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	<title>CAP - Clube Alpino Paulista</title>
	<link>http://blog.cap.com.br</link>
	<description>Um diário do Clube - www.cap.com.br - Os textos do Blog são de inteira responsabilidade de quem os escreveu - O CAP não se responsabiliza por opiniões pessoais - As posições oficiais do CAP são emitidas na forma de comunicados oficiais da diretoria</description>
	<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 12:55:35 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
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		<title>Memórias do Seo Jorge - Relato CBM 1_08</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2008/08/05/memorias-do-seo-jorge-relato-cbm-1_08/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 13:26:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
		
		<category>Comentários gerais</category>

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		<description><![CDATA[Minhas experiências no CBM - Curso Básico de Montanhismo
p/Jorge Juliano de Oliveira – aluno do curso CBM – 01_08
Introdução
Não sei dizer precisamente como consegui o endereço do site do CAP – Clube Alpino Paulista, mas foi mais ou menos na metade do ano de 2007, e percebi que eles realizavam cursos regulares de montanhismo, especialmente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Minhas experiências no CBM - Curso Básico de Montanhismo</p>
<p>p/Jorge Juliano de Oliveira – aluno do curso CBM – 01_08</strong></p>
<p>Introdução</p>
<p>Não sei dizer precisamente como consegui o endereço do site do CAP – Clube Alpino Paulista, mas foi mais ou menos na metade do ano de 2007, e percebi que eles realizavam cursos regulares de montanhismo, especialmente, o ‘CBM - Curso Básico de Montanhismo’.  O Fato é que algum tempo depois, ‘enfiei’ na cabeça que iria me inscrever e fazer o curso. Faço a inscrição necessária e consigo a última das doze vagas oferecidas.<br />
<a id="more-37"></a></p>
<p>O Curso em si&#8230;</p>
<p>O curso possuiu uma série de aulas teóricas ao longo de aproximados dois meses, todas as quartas-feiras à noite, na sede do CAP. Temas variados, desde obviamente os mais diretamente ligados a prática do Montanhismo, como, equipamentos, nós específicos, técnicas de segurança, até temas mais genéricos como ‘ética na montanha’; primeiros socorros, navegação e orientação, etc. Mas sem dúvida, são as cinco saídas dos finais de semana que coroam o curso. São elas, em ordem cronológica e progressiva, em termos de aprendizado e exigências de conhecimentos teóricos e práticos: 1ª - Itaguaré (MG), 2ª - Petar (divisa SP/PR), 3ª - Andradas (MG), 4ª - PNI – Parque Nacional do Itatiaia (RJ) e 5ª -  Pedra do Baú (SP). </p>
<p>As saídas&#8230;</p>
<p>Era dia 26/mar/2008, data da última aula teórica antes da 1ª saída. Começam meus problemas&#8230; “-Não tenho nada”!  De ‘barraca’ a ‘isolante térmico’ e ‘saco de dormir’, passando por ‘mochila, anorak, botas e roupas adequadas’. A saída seria dali a dois dias! (sexta-feira à noite). Dou um jeito, consigo adquirir o mínimo necessário para a saída, e me lembro de uma leitura que fiz e que dizia para ‘amaciar as botas’ antes de usá-las em caminhadas longas&#8230; Bem, não deu tempo, e se amaciei as botas foram por uns meros passos antes de iniciarmos a trilha ao pico do Itaguaré.</p>
<p>Itaguaré (29 e 30 de março de 2008) A primeira saída&#8230; </p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=da376189.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/da376189.jpg" border="0" alt="Foto da Turma.JPG"></a></p>
<p>A chegada ao início da trilha para o pico do Itaguaré se dá através de uma estrada precária, os trechos, todos em terra, estavam bem ruins.<br />
Na trilha&#8230;<br />
