácil se perder na descida”. Fiquei surpreso,  pois achei que poderíamos ter algum problema na descida,  mas que seria bem menores do que os ocorridos na subida.</p>
<p>Desarmamos a barracas, arrumamos as mochilas, eu comi um lanche e começamos a descer às 7:20; diferente do dia anterior que estava nublado, o domingo prometia e de fato fez um forte sol aumentando os nossos problemas de falta de água.</p>
<p>Queríamos aproveitar a parte mais fresca do dia, pegar água a 800 metros e chegar a cachoeira às 14:00 de forma a não sofrermos tanto durante a descida.</p>
<p>Na área do acampamento, antes de sairmos lambi e passei os dedos em algumas folhas que tinha um pouco de água acumulada da noite. Quando achava um pouco mais de água em alguma folha oferecia ao Manú que não aceitava,  pois achava que não precisaria ou que era pouco higiênico.</p>
<p>Não fazia nem duas horas que estávamos descendo e a previsão do Manú se confirmou,  pois já havíamos nos perdidos algumas vezes. </p>
<p>Lá pelas 10:00 estávamos com muita sede e encontramos um caiçara e o Manú perguntou se o cara tinha água e contou sobre a nossa situação.</p>
<p>O Ivan – caiçara- disse que tinha pouco,  mas que podíamos tomar pois estávamos precisando mais do que ele; ao vermos que ele tinha uns 200 ml de água recusamos e ele insistiu e disse que ali estava cheio de água, que ele iria pegar daqui há pouco e que iria jogar fora caso o Manú não quisesse. O Manú não tomou e eu sim.</p>
<p>Ivan mostrou-se surpreso com o fato de termos chegado ao pico na primeira vez que fomos fazer a trilha, pois disse que a trilha era muito difícil e que não verdade eram mil trilhas e caminhos e que se perder seria somente questão de tempo.</p>
<p>Manú pediu para o cara mostrar onde tinha água, mas ele disse que não podia de jeito nenhum, que daria água mas onde “tinha água era segredo de caiçara”. </p>
<p>Confirmamos que o caminho que estávamos fazendo era o correto e seguimos em frente sabendo que o Ivan tinha tirado todos os vestígios que poderiam nos ajudar a seguir a trilha. Na verdade o que ocorreu com o saco de dormir estava envolto em um saco de plástico azul e foram ficando pedaços de plásticos pelo caminho, como disse antes. Ele nos perguntou se nos havíamos deixado às marcações e falamos que se ficou marcado foi acidental e não proposital. De qualquer forma percebemos que não teríamos mais as fitas amarelas para nos orientar na volta.  Separamos-nos do Ivan e eu continue suando muito e em pouco tempo já esta com sede de novo.</p>
<p>Creio que estávamos a 900 metros, ou alguma coisa assim, e eu já estava com uma puta sede e enquanto ia andando achava folha com água e ia bebendo ou passando na testa para refrescar. A língua já estava totalmente seca. Além da sede,  continuávamos nos embrenhando em lugares que não tinha como passar e tínhamos que retornar para a trilha para ver alguma entrada que não tínhamos percebido.</p>
<p>Eu deixava o trabalho de batedor para o Manú,  não porque não gostaria de fazê-lo, mas porque acreditava que ele o faria melhor e em muitos momentos eu não conseguia mais andar queria mesmo era descansar.</p>
<p>Continuamos descendo e passamos por uma grande poça de água parada. O Manú falou - você encara beber  ?   Perguntei que horas achava que íamos chegar à cachoeira e ele disse que tinha mais duas horas ou algo assim e eu disse vamos embora.</p>
<p>Andamos por mais uma hora sem avançar muito e o Manú encontrou uma poça de água e perguntou o que eu achava  ?  Era água parada com sujeira, mas que parecia pura.  Vamos beber ou não ?  Não tínhamos certeza da hora que chegaríamos à cachoeira e estávamos com uma sede terrível, então disse que sim, que coaríamos, ferveríamos, colocaríamos hidrosteril e beberíamos.</p>
<p>E foi o que fizemos : coamos meio litro de água marrom com uma camiseta e fizemos os outros procedimentos acima e resultou em 2,5 canecas de água parecida com chocolate ralo.Tomei uma caneca e o Manú, que não havia tomado a água do Ivan, tomou o resto. O Manú achou que o gosto era de mel que por causa da língua seca e eu achei que tinha gosto de chá ruim, tipo habuchá ( chá macrobiótico).</p>
<p>O chão também era muito escorregadio por causa das folhas secas no chão e eu tomei vários tombos. Em uma das vezes eu rolei por uns 5 metros e só não me machuquei porque cai em cima da minha mochila. Em um destes tombos eu perdi um dos bastões – que droga era novinho e só tinha usada uma vez no Peru na Cordilheira Huayhuashi.</p>
<p>Eu estava com fome e fui comer um pedaço de lanche. A minha língua estava totalmente seca e como não tinha nada de saliva o pedaço de lanche virou uma bola seca na minha boca que era impossível descer; cuspi tudo fora. O que me ajudou foi o repositor energético que é meio liquido e age rápido. Com isto tive um pouco de energia para continuar. Tomei uns três neste dia. Oferecia ao Manú que não quis,  pois disse que teria piriri se tomasse.</p>
<p>Passou mais um tempo e era 14:00 horas e estávamos prosseguindo muito lentamente e o Manú começou a falar que estava com dores e urinando escuro. Eu, é obvio, fui falar que ele devia ter tomada a água do Ivan. De vez ema quando o Manú acionava o GPS para ver a plotagem de trilha que havia feito na subida e foi importante para descermos, mas não impediu que nos perdêssemos várias vezes !!! </p>
<p>O Manú desceu uns 10 metros para ver uma trilha voltou e disse que a trilha não continuava,  mas que tinha um pouco de água lá embaixo e se eu não podia pegar.</p>
<p>Eu,  como não tive sensibilidade de perceber o estado do Manú falei – Pô, você estava lá porque não pegou ?  E ele disse que não tinha pensado na hora. Eu estava um caco só e pedi para ele esticar a mão e pegar uma caneca na minha mochila e só percebi o estado da coisa quando ele falou – “ desculpa, mas eu não consigo. Eu estou muito mal”</p>
<p>Neste momento a ficha caiu, pois para mim o Manú era duro como rocha, peguei as coisas  e fui buscar água. Acho que peguei em torno de 1 litro e pouco. A água era corrente, mas era um fiozinho que você tinha que pegar raspando com caneca.</p>
<p>Assim que enchi a primeira garrafa já coloquei o hidrosteril para ir ficando bom para o Manú. Tendo enchido a outra garrafa subi para levar a água e enquanto subia só vi a caneca rolar morro abaixo e deve estar lá até agora. Sei que deveria ir buscá-la, mas faltaram forças.</p>
<p>Coamos a água e bebemos. O Manú se sentiu renovado com a água  e eu mesmo com esta água estava tão arriado que o outro bastão caiu na minha frente, me distrai e depois olhei, olhei de novo e não vi mais o bastão. Eu sabia que o bastão estava ali na minha frente, mas eu simplesmente não conseguia vê-lo. Este bastão também já tinha se partido na parte da manhã, mas ainda dava para usar.</p>
<p>As minhas luvas só deus sabe onde eu as deixei cair,  de forma que tive que começar a me apoiar nas árvores para descer, pois o chão era superescorregadio e inclinado em muitas partes. Eu literamente escorreguei de bunda em vários momentos para poupar energia. </p>