Começa a subida, são previstas pelos nossos guias, algo em torno de 4,5 horas de caminhada. Fizemos em 3,5 horas! Fomos bem, dizem nossos guias. Algum tempo para ir conhecendo um pouco melhor a todos da turma, e que parecem ser todos ‘gente fina’, apesar de ainda não ter conversado de fato com todos (faltou tempo mesmo). Parada para o lanche, e “alívio”! Achei que fosse ‘abrir o bico’ no meio do caminho. Chegamos ao local do acampamento, onde pudemos descansar mais um pouco,<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=567ea5d4.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/567ea5d4.jpg" border="0" alt="Descanso.jpg"></a><br />
o tempo estava ótimo, e a sensação de alívio e prazer foi recarregando as minhas baterias&#8230; Hora de recomeçar a ‘escalaminhada’ ao pico do Itaguaré! Vamos subindo pela trilha, bem mais divertida do que o caminho pelo meio do mato, e quanto mais próximos chegávamos, maiores as ‘pedras’ iam se mostrando à nossa frente (esse efeito eu também vi relatado em diversos dos livros de montanha que li).<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=954dc037.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/954dc037.jpg" border="0" alt="Itaguar&amp;eacute;.JPG"></a><br />
Fizemos o cume! O meu primeiro cume!<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=92c6373c.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/92c6373c.jpg" border="0" alt="Cume Itaguare.JPG"></a><br />
Pode não ter sido ‘grande coisa’ para os demais, mas para mim marcou o início ‘de verdade’ do curso. Quando começamos a descer o tempo virou, esfriou e não tivemos sequer tempo de esquentar água para o jantar&#8230; Como disseram depois os nossos guias, Erick, Wagner, Elenilda e Juliana: ‘demos uma de paulistas’ e cada um foi cuidar da própria vida! Fomos todos dormir&#8230;  Choveu e ventou a noite toda&#8230; </p>
<p>Resumo da saída: - Foi legal, quero mais!</p>
<p> Petar (05 e 06 de abril de 2008)<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=ab875d18.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/ab875d18.jpg" border="0" alt="Petar.jpg"></a></p>
<p>Na saída seguinte o nosso destino foi o de duas cavernas localizadas próximo ao Parque Petar, que eu nunca tinha ouvido falar (as cavernas mais famosas são a do Diabo e a Santana), muito menos sabia onde ficavam!  As cavernas que fizemos, ficam fora do Parque e são conhecidas pelos nomes dos proprietários das terras em que se encontram. Chamavam-se ‘Agenor’ e ‘Tobias’.</p>
<p>Fomos acompanhados nessa saída, além do ‘Cabelo’ que já conhecíamos das aulas às quartas-feiras no CAP, do ‘Corneto’, escalador experiente e da velha guarda (escala a uns ‘trocentos’ anos, uma figura!) e que estava lá conosco, num ambiente que não era propriamente de seu agrado, cedendo seu tempo e experiência para nos acompanhar caverna adentro (baita privilégio, devo admitir),e também pelo Erikson, especialista em cavernas e que nos falou delas com uma paixão de dar inveja, e que descobri ser um dos espeleólogos de maior respeito do País.<br />
Com gente assim não podia dar errado!<br />
Fomos caverna adentro, dava medo, mas como todos foram entrando eu também fui seguindo em frente. Entramos na caverna lá pelas 10h00 da manhã e depois de muitas e muitas rastejadas fomos chegando a novas áreas da caverna com formatos impressionantes. E eu que nem sequer conhecia a parte turística da caverna do diabo, estava agora sendo apresentado a um ambiente totalmente novo, um pouco molhado e úmido devo dizer. Chegamos ao final do primeiro dia de caverna completamente enlameados, lá pelas 17h00 ou 18h00, mas recompensados: Pastel e cerveja para todos! E depois, um belo churrasquinho preparado pelo ‘chef de cuisine’ de nossa turma, o Kazuo (quem comeu sabe que estava muuiito bom).</p>