<p>Continuamos caminhando e em vários momentos o Manú se distanciava e eu saia da trilha e começava a chamá-lo para ver que direção ele tinha ido e seguir a mesma. Em alguns momentos eu achava que não conseguiria chegar até onde ele estava e em outros achava que iríamos ter de passar a noite na mata. Creio que o Manú deva ter ficado decepcionado e puto com a companhia em alguns momentos,  pois em muitos momentos eu me sentia dependente dele e até me dei ao direito de ficar puto com ele pois o “cara tinha ligado o turbo e me deixado para trás”. Mas foi injusto de minha parte, pois o Manú voltou várias vezes para me sinalizar o caminho e me esperou centenas de vezes. Também sei que várias vezes o que o Manú espera encontrar era ação de minha parte e o que encontrou foi prostração. Desculpe Manú !!!</p>
<p>Mesmo com a água que tomamos eu estava exausto, tinha perdido a confiança que iríamos dormir em São Paulo e quando estávamos descendo para a cachoeira dos três tombos, creio que estávamos a uns 550 metros e a cachoeira está nos 320 ( +-) olhei na mato e vi um fusca prata bem longe. Pensei  “ acabou,  os caras vêem de carro até aqui;  em 15 minutos nos estamos dentro da cachoeira. Eu olhei mais uma vez e o carro estava lá gritei para o Manú e ouvi  - Você tá delirando !!!!<br />
Pensei - será ? Olhei de novo e não tinha mais carro nenhum !!! Putz, o que eu tinha visto eram folhas brilhando no meio da mata. Nesta hora pensei a coisa ta ficando feia !!!!</p>
<p>O pior é que estávamos tão perto da cachoeira, ouvíamos o seu som, e quando chegávamos perto da margem do rio não dava para descer por causa das pedras.</p>
<p>Estávamos andando perto de um bambuzal quando o Manú deu um berro e ficou gritando – Meu olho, meu olho, entrou um galho no meu olho !!!</p>
<p>De fato entrou um galho no olho dele que ficou imediatamente irritado. Dei uma olhada, mas não fiquei muito preocupado pois já tinha ficado com o olho parecido quando havia ido mergulhar na Ilhabela.</p>
<p>O Manú ficou superpreocupado,  pois disse que era um galho que tinha entrado no olho e eu disse que galho eram limpos ! Dias depois,  ele me falaria que o oftalmo disse que ele fez muito bem em lavar o olho com colírio assim que chegou a São Paulo pois galhos são infestados de fungos e poderiam se proliferar trazendo problemas sérios para a visão. Neste momento me lembrei que quando fui fazer a travessia Petro- Terê tinha um cara com um óculos transparente e que provavelmente usava para não ter problemas como estes.    </p>
<p>Passados alguns minutos de inspeção ocular seguimos em frente.  Continuamos descendo e  se perdendo, creio que a falta da água ajudou muito, e lá pelas 15:30 encontramos o Ivan novamente que nos indicou a direção / sentido. Caminhamos uns 5 minutos juntos e ele disse que iria para o outro lado ( Praia do Portinho) e que poderíamos ir com ele caso quiséssemos, mas que a Cachoeira estava bem perto. </p>
<p>O Manú falou que íamos até a Cachoeira e Ivan disse – Assim aprende o caminho. É verdade mesmo,  que é a primeira vez que vocês vem aqui ? </p>
<p>Aproveitou para falar que guiava trilhas, dar mais uns sustos falando de caçadores, mas também deu uma dica super-importante ao falar que quando encontrássemos a mangueira na trilha não podíamos segui-lá, que devíamos pular por ela e entrar a esquerda ( trilha sem mangueira) . Se seguíssemos a mangueira iríamos para o outro lado.  Nos despedimos com a informação que estávamos a 40 minutos da cachoeira. </p>
<p>Ainda penamos um pouco mais finalmente chegamos à cachoeira. Como ficamos felizes ao tirar os calçados e sentar com os pés dentro do rio. Enchemos garrafas de água e colocamos hidrosteril para esperar os 15 minutos. Não deu para esperar e com 5 minutos já estávamos nos empanturrando daquela coisa mágica chamada água. Eu pegava uns potes plásticos enchia de água e jogava na cabeça, nas costas, nas pernas. Eu fiquei uns 20 minutos fazendo isto e cada pote de água que escorria em meu corpo era simplesmente divino de tão bem que fazia. Primeiro fiz isto sem camisa e  depois com camisa,  pois os borrachudos não respeitam caminhantes sedentos.</p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=CatarataTresquedas.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/CatarataTresquedas.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>Eu tomei  1,5 litros de água enquanto estava lá sentado e tome água nas costas e o Manú tomou 1 litro.</p>
<p>Eu queria ficar ali por muito mais tempo,  mas já estava ficando tarde e tínhamos que seguir em frente, pois ainda tinha um pedaço de trilha pela frente e 350 metros de descida.</p>
<p>Pegamos a mochila e um pouco de água e continuamos descendo a trilha e chegamos em umas pedras ao lado do rio. Falei para o Manú – Nos não passamos por aqui Manú ?</p>
<p>- Claro que passamos, como você não lembra ???</p>
<p>Eu simplesmente não lembrava e não me lembro até agora.</p>
<p>Um pouco mais a frente falei a mesma frase – nos não passamos aqui !  e descemos mais um pouco e chegamos em uma parte da mata que não tinha trilha e era um mata fechada com bambus  e eu tinha certeza que não tínhamos passado por lá. Tentamos vários caminhos e já estava bem tarde o que começou a nos causar um pouco de apreensão.</p>
<p>Falei para o Manú - vamos ver a descrição do Augusto,  e o cara falava que a estrada de asfalto tomada pela mata estava a 5 minutos da cachoeira; logo a trilha não poderia ser por aí.</p>
<p>Voltamos pelo caminho que fizemos e achamos a continuação da trilha; quando você acha o caminho, você pensa como é que eu não vi isto !!! Mas é assim mesmo,  você não vê mesmo !!!</p>
<p>Achado a trilha certa fomos bebendo água e em pouco tempo estávamos de volta a civilização : estrada de asfalto.</p>
<p>Quando chegamos a estrada de asfalto, nos sentamos no chão para descansar um pouco ao lado de uma antiga caixa dágua vazia. Eu já não tinha mais água e o Manu me deu algumas castanhas. Tentei comer e eu ainda tinha a língua seca, novamente se formou aquela paçoca impossível de ser digerida e eu cuspi tudo fora. </p>
<p>Alguns minutos de nos sentarmos,  passamos por um casal de caiçaras de moto e o cara perguntou de onde vínhamos e ao ouvir eu falar que tínhamos passado a noite no pico de São Sebastião ele disse -	VOCÊS SÃO LOUCOS !!!!!!!!!!!!!!!!!</p>
<p>Celestino Lourenço – ZICO </p>
<p>Obs. 1) Os dados da trilha de São Sebastião descritos neste texto não são precisos e não deve ser usado como um guia para a  mesma. Quem tiver interesse em fazer a mesma trilha sugiro que entrar no blog do Augusto  agsts.multiply.com que tem uma bela descrição da trilha com fotos e que utilizamos para fazer a subida ao  Pico de São Sebastião</p>
<p>2) Celestino Lourenço – Zico e Manuel Tak – Manú fizeram o CBM no 2º semestre de 2007</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Sudestiando&#8221; PARTE I</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 10:41:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
		
		<category>Relatos de saídas</category>

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		<description><![CDATA[Por Victor Carvalho
Fala pessoal!
    Cá estou, escrevendo um pouquinho sobre a viagem de escalada que eu e o Ricardo Nonaka fizemos em setembro, tentando passar pra vocês um pouquinho do prazer que foi rodar 27 dias pelo sudeste procurando rochas para escalar!

    Bom, para entendermos sobre este viagem precisamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Victor Carvalho</strong></p>
<p>Fala pessoal!</p>
<p>    Cá estou, escrevendo um pouquinho sobre a viagem de escalada que eu e o Ricardo Nonaka fizemos em setembro, tentando passar pra vocês um pouquinho do prazer que foi rodar 27 dias pelo sudeste procurando rochas para escalar!<br />
<a id="more-38"></a></p>
<p>    Bom, para entendermos sobre este viagem precisamos voltar um pouco no tempo, já que inicialmente nossos planos não era fazer esta viagem mas sim um outra, para Yosemite! Não se espantem, é sério! Tudo bem, tudo bem, eu sei que escalo somente a um ano (como vivo usando de desculpa quando não mando uma via), mas nossa intenção não era mandar &#8220;bigwalls&#8221; nem destruir em complexas fendas/fissuras no granito polido estadunidense, mas sim curtir aquele lugar que nos parece tão mágico por fotos e vídeos. Enfim, por uma questão financeira, desistimos.</p>
<p>    Nosso segundo plano era fazer então algo pela América do Sul, mas saindo do Brasil. Mas essa idéia logo fora arquivada, uma vez que em setembro na América do Sul é difícil achar bons locais (fartos e de dificuldade variada) para escalada em rocha. Então, veio a idéia! Vamos percorrer o sudeste atrás de rochas! Atrás de montanhas! O Rick logo topou e começamos então a articular para onde nós iríamos &#8220;sudestiar&#8221;. </p>
<p>    Inicialmente nosso plano era sair de sampa com destino à Itatiaia, depois Rio e posteriormente Teresópolis, Salinas, Cipó e Chapada Diamantina. Logo vimos que seria impossível cumprir essa meta em um mês e com isso eliminamos alguns locais. Itatiaia e a Chapada foram então alijados do projeto de viagem.</p>
<p>    A segunda coisa era definir algumas vias a serem escaladas obrigatoriamente e com isso decidimos fazer no Rio (nossa nova primeira parada) as vias &#8220;K2&#8243; (4° IVsup E2 D2), no Corcovado, e &#8220;Passagem dos Olhos&#8221; (3° IIIsup E2 D2) na Pedra da Gávea. Além disso tínhamos programado uma escalada no Pão de Açucar e alguma coisa na Babilônia. A &#8220;Via dos Italianos&#8221; não estava em nossos planos uma vez que tínhamos escalado a mesma no final de 2007.</p>
<p>    No final das contas, saímos de sampa no dia 2 de setembro com destino ao Rio e chegando lá mandamos essas duas clássicas, que por sinal duas das escaladas mais bonitas que fiz em meu pequeno tempo de escalada, a via &#8220;Arca de Nóe&#8221; (3° Vsup E2), na Babilônia e duas tentativas na &#8220;Via dos Austríacos&#8221; (A1+ D4 350m), na face sul do Corcovado, nesta última as duas vezes descendo por questões climáticas sendo que na segunda tomamos chuva na parede.</p>
<p>    No que diz respeito a K2, a escalada é composta por quatro enfiadas com uma bela vista aérea. A primeira enfiada é um diedro positivo que já é o &#8220;crux&#8221; da via. O Rick saiu guiando e mandou tranquilo sem dificuldades fazendo uma parada após este primeiro diedro, uma vez que estávamos em dúvida se pegaríamos a variante da segunda enfiada (outro diedro de sexto grau com proteção em móvel). Bom, subi a primeira enfiada com alguma dificuldade por falta de experiência naquele tipo de escalada, mas sem maiores problemas. O meu maior problema mesmo era a sapatilha (que o mané aqui teve a brilhante idéia de comprar a nova Trinity da Snake um número abaixo do normal) e como no dia anterior já tínhamos escalado a &#8220;Arca de Nóe&#8221; na Babilônia, estava que dores violentas na unha do dedão do pé esquerdo (que aliás vai cair por conta dela).</p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=vic1.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/vic1.jpg" border="0" alt="1"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=vic2.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/vic2.jpg" border="0" alt="2"></a>      </p>
<p>    Como na K2 não estava conseguindo me concentrar por conta da dor e também por estar enferrujado releguei ao Rick a responsabilidade por guiar toda a K2 (diferente da Arca de Noé que havia guiado a primeira enfiada) sendo que ele decidiu seguir a linha original da via seguindo assim a travessia à esquerda na saída da segunda enfiada e mandando pra cima chegando na segunda parada. Também mandei a segunda enfiada em problemas (de segundo é outra coisa&#8230;) e o Rick já emendou a terceira enfiada (curta) que era outro pequeno diedro/fenda graduado em IV. </p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=vic3.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/vic3.jpg" border="0" alt="3"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=vic4.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/vic4.jpg" border="0" alt="4"></a> </p>
<p>    Chegamos na base da quarta enfiada bem rápido e mesmo começando a escalada tarde (por volta das 14h00) estávamos com luz natural de sobra já que não era nem cinco horas da tarde. O Rick mais uma vez guiou a enfiada (última) que é uma parede positiva de pequenas agarras e logo estávamos na trilha que leva ao Cristo Redentor. Escalada terminada, desfrutada, com um visual incrível! Aproveitamos o resto da luz pra tirar diversas fotos no Cristo e acabamos descendo no último bondinho (19h30) depois de ajudar a socorrer um garoto que havia caído na escada rolante do Cristo e machucado o joelho.</p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=vic5.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/vic5.jpg" border="0" alt="5"></a></p>
<p>    Na &#8220;Passagem dos Olhos&#8221; a trilha é bem mais puxada, com uma forte subida de 1h30 até a base da via, sendo que muita neblina cobria a pedra (monstruosa por sinal). Chegando na base ficamos um bom tempo esperando a neblina passar e nada e após uma breve análise decidimos seguir em frente assim mesmo já que tínhamos um mínimo de visibilidade e a previsão não apontava para chuva. Como havia comprado outra sapatilha no dia anterior (a mesma trinity dessa vez com o meu número) estava me sentindo melhor, sem dor e deicidi guiar a primeira enfiada da via que é bem tranquila (um 3° E2) que foi sem problemas. O Rick já emendou a segunda que nada mais é que o vara-mato à esquerda, emendou a terceira e quarta enfiadas também, sendo que pra mim sobrou só desbravar o cabo-de-aço que leva ao final da via. Na verdade como a via é uma grande travessia (com 130 metros) tanto o guia bem como o segundo não podem cair senão será igual dor de cabeça. Mas no final tudo deu certo, tirando o frio que nos pegou no meio da terceira enfiada, sendo que a então &#8220;neblina&#8221; estranhamente começou a condensar na gente e quando vimos estávamos encharcados no meio daquelas nuvens com ventos cortantes de arrancar a alma.</p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=vic6.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/vic6.jpg" border="0" alt="6"></a>      </p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=vic7.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/vic7.jpg" border="0" alt="7"></a></p>