<p>Na 2ª caverna (‘Tobias’):<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=922586a2.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/922586a2.jpg" border="0" alt="Tobias.jpg"></a><br />
Começou o segundo dia, e lá fomos nós para a caverna do ‘Tobias’. Baita pirambeira! Essa segunda caverna, foi logo de entrada mostrando que tudo tem seu preço, e neste caso, após uns 20 metros de descida, passando um pórtico de pedra impressionante, chegamos a beira de um pequeno abismo, uns 7 ou 8 metros, mas suficiente para ‘quebrar alguns ossos’ sem dúvida nenhuma. Descemos por uma escada móvel de cabos de aço e graus de alumínio, daquelas que só se vê em filmes de aventura, e chegamos à parte inferior (demorou ‘pacas’ para todos descerem&#8230;), e continuamos caverna adentro. Não passou muito tempo e o prêmio: Ao final de um trecho com algumas passagens ‘muito sinistras’ chegamos a um imenso salão, calculo que tivesse ao menos uns 40 metros de altura, pelo qual corria um rio subterrâneo e uma bela cachoeira (dentro da caverna!). Achei que era aquele o ponto final, mas logo percebi que o ‘Cabelo’ já estava com uma ‘outra escada móvel’, ‘pior’ que a anterior, subindo até a parte superior da cachoeira. Não deu outra. Pouco a pouco fomos sendo convidados a entrar na água (gelada!) até o pescoço, para continuar a exploração, toda ela feita seguindo o leito do rio. Foi muito divertido, porque até aquele momento, por diversas vezes alguns de nós, inclusive eu, tentamos não nos molharmos demais e não deixar os pés molharem, afinal estávamos devidamente calçados com botas impermeáveis&#8230;<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=f2711f16.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/f2711f16.jpg" border="0" alt="molhado e umido.JPG"></a><br />
Começou a ficar tarde, e a ordem passou a ser ‘voltar’ por todo o caminho que fizemos, ou seja, cascata abaixo, passagens sinistras acima, etc., e depois: Abismo acima via a famigerada escada!  Tudo isso feito, ‘encerramos o dia’ lá pelas 18h00 do domingo e com um longo caminho de volta a São Paulo&#8230; </p>
<p>Resumo da saída: - Ô bicho feio esse negócio de caverna sô!!  (mas volto algum dia&#8230;)</p>
<p>Andradas  (12 e 13 de abril de 2008)<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=5a76f11f.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/5a76f11f.jpg" border="0" alt="Andradas.JPG"></a></p>
<p>A saída para Andradas era obrigatória e eliminatória, pois aprenderíamos ‘in loco’ a preparação de ‘paradas’, ‘segues’, segurança, utilização do  ‘prussik’, etc.,e  que seriam imprescindíveis nas saídas seguintes. Prometia ser bem diferente e seria nosso primeiro contato com técnicas de escalada propriamente ditas. E foi mesmo!<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=16ef7275.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/16ef7275.jpg" border="0" alt="Andradas2.jpg"></a><br />
Tivemos muiiita sorte, o tempo ajudou (no sábado&#8230;) e fizemos toda a série de exercícios programados e que com certeza se mostrariam necessários nas saídas seguintes. Fiz pela primeira vez, (o que não é mais novidade, já que ‘tudo’ que fazia no curso era pela ‘primeira vez’), a 1ª escalada na pedra e o 1º baldinho (!?) que eu nem sabia o que era&#8230; Vale aqui alguns dos destaques dos exercícios: o prussik (na foto feito pela Bia). Chego para fazer o treinamento de prussik, recebo as instruções do Milton e do Abilek, preparo os nós ‘pescador duplos’ nos cordins, laço a corda que já estava dependurada numa árvore, e quando percebo já estou subindo árvore acima. Confesso que tinha dúvida se funcionaria, mas no final acabei achando ‘bem fácil’ e acho que ‘mandei bem’ no exercício (até aquele momento não imaginei que me seria tão útil na saída do Baú&#8230;).<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=e2669776.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/e2669776.jpg" border="0" alt="prussik.JPG"></a><br />