<p>    Por fim, como o Corcovado é muito bonito, surgiu um desejo muito grande de voltar a escalar lá e com isso procurando uma via achamos a &#8220;Via dos Austríacos&#8221;, na face sul, que por ser toda composta por grampos Stubai, grampos de 1/2 pol e parafusos, decidimos encarar a demanda. A escalada seria difícil porquê necessitaria do uso de técnicas de escalada em artificial que não conhecíamos muito bem na prática apesar de conhecer a teoria.</p>
<p>    Pro nosso azar, nos perdemos na trilha que leva à parede e com isso foram-se três horas até chegar ao granito e com isso lá se ia nossa janela (já que a via era D4). Chegando lá também tinha uma cordada na via e ficamos observando a técnica utilizada e decidimos entrar pra fazer cada um a guiada de uma enfiada. Com isso o Rick saiu guiando a primeira e eu mandei a segunda enfiada. Depois disso descemos e fomos embora (pra nossa sorte já que o tempo iria virar mais tarde). Encontramos lá também alguns feras mandando a via &#8220;Atalho do Diabo&#8221;, entre ele o Luis &#8220;Pita&#8221; Bittencourt.</p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=vic8.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/vic8.jpg" border="0" alt="8"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=vic9.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/vic9.jpg" border="0" alt="9"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=vic10.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/vic10.jpg" border="0" alt="10"></a></p>
<p>    Decidimos então voltar no dia seguinte, já que na volta da parede localizamos a trilha curta que os locais usam pra chegar lá (30 minutor de caminhada). Já no dia seguinte, chegando bem cedo e desta vez sozinhos na parede começamos a escalar bem rápido. A idéia era o Rick mandar as quatro primeiras enfiadas e eu as quatro últimas. Conclusão: no meio da quarta enfiada a chuva desabou em cima da gente contrariando a previsão. Terminamos a quarta enfiada e rapelamos molhados, com frio e abatidos por ter que descer da via mais uma vez (a via são oito enfiadas de 50 metros cada uma na média) já que estávamos bem rápido com uma média de 1 hora por enfiada. Nesse dia em específico chegamos a escalar a via na francesa com 60 metros de corda esticada naquele paredão totalmente vertical.</p>
<p>    Como pegamos a chuva lá no Rio, acabamos aumentando nossa estadia por lá, que contabilizou 8 dias (incluindo aí um dia de viagem de sampa pra lá e dois dias que ficamos parados sem atividade por conta de chuva). Como ficamos extremamente irritados com a chuva, desistimos do Rio, olhamos a previsão e vimos uma janela de três dias de tempo bom em Teresópolis e com isso decidimos partir pra lá com a idéia de escalar novamente o Dedo de Deus (já tínhamos escalado com o Marcos Preto, Paulo Chagas, Andréa Santana, Paulinha e Fernando Abdalla em 2007 pela Face Leste/Maria Cebola) e tentar um ataque ao cume da Agulha do Diabo, desejo latente em nossos corações de pedra.</p>
<p>Continua&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Memórias do Seo Jorge - Relato CBM 1_08</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2008/08/05/memorias-do-seo-jorge-relato-cbm-1_08/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 13:26:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
		
		<category>Relatos de saídas</category>

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		<description><![CDATA[Minhas experiências no CBM - Curso Básico de Montanhismo
p/Jorge Juliano de Oliveira – aluno do curso CBM – 01_08
Introdução
Não sei dizer precisamente como consegui o endereço do site do CAP – Clube Alpino Paulista, mas foi mais ou menos na metade do ano de 2007, e percebi que eles realizavam cursos regulares de montanhismo, especialmente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Minhas experiências no CBM - Curso Básico de Montanhismo</p>
<p>p/Jorge Juliano de Oliveira – aluno do curso CBM – 01_08</strong></p>
<p>Introdução</p>
<p>Não sei dizer precisamente como consegui o endereço do site do CAP – Clube Alpino Paulista, mas foi mais ou menos na metade do ano de 2007, e percebi que eles realizavam cursos regulares de montanhismo, especialmente, o ‘CBM - Curso Básico de Montanhismo’.  O Fato é que algum tempo depois, ‘enfiei’ na cabeça que iria me inscrever e fazer o curso. Faço a inscrição necessária e consigo a última das doze vagas oferecidas.<br />
<a id="more-37"></a></p>
<p>O Curso em si&#8230;</p>
<p>O curso possuiu uma série de aulas teóricas ao longo de aproximados dois meses, todas as quartas-feiras à noite, na sede do CAP. Temas variados, desde obviamente os mais diretamente ligados a prática do Montanhismo, como, equipamentos, nós específicos, técnicas de segurança, até temas mais genéricos como ‘ética na montanha’; primeiros socorros, navegação e orientação, etc. Mas sem dúvida, são as cinco saídas dos finais de semana que coroam o curso. São elas, em ordem cronológica e progressiva, em termos de aprendizado e exigências de conhecimentos teóricos e práticos: 1ª - Itaguaré (MG), 2ª - Petar (divisa SP/PR), 3ª - Andradas (MG), 4ª - PNI – Parque Nacional do Itatiaia (RJ) e 5ª -  Pedra do Baú (SP). </p>
<p>As saídas&#8230;</p>
<p>Era dia 26/mar/2008, data da última aula teórica antes da 1ª saída. Começam meus problemas&#8230; “-Não tenho nada”!  De ‘barraca’ a ‘isolante térmico’ e ‘saco de dormir’, passando por ‘mochila, anorak, botas e roupas adequadas’. A saída seria dali a dois dias! (sexta-feira à noite). Dou um jeito, consigo adquirir o mínimo necessário para a saída, e me lembro de uma leitura que fiz e que dizia para ‘amaciar as botas’ antes de usá-las em caminhadas longas&#8230; Bem, não deu tempo, e se amaciei as botas foram por uns meros passos antes de iniciarmos a trilha ao pico do Itaguaré.</p>
<p>Itaguaré (29 e 30 de março de 2008) A primeira saída&#8230; </p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=da376189.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/da376189.jpg" border="0" alt="Foto da Turma.JPG"></a></p>
<p>A chegada ao início da trilha para o pico do Itaguaré se dá através de uma estrada precária, os trechos, todos em terra, estavam bem ruins.<br />
Na trilha&#8230;<br />
Começa a subida, são previstas pelos nossos guias, algo em torno de 4,5 horas de caminhada. Fizemos em 3,5 horas! Fomos bem, dizem nossos guias. Algum tempo para ir conhecendo um pouco melhor a todos da turma, e que parecem ser todos ‘gente fina’, apesar de ainda não ter conversado de fato com todos (faltou tempo mesmo). Parada para o lanche, e “alívio”! Achei que fosse ‘abrir o bico’ no meio do caminho. Chegamos ao local do acampamento, onde pudemos descansar mais um pouco,<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=567ea5d4.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/567ea5d4.jpg" border="0" alt="Descanso.jpg"></a><br />
o tempo estava ótimo, e a sensação de alívio e prazer foi recarregando as minhas baterias&#8230; Hora de recomeçar a ‘escalaminhada’ ao pico do Itaguaré! Vamos subindo pela trilha, bem mais divertida do que o caminho pelo meio do mato, e quanto mais próximos chegávamos, maiores as ‘pedras’ iam se mostrando à nossa frente (esse efeito eu também vi relatado em diversos dos livros de montanha que li).<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=954dc037.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/954dc037.jpg" border="0" alt="Itaguar&amp;eacute;.JPG"></a><br />
Fizemos o cume! O meu primeiro cume!<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=92c6373c.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/92c6373c.jpg" border="0" alt="Cume Itaguare.JPG"></a><br />
Pode não ter sido ‘grande coisa’ para os demais, mas para mim marcou o início ‘de verdade’ do curso. Quando começamos a descer o tempo virou, esfriou e não tivemos sequer tempo de esquentar água para o jantar&#8230; Como disseram depois os nossos guias, Erick, Wagner, Elenilda e Juliana: ‘demos uma de paulistas’ e cada um foi cuidar da própria vida! Fomos todos dormir&#8230;  Choveu e ventou a noite toda&#8230; </p>
<p>Resumo da saída: - Foi legal, quero mais!</p>
<p> Petar (05 e 06 de abril de 2008)<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=ab875d18.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/ab875d18.jpg" border="0" alt="Petar.jpg"></a></p>
<p>Na saída seguinte o nosso destino foi o de duas cavernas localizadas próximo ao Parque Petar, que eu nunca tinha ouvido falar (as cavernas mais famosas são a do Diabo e a Santana), muito menos sabia onde ficavam!  As cavernas que fizemos, ficam fora do Parque e são conhecidas pelos nomes dos proprietários das terras em que se encontram. Chamavam-se ‘Agenor’ e ‘Tobias’.</p>
<p>Fomos acompanhados nessa saída, além do ‘Cabelo’ que já conhecíamos das aulas às quartas-feiras no CAP, do ‘Corneto’, escalador experiente e da velha guarda (escala a uns ‘trocentos’ anos, uma figura!) e que estava lá conosco, num ambiente que não era propriamente de seu agrado, cedendo seu tempo e experiência para nos acompanhar caverna adentro (baita privilégio, devo admitir),e também pelo Erikson, especialista em cavernas e que nos falou delas com uma paixão de dar inveja, e que descobri ser um dos espeleólogos de maior respeito do País.<br />
Com gente assim não podia dar errado!<br />
Fomos caverna adentro, dava medo, mas como todos foram entrando eu também fui seguindo em frente. Entramos na caverna lá pelas 10h00 da manhã e depois de muitas e muitas rastejadas fomos chegando a novas áreas da caverna com formatos impressionantes. E eu que nem sequer conhecia a parte turística da caverna do diabo, estava agora sendo apresentado a um ambiente totalmente novo, um pouco molhado e úmido devo dizer. Chegamos ao final do primeiro dia de caverna completamente enlameados, lá pelas 17h00 ou 18h00, mas recompensados: Pastel e cerveja para todos! E depois, um belo churrasquinho preparado pelo ‘chef de cuisine’ de nossa turma, o Kazuo (quem comeu sabe que estava muuiito bom).</p>
<p>Na 2ª caverna (‘Tobias’):<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=922586a2.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/922586a2.jpg" border="0" alt="Tobias.jpg"></a><br />
Começou o segundo dia, e lá fomos nós para a caverna do ‘Tobias’. Baita pirambeira! Essa segunda caverna, foi logo de entrada mostrando que tudo tem seu preço, e neste caso, após uns 20 metros de descida, passando um pórtico de pedra impressionante, chegamos a beira de um pequeno abismo, uns 7 ou 8 metros, mas suficiente para ‘quebrar alguns ossos’ sem dúvida nenhuma. Descemos por uma escada móvel de cabos de aço e graus de alumínio, daquelas que só se vê em filmes de aventura, e chegamos à parte inferior (demorou ‘pacas’ para todos descerem&#8230;), e continuamos caverna adentro. Não passou muito tempo e o prêmio: Ao final de um trecho com algumas passagens ‘muito sinistras’ chegamos a um imenso salão, calculo que tivesse ao menos uns 40 metros de altura, pelo qual corria um rio subterrâneo e uma bela cachoeira (dentro da caverna!). Achei que era aquele o ponto final, mas logo percebi que o ‘Cabelo’ já estava com uma ‘outra escada móvel’, ‘pior’ que a anterior, subindo até a parte superior da cachoeira. Não deu outra. Pouco a pouco fomos sendo convidados a entrar na água (gelada!) até o pescoço, para continuar a exploração, toda ela feita seguindo o leito do rio. Foi muito divertido, porque até aquele momento, por diversas vezes alguns de nós, inclusive eu, tentamos não nos molharmos demais e não deixar os pés molharem, afinal estávamos devidamente calçados com botas impermeáveis&#8230;<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=f2711f16.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/f2711f16.jpg" border="0" alt="molhado e umido.JPG"></a><br />
Começou a ficar tarde, e a ordem passou a ser ‘voltar’ por todo o caminho que fizemos, ou seja, cascata abaixo, passagens sinistras acima, etc., e depois: Abismo acima via a famigerada escada!  Tudo isso feito, ‘encerramos o dia’ lá pelas 18h00 do domingo e com um longo caminho de volta a São Paulo&#8230; </p>
<p>Resumo da saída: - Ô bicho feio esse negócio de caverna sô!!  (mas volto algum dia&#8230;)</p>
<p>Andradas  (12 e 13 de abril de 2008)<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=5a76f11f.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/5a76f11f.jpg" border="0" alt="Andradas.JPG"></a></p>
<p>A saída para Andradas era obrigatória e eliminatória, pois aprenderíamos ‘in loco’ a preparação de ‘paradas’, ‘segues’, segurança, utilização do  ‘prussik’, etc.,e  que seriam imprescindíveis nas saídas seguintes. Prometia ser bem diferente e seria nosso primeiro contato com técnicas de escalada propriamente ditas. E foi mesmo!<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=16ef7275.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/16ef7275.jpg" border="0" alt="Andradas2.jpg"></a><br />
Tivemos muiiita sorte, o tempo ajudou (no sábado&#8230;) e fizemos toda a série de exercícios programados e que com certeza se mostrariam necessários nas saídas seguintes. Fiz pela primeira vez, (o que não é mais novidade, já que ‘tudo’ que fazia no curso era pela ‘primeira vez’), a 1ª escalada na pedra e o 1º baldinho (!?) que eu nem sabia o que era&#8230; Vale aqui alguns dos destaques dos exercícios: o prussik (na foto feito pela Bia). Chego para fazer o treinamento de prussik, recebo as instruções do Milton e do Abilek, preparo os nós ‘pescador duplos’ nos cordins, laço a corda que já estava dependurada numa árvore, e quando percebo já estou subindo árvore acima. Confesso que tinha dúvida se funcionaria, mas no final acabei achando ‘bem fácil’ e acho que ‘mandei bem’ no exercício (até aquele momento não imaginei que me seria tão útil na saída do Baú&#8230;).<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=e2669776.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/e2669776.jpg" border="0" alt="prussik.JPG"></a><br />
Mas o ponto alto do treinamento, o ‘mais didático’, foi o da montagem da ‘parada virtual’ acompanhado pela Bia, e que cuja clareza não me deixou qualquer dúvida&#8230; Exemplo: Pergunta da Bia: - Como é que você se viraria se ao invés de três ou dois mosquetões, você tivesse ‘um único’ mosquetão, (e depois ‘nenhum’&#8230;), para ‘montar’ e ‘equalizar’ sua parada? Resposta do seu Jorge (é fácil!): - “Eu faria assim&#8230; Está certo? E as respostas (da Bia&#8230;) ‘invariavelmente’ eram: Assim não! Morreu!, Eu retrucava: - E assim pode? ‘Não’ – Morreu de novo”!.<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=7cdf9294.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/7cdf9294.jpg" border="0" alt="morreu.jpg"></a><br />