Mas o ponto alto do treinamento, o ‘mais didático’, foi o da montagem da ‘parada virtual’ acompanhado pela Bia, e que cuja clareza não me deixou qualquer dúvida&#8230; Exemplo: Pergunta da Bia: - Como é que você se viraria se ao invés de três ou dois mosquetões, você tivesse ‘um único’ mosquetão, (e depois ‘nenhum’&#8230;), para ‘montar’ e ‘equalizar’ sua parada? Resposta do seu Jorge (é fácil!): - “Eu faria assim&#8230; Está certo? E as respostas (da Bia&#8230;) ‘invariavelmente’ eram: Assim não! Morreu!, Eu retrucava: - E assim pode? ‘Não’ – Morreu de novo”!.<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=7cdf9294.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/7cdf9294.jpg" border="0" alt="morreu.jpg"></a><br />
Sem dúvida foi a aula ‘mais clara’ que recebi em Andradas&#8230; Foi a melhor explicação da famosa relação ‘Causa’ e ‘Efeito’ sem dúvida nenhuma&#8230; Essa saída foi onde mais aprendemos sobre ‘companheirismo’ e principalmente ‘confiança mútua’, já que nessa saída praticamos a parte de segurança pessoal e principalmente ‘segurança dos parceiros’ de escalada. Acredito ter feito pelo menos umas sete ou oito ‘seguranças’ ou ‘segues’, e isso com certeza melhorou e me preparou psicologicamente, (a todos nós na verdade), para as saídas que se seguiriam, e nas quais praticaríamos aquilo que havíamos exercitado em Andradas.</p>
<p>Resumo da saída:  Uma ‘saída-aula’, num lugar belíssimo, e fundamentos para ‘lembrar’ e ‘levar’ sempre que sair para escalar&#8230;</p>
<p>Guias em Andradas<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=14c0d635.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/14c0d635.jpg" border="0" alt="Guias emAndradas.jpg"></a></p>
<p>PNI - Parque Nacional do Itatiaia  (19 a 21 de abril de 2008)</p>
<p>Aqui vale um destaque pessoal: Desde ao menos a metade da década de 80 eu tinha vontade de ‘estar’ no Itatiaia, mais precisamente no pico das Agulhas Negras, então esta foi a saída mais esperada por mim, pois dos locais designados, este era o único que eu já tinha alguma referência. Por conta disso, a expectativa e mesmo a ansiedade eram enormes e eu passei a contar os dias e depois as horas de estar finalmente conhecendo este lugar. Chegamos Deco, Ademir, Rafael, Renata, Kazuo e eu a portaria do parque às 6h30 [portaria Itatiaia]. O combinado era: ‘impreterivelmente’ 7h00, então achamos melhor não arriscar chegar atrasado.<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=32cb8e27.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/32cb8e27.jpg" border="0" alt="Portaria Itatiaia.jpg"></a><br />
Chegam os demais e começamos a caminhada até o Abrigo Rebouças, ponto de partida rumo as ‘Prateleiras’ do Itatiaia. “Puta tesão!” Lugar fantástico e de formas mágicas, tudo era muito maior do que aparentava ser à medida que nos aproximávamos (ilusão de ótica interessante&#8230;).<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=c306c504.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/c306c504.jpg" border="0" alt="Caminhada_Itatiaia.jpg"></a></p>
<p>A ascensão até o alto das Prateleiras<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=c2d13f2b.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/c2d13f2b.jpg" border="0" alt="prateleiras.jpg"></a><br />