Sem dúvida foi a aula ‘mais clara’ que recebi em Andradas&#8230; Foi a melhor explicação da famosa relação ‘Causa’ e ‘Efeito’ sem dúvida nenhuma&#8230; Essa saída foi onde mais aprendemos sobre ‘companheirismo’ e principalmente ‘confiança mútua’, já que nessa saída praticamos a parte de segurança pessoal e principalmente ‘segurança dos parceiros’ de escalada. Acredito ter feito pelo menos umas sete ou oito ‘seguranças’ ou ‘segues’, e isso com certeza melhorou e me preparou psicologicamente, (a todos nós na verdade), para as saídas que se seguiriam, e nas quais praticaríamos aquilo que havíamos exercitado em Andradas.</p>
<p>Resumo da saída:  Uma ‘saída-aula’, num lugar belíssimo, e fundamentos para ‘lembrar’ e ‘levar’ sempre que sair para escalar&#8230;</p>
<p>Guias em Andradas<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=14c0d635.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/14c0d635.jpg" border="0" alt="Guias emAndradas.jpg"></a></p>
<p>PNI - Parque Nacional do Itatiaia  (19 a 21 de abril de 2008)</p>
<p>Aqui vale um destaque pessoal: Desde ao menos a metade da década de 80 eu tinha vontade de ‘estar’ no Itatiaia, mais precisamente no pico das Agulhas Negras, então esta foi a saída mais esperada por mim, pois dos locais designados, este era o único que eu já tinha alguma referência. Por conta disso, a expectativa e mesmo a ansiedade eram enormes e eu passei a contar os dias e depois as horas de estar finalmente conhecendo este lugar. Chegamos Deco, Ademir, Rafael, Renata, Kazuo e eu a portaria do parque às 6h30 [portaria Itatiaia]. O combinado era: ‘impreterivelmente’ 7h00, então achamos melhor não arriscar chegar atrasado.<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=32cb8e27.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/32cb8e27.jpg" border="0" alt="Portaria Itatiaia.jpg"></a><br />
Chegam os demais e começamos a caminhada até o Abrigo Rebouças, ponto de partida rumo as ‘Prateleiras’ do Itatiaia. “Puta tesão!” Lugar fantástico e de formas mágicas, tudo era muito maior do que aparentava ser à medida que nos aproximávamos (ilusão de ótica interessante&#8230;).<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=c306c504.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/c306c504.jpg" border="0" alt="Caminhada_Itatiaia.jpg"></a></p>
<p>A ascensão até o alto das Prateleiras<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=c2d13f2b.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/c2d13f2b.jpg" border="0" alt="prateleiras.jpg"></a><br />
é feito através de trechos íngremes, e foi nelas que definitivamente aperfeiçoei as minhas ‘entaladas de joelho’® (já registrei a técnica&#8230;). Não vou nem tentar explicar o que ‘diabos’ é isso, porque é ‘muito técnico’ e seria impraticável de explicar&#8230; Só fazendo mesmo&#8230; Brincadeira à parte, a subida foi muito boa e a finalização com o rapel, melhor ainda! Foi o 1º rapel, ‘de verdade’ que eu fiz na vida! Achei que ‘mandei bem’. Ao menos cheguei ‘inteiro’ e ‘sem arranhões’ na base da pedra, uns 40 ou 45 metros abaixo&#8230;<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=0b193ef9.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/0b193ef9.jpg" border="0" alt="O Rapel.JPG"></a><br />
Vale o registro também, que fizemos o livro! Está lá para quem quiser ver com os próprios olhos.</p>
<p>No Domingo: Chegava para mim a tão esperada hora! Ia finalmente subir o pico das Agulhas Negras!<br />
Baita ansiedade, café tomado, ‘aceito’ levar uma das cordas comigo, e seguimos a trilha rumo ao pico do Itatiaia. Começo da trilha e parece que algo está errado. Vou cansando muito depressa, o que me tira um pouco do bom humor. Penso: ‘não era para eu estar tão desgastado assim’&#8230; Não deu outra! Na subida das rampas que são o acesso ao cume do Itatiaia, o ‘carburador do seu Jorge’ abre o bico e ferve! Tenho que parar após alguns passos (umas duas vezes ao menos), e só consigo me recuperar quando iniciamos a subida mais íngreme (pelas fendas&#8230;) e já sem a corda, ‘peso extra’ que também usei como ‘parte da tentativa de explicar’ porque me desgastei tanto na subida. A partir da subida pelas fendas, chaminés e gretas, a trilha se mostra mais exigente e sinto algumas dificuldades em alguns trechos, mas a medida que subíamos me sentia mais perto de realizar esse meu objetivo: estar no alto do Itatiaia (o cume fica a aproximados 2.900 metros). Chegamos cedo ao pico, pois subimos bem e rápido, apesar da ‘fervida do meu carburador’&#8230; Tivemos tempo de sobra para descanso, lanche e preparo da fase seguinte: ‘A assinatura do livro’!  Ficamos sabendo que a turma anterior do CBM não havia feito (ou acho que fomos a 1ª turma do CBM que faria o livro). Uma coisa ou outra, o fato é que faríamos o livro! Fui o último da fila, e mesmo meio desajeitado na rampa ‘fiz o cume’<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=21ed220c.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/21ed220c.jpg" border="0" alt="Cume_Itatiaia.JPG"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=5a8478fb.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/5a8478fb.jpg" border="0" alt="Cume Itatiaia.jpg"></a><br />
O rapel eu tirei de letra. </p>
<p>Resumo da saída:  Voltei de ‘alma lavada’ à São Paulo&#8230; Momentos mágicos e que sempre recordarei. Mais que uma saída, foi um desejo realizado que há muito tempo estava ‘adormecido’ em mim, e foi realmente muito bom transformá-lo em realidade.</p>
<p>Pedra do Baú e Bauzinho (17 e 18 de maio de 2008)</p>
<p>Esta saída desde o início me intrigava. Primeiro porque no final de semana em que estava prevista, eu não tinha como ir (era no dia das mães!), então meio que ‘desencanei’ da idéia de fazê-la, pelo menos no 1º semestre. Ainda assim, ‘bisbilhotando’ no site do CAP, eu me lembrei de ter visto uma foto ‘meio sinistra’ da via que levava ao cume do Baú<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=0309dc99.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/0309dc99.jpg" border="0" alt="Bau.jpg"></a><br />
, mas achei (pensei&#8230;), ah, deve ser do pessoal que já escala há mais tempo. Ilusão que durou pouco, pois durante as aulas que antecederam a saída, fomos sendo ‘lentamente’ preparados para a saída ‘mais técnica’ que teríamos, e que pode ser definida por uma expressão de nosso ‘amado gurú’ (o Belo&#8230;): “<em>Se preparem&#8230; Lá é onde o filho chora e a mãe não vê !    hahahahahahahahahaha&#8230;” </em>‘- Gentil’ da parte dele não??<br />
Bem, como houve o adiamento da saída, e pior por três looongos finais de semana, a ansiedade que já era grande ficou insuportável, e aí eu resolvi ligar a tecla ‘FDS’ (foda-se!), desculpem o palavrão, mas funcionou muito bem&#8230;<br />
Chegamos ao final da noite no local do acampamento e ao amanhecer<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=36f3b9f4.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/36f3b9f4.jpg" border="0" alt="show.jpg"></a><br />
nos preparamos e rumamos para o início das vias do Baú e do Bauzinho, onde fomos divididos em duas turmas: o Deco, a Alice, a Rose, o Ademir e eu, faríamos o Baú (graças a Deus!) e os demais, Naiche, Rafael, Renata e Kazuo fariam o Bauzinho&#8230; Dei ‘graças a Deus’ porque realmente já havia ‘posto na cabeça’ que se era para ‘se apavorar’ que fosse logo no sábado! Mas, no final foi muito, mas muito legal mesmo! Tiveram trechos onde a tensão foi bem grande, mas confesso não ter sentido muito medo (a tecla ‘FDS’, lembram-se?), me sentia ‘controlado’, diria até que estava ‘bastante confortável’ lá em cima. O trecho da chaminé<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=3a675d69.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/3a675d69.jpg" border="0" alt="Ba&amp;uacute;_Chamin&amp;eacute;.jpg"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=c8126e61.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/c8126e61.jpg" border="0" alt="a chamin&amp;eacute;.jpg"></a><br />
(na foto já superado pela Rose e pela Alice), esperado por todos, e que era uma clara definição da expressão do Belo, realmente é ‘esquisita’ não diria absurdamente difícil, mais desajeitada, melhor dizendo. Subir por ali, principalmente por ter ‘optado’ (pura burrice&#8230;) em fazê-la de botas e não de ‘sapatilhas’ foi mesmo esquisito&#8230; Subí de botas e o Ademir também, e após estarmos na parada logo acima da chaminé, e que tivemos a ‘brilhante’ (e necessária&#8230;) idéia de tirar as botas e calçar as sapatilhas&#8230; Tudo isso feito ‘dependurados’ na parada (‘nada cômodo’). Vencida a chaminé, devidamente calçados, seguimos adiante pelas passagens e fendas rumo a rampa final que dá acesso a trilha do cume do Baú. Esse trecho, a última parte da segunda cordada, é sensacional,<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=cd0dda3f.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/cd0dda3f.jpg" border="0" alt="2&amp;ordf; Cordada.jpg"></a></p>
<p> a subida se faz por uma rampa íngreme e bastante exposta, mas com ‘agarras de encher a mão’ e que passavam uma maravilhosa sensação de segurança! Ao final desse trecho nos aguardava o Kita, com um sorriso e uma euforia de contagiar. Foi sem dúvida nenhuma, o melhor momento do curso todo, em minha opinião. Valeu todo o esforço para chegar até lá, e ainda, como prêmio final, chegamos ao cume no início de uma tarde ensolarada com tempo para relaxar, curtir o visual, ver nossos colegas ‘fazendo’ as vias do Bauzinho e ainda tirar várias fotos.<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=01270d0c.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/01270d0c.jpg" border="0" alt="Cume_Bau.jpg"></a><br />
Hora de descer&#8230;<br />
Ficamos admirando o visual lá de cima, mas chegou a hora de preparar nossa descida, o Kita, Filhote e Juliana, nossos guias, foram na frente para preparar a descida que faríamos via rapel, de onde seguiríamos ‘desescalando’ pela parte restante da rocha até a ponta da escada de metal (acesso ao início da trilha de retorno ao estacionamento). Tudo ia muito bem, rapel preparado, me preparo para descer, estou ‘em alto seguro’, passo a corda pelo meu ATC, prussik posicionado na corda, mosquetão travado, estou pronto para descer! Aviso ao Kita, que me pergunta se estou bem, e lhe digo, ah! Vou tirar de letra! Afinal esse já é o meu ‘segundo rapel’! Estava bem mesmo, o começo muito fácil, pois saíamos ‘de pé’ (a ancoragem, bastante alta em relação ao ponto de descida do rapel, ajuda muito!), e tudo foi muito bem até estar a mais ou menos a uns dez metros do chão, quando, num ‘lance de gênio’, resolvo ajudar com a mão que posicionava o prussik, ‘empurrar’ a corda pelo ATC, pois estava ficando ‘muito pesada’&#8230; Não deu outra, o prussik travou a corda (funciona! trava mesmo!) e eu fiquei ‘travado na corda’ sem poder continuar a descida. Lembram da aula de Andradas que comentei sobre a subida da árvore usando o prussik? Pois é, foi o que tive de fazer para poder ‘destravar’ o prussik da corda e terminar o rapel. A ‘cagada’ foi básica (não sei por que lembrei, de novo, do Belo dizendo, ‘vocês vão ver&#8230;’), mas a saída foi triunfal! Não falei que a aula de prussik ia ser útil pra caramba?<br />
Dia seguinte, o Bauzinho&#8230;<br />
Tivemos na noite do sábado um ‘jantar de gala’ oferecido pelo Corneto. O cardápio: polenta com molhos de carne e de lingüiça, vinho, etc. Bem o resultado não poderia ter sido outro, vejam o estado do Kita<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=682e2529.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/682e2529.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a>,<br />
 junto ao Corneto, ‘seu Jorge’, Pretto e Paulinha. Na manhã seguinte, devidamente refeitos (pelo menos era o que eu achava&#8230;), rumamos para a saída das vias do Baú e Bauzinho novamente, turmas ‘invertidas’ e lá fomos nós de novo! Rapel preparado, fizemos um novo exercício devidamente ‘ancorados’ na base do Bauzinho onde deveríamos recolher a corda, lançá-la morro abaixo, descer de rapel e escalar via acima, com segurança ‘de cima’ preparada por um de nossos colegas. Tudo pronto, recolho a corda, lanço, preparo o rapel, desço até o ponto de reinício da escalada e aguardo o OK, via rádio, informando quanto a ‘segurança pronta’ para poder iniciar a escalada. Começo ’meio capcioso’, não consigo uma boa agarra por estar mal posicionado na pedra, e o inevitável: vou cair! Não adiantava nem gritar, pois não dava para ouvir nada lá de cima mesmo! O jeito foi ‘confiar’ na ‘segurança de cima’. Pobre Alice teve de me segurar (‘seu Jorge’, como fiquei conhecido) em sua ‘primeira queda’! É isso mesmo! Só para variar um pouco, essa foi a minha primeira queda! Foi bem pequena, eu nem me assustei, mas com certeza, a Alice levou um baita susto!</p>
<p>Resumo da saída:  ‘Acima de quaisquer expectativas’ que eu tinha, não só para as saídas, mas para o próprio curso do CBM. E acima de tudo, ‘fechamos’ com uma bela frase do Belo: Não fica triste não&#8230; Agora não são mais alunos, e sim MONTANHISTAS !!! </p>
<p>- Precisa falar mais?</p>
<p>Epílogo&#8230;</p>
<p>Pois é, final não tem não! Até por que ‘não acabou’, está apenas começando! Só não sei bem ‘ainda’ como é que vou ‘convencer’ a ‘cara-metade’ disso&#8230; Por via das dúvidas, acho melhor não deixar ela ler esta parte da ’história’&#8230;<br />
Aconteça o que acontecer, uma certeza que tenho é que ‘nunca mais vou olhar para uma montanha da mesma forma que antes’&#8230;</p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=e49a8c07.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/e49a8c07.jpg" border="0" alt="Seu Jorge.jpg"></a><br />
Seo Jorge<br />
‘Turma CBM_01_2008’</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.cap.com.br/2008/08/05/memorias-do-seo-jorge-relato-cbm-1_08/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Jubileu de ouro</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2008/07/20/jubileu-de-ouro/</link>
		<comments>http://blog.cap.com.br/2008/07/20/jubileu-de-ouro/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 11:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Comentários gerais</category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.cap.com.br/2008/07/20/jubileu-de-ouro/</guid>
		<description><![CDATA[por Rodrigo Granzotto Peron
Julho/2008
O Clube Alpino Paulista, ou CAP para os íntimos, fundado em 1959 pelo magistral Domingos Giobbi, estará completando jubileu de ouro no próximo ano, mas desde já gostaria de deixar registrada uma singela homenagem, de um não filiado, mas grande admirador.