é feito através de trechos íngremes, e foi nelas que definitivamente aperfeiçoei as minhas ‘entaladas de joelho’® (já registrei a técnica&#8230;). Não vou nem tentar explicar o que ‘diabos’ é isso, porque é ‘muito técnico’ e seria impraticável de explicar&#8230; Só fazendo mesmo&#8230; Brincadeira à parte, a subida foi muito boa e a finalização com o rapel, melhor ainda! Foi o 1º rapel, ‘de verdade’ que eu fiz na vida! Achei que ‘mandei bem’. Ao menos cheguei ‘inteiro’ e ‘sem arranhões’ na base da pedra, uns 40 ou 45 metros abaixo&#8230;<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=0b193ef9.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/0b193ef9.jpg" border="0" alt="O Rapel.JPG"></a><br />
Vale o registro também, que fizemos o livro! Está lá para quem quiser ver com os próprios olhos.</p>
<p>No Domingo: Chegava para mim a tão esperada hora! Ia finalmente subir o pico das Agulhas Negras!<br />
Baita ansiedade, café tomado, ‘aceito’ levar uma das cordas comigo, e seguimos a trilha rumo ao pico do Itatiaia. Começo da trilha e parece que algo está errado. Vou cansando muito depressa, o que me tira um pouco do bom humor. Penso: ‘não era para eu estar tão desgastado assim’&#8230; Não deu outra! Na subida das rampas que são o acesso ao cume do Itatiaia, o ‘carburador do seu Jorge’ abre o bico e ferve! Tenho que parar após alguns passos (umas duas vezes ao menos), e só consigo me recuperar quando iniciamos a subida mais íngreme (pelas fendas&#8230;) e já sem a corda, ‘peso extra’ que também usei como ‘parte da tentativa de explicar’ porque me desgastei tanto na subida. A partir da subida pelas fendas, chaminés e gretas, a trilha se mostra mais exigente e sinto algumas dificuldades em alguns trechos, mas a medida que subíamos me sentia mais perto de realizar esse meu objetivo: estar no alto do Itatiaia (o cume fica a aproximados 2.900 metros). Chegamos cedo ao pico, pois subimos bem e rápido, apesar da ‘fervida do meu carburador’&#8230; Tivemos tempo de sobra para descanso, lanche e preparo da fase seguinte: ‘A assinatura do livro’!  Ficamos sabendo que a turma anterior do CBM não havia feito (ou acho que fomos a 1ª turma do CBM que faria o livro). Uma coisa ou outra, o fato é que faríamos o livro! Fui o último da fila, e mesmo meio desajeitado na rampa ‘fiz o cume’<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=21ed220c.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/21ed220c.jpg" border="0" alt="Cume_Itatiaia.JPG"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=5a8478fb.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/5a8478fb.jpg" border="0" alt="Cume Itatiaia.jpg"></a><br />
O rapel eu tirei de letra. </p>
<p>Resumo da saída:  Voltei de ‘alma lavada’ à São Paulo&#8230; Momentos mágicos e que sempre recordarei. Mais que uma saída, foi um desejo realizado que há muito tempo estava ‘adormecido’ em mim, e foi realmente muito bom transformá-lo em realidade.</p>
<p>Pedra do Baú e Bauzinho (17 e 18 de maio de 2008)</p>
<p>Esta saída desde o início me intrigava. Primeiro porque no final de semana em que estava prevista, eu não tinha como ir (era no dia das mães!), então meio que ‘desencanei’ da idéia de fazê-la, pelo menos no 1º semestre. Ainda assim, ‘bisbilhotando’ no site do CAP, eu me lembrei de ter visto uma foto ‘meio sinistra’ da via que levava ao cume do Baú<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=0309dc99.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/0309dc99.jpg" border="0" alt="Bau.jpg"></a><br />
, mas achei (pensei&#8230;), ah, deve ser do pessoal que já escala há mais tempo. Ilusão que durou pouco, pois durante as aulas que antecederam a saída, fomos sendo ‘lentamente’ preparados para a saída ‘mais técnica’ que teríamos, e que pode ser definida por uma expressão de nosso ‘amado gurú’ (o Belo&#8230;): “<em>Se preparem&#8230; Lá é onde o filho chora e a mãe não vê !    hahahahahahahahahaha&#8230;” </em>‘- Gentil’ da parte dele não??<br />
Bem, como houve o adiamento da saída, e pior por três looongos finais de semana, a ansiedade que já era grande ficou insuportável, e aí eu resolvi ligar a tecla ‘FDS’ (foda-se!), desculpem o palavrão, mas funcionou muito bem&#8230;<br />