Quando comecei a juntar material, a partir de 2005, para escrever a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Rodrigo Granzotto Peron</em><br />
Julho/2008</p>
<p>O Clube Alpino Paulista, ou CAP para os íntimos, fundado em 1959 pelo magistral Domingos Giobbi, estará completando jubileu de ouro no próximo ano, mas desde já gostaria de deixar registrada uma singela homenagem, de um não filiado, mas grande admirador.</p>
<p>Quando comecei a juntar material, a partir de 2005, para escrever a História do Brasil no Himalaia, que está sendo publicada no site Altamontanha (www.altamontanha.com.br), notei que cada uma das participações brasileiras nos primórdios de nosso himalaísmo (1982-1991) tinha suas características próprias, suas particularidades, mas lá no fundo todas possuíam um ponto em comum. E esse elo ligando-as era o Clube Alpino Paulista.<br />
<a id="more-36"></a></p>
<p>Pode-se dizer sem medo de errar que não haveria himalaísmo brasileiro como conhecemos hoje se não fosse o CAP. O nosso montanhismo na Ásia teve sua gênese nos intercâmbios realizados nos anos 80 entre o Clube e alpinistas poloneses.</p>
<p>Foi assim que em 1982 os primeiros brasileiros pisaram diante de um cume 8.000, os pioneiríssimos Michel Bogdanowicz, Alexandre Bruno Ventre e Max Luiz Haim. E partilharam das encostas do Makalu com lendas do montanhismo mundial, como Leszek Czok e Andrzej Machnik. Chegaram apenas até 6.600 metros, mas foram os metros decisivos para iniciar nossas aventuras nos gigantes asiáticos. </p>
<p>Aprofundando os intercâmbios, em 1985 José Luiz Pauletto foi ao Kangchenjunga para tentá-lo no inverno, uma proposta bem mais radical e difícil. Foi a 7.200 metros, a maior altitude atingida por um brasileiro até então. Em 1987 foi a vez de Thomaz Brandolin no Makalu, também invernal, indo até 7.400 metros, de novo a maior altitude atingida por um brasileiro.</p>
<p>Em 1991 Brandolin fez a primeira expedição realmente nacional, com destino ao Everest, composta por vários membros do Clube Alpino Paulista, expedição importantíssima para nós, seminal em vários aspectos.</p>
<p>Olhando em retrospectiva, há o brilho do CAP em todas as etapas de gestação de nosso himalaísmo. Que o CAP ao fazer 50 anos em 2009 se renove e continue brilhando por mais 50, formando novos talentos, congregando todos os que gostam de alpinismo e sendo referência importante no mundo do montanhismo.</p>
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		<title>Expedição da Upame no Brasil 2008</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2008/06/26/expedicao-da-upame-no-brasil-2008/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 01:12:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Comentários gerais</category>

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		<description><![CDATA[De 09 a 18 de agosto.
Venha participar dessa expedição!

Encontro de montanhistas da América do Sul  reunidos para uma semana de escaladas e caminhadas em lugares maravilhosos do Brasil!
Aproveite a oportunidade para trocar experiências e ouvir histórias. Confira (acesse a figura acima ou clique aqui).
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De 09 a 18 de agosto.</p>
<p>Venha participar dessa expedição!</p>
<p><center><a href="http://www.cap.com.br/upame" target= "_new"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/bannerUpame2008_SiteEsp.jpg" alt="bannerUpame2008 SiteEsp - bannerUpame2008 SiteEsp" title="bannerUpame2008 SiteEsp - bannerUpame2008 SiteEsp" /></a></center></p>
<p>Encontro de montanhistas da América do Sul  reunidos para uma semana de escaladas e caminhadas em lugares maravilhosos do Brasil!</p>
<p>Aproveite a oportunidade para trocar experiências e ouvir histórias. Confira (acesse a figura acima ou <a href="http://www.cap.com.br/upame" target= "_new">clique aqui</a>).</p>
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		<title>Jantar de Aniversário do CAP</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 00:46:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Comentários gerais</category>

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		<description><![CDATA[Confirmado, será na quarta-feira dia 16 de julho próxima.
Jantar de massas, com bebidas incluídas.
Para fazer sua reserva, escreva um e-mail para jantardocap@cap.com.br e confirme seu nome e número de convidados.
Para pagar: deposite na conta do CAP (e envie um e-mail com o comprovante para jantardocap@cap.com.br) ou pague diretamente no CAP, para a Nilda.
Custo por pessoa: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confirmado, será na quarta-feira dia 16 de julho próxima.</p>
<p>Jantar de massas, com bebidas incluídas.</p>
<p>Para fazer sua reserva, escreva um e-mail para jantardocap@cap.com.br e confirme seu nome e número de convidados.</p>
<p>Para pagar: deposite na conta do CAP (e envie um e-mail com o comprovante para jantardocap@cap.com.br) ou pague diretamente no CAP, para a Nilda.</p>
<p>Custo por pessoa: R$45,00.</p>
<p><center>Para mais detalhes, veja o convite:</p>
<p><a href="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/.thumb_AniversarioJantar49anos2_peq_1.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/AniversarioJantar49anos2_peq_1.jpg',500,707,'AniversarioJantar49anos2 peq 1 - AniversarioJantar49anos2 peq 1'); return false;"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/.thumb_AniversarioJantar49anos2_peq_1.jpg" alt="AniversarioJantar49anos2 peq 1 - AniversarioJantar49anos2 peq 1" title="AniversarioJantar49anos2 peq 1 - AniversarioJantar49anos2 peq 1" /></a></center>
</p>
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