Chegamos ao final da noite no local do acampamento e ao amanhecer<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=36f3b9f4.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/36f3b9f4.jpg" border="0" alt="show.jpg"></a><br />
nos preparamos e rumamos para o início das vias do Baú e do Bauzinho, onde fomos divididos em duas turmas: o Deco, a Alice, a Rose, o Ademir e eu, faríamos o Baú (graças a Deus!) e os demais, Naiche, Rafael, Renata e Kazuo fariam o Bauzinho&#8230; Dei ‘graças a Deus’ porque realmente já havia ‘posto na cabeça’ que se era para ‘se apavorar’ que fosse logo no sábado! Mas, no final foi muito, mas muito legal mesmo! Tiveram trechos onde a tensão foi bem grande, mas confesso não ter sentido muito medo (a tecla ‘FDS’, lembram-se?), me sentia ‘controlado’, diria até que estava ‘bastante confortável’ lá em cima. O trecho da chaminé<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=3a675d69.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/3a675d69.jpg" border="0" alt="Ba&amp;uacute;_Chamin&amp;eacute;.jpg"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=c8126e61.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/c8126e61.jpg" border="0" alt="a chamin&amp;eacute;.jpg"></a><br />
(na foto já superado pela Rose e pela Alice), esperado por todos, e que era uma clara definição da expressão do Belo, realmente é ‘esquisita’ não diria absurdamente difícil, mais desajeitada, melhor dizendo. Subir por ali, principalmente por ter ‘optado’ (pura burrice&#8230;) em fazê-la de botas e não de ‘sapatilhas’ foi mesmo esquisito&#8230; Subí de botas e o Ademir também, e após estarmos na parada logo acima da chaminé, e que tivemos a ‘brilhante’ (e necessária&#8230;) idéia de tirar as botas e calçar as sapatilhas&#8230; Tudo isso feito ‘dependurados’ na parada (‘nada cômodo’). Vencida a chaminé, devidamente calçados, seguimos adiante pelas passagens e fendas rumo a rampa final que dá acesso a trilha do cume do Baú. Esse trecho, a última parte da segunda cordada, é sensacional,<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=cd0dda3f.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/cd0dda3f.jpg" border="0" alt="2&amp;ordf; Cordada.jpg"></a><br />
 a subida se faz por uma rampa íngreme e bastante exposta, mas com ‘agarras de encher a mão’ e que passavam uma maravilhosa sensação de segurança! Ao final desse trecho nos aguardava o Kita, com um sorriso e uma euforia de contagiar. Foi sem dúvida nenhuma, o melhor momento do curso todo, em minha opinião. Valeu todo o esforço para chegar até lá, e ainda, como prêmio final, chegamos ao cume no início de uma tarde ensolarada com tempo para relaxar, curtir o visual, ver nossos colegas ‘fazendo’ as vias do Bauzinho e ainda tirar várias fotos.<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=01270d0c.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/01270d0c.jpg" border="0" alt="Cume_Bau.jpg"></a><br />
Hora de descer&#8230;<br />
Ficamos admirando o visual lá de cima, mas chegou a hora de preparar nossa descida, o Kita, Filhote e Juliana, nossos guias, foram na frente para preparar a descida que faríamos via rapel, de onde seguiríamos ‘desescalando’ pela parte restante da rocha até a ponta da escada de metal (acesso ao início da trilha de retorno ao estacionamento). Tudo ia muito bem, rapel preparado, me preparo para descer, estou ‘em alto seguro’, passo a corda pelo meu ATC, prussik posicionado na corda, mosquetão travado, estou pronto para descer! Aviso ao Kita, que me pergunta se estou bem, e lhe digo, ah! Vou tirar de letra! Afinal esse já é o meu ‘segundo rapel’! Estava bem mesmo, o começo muito fácil, pois saíamos ‘de pé’ (a ancoragem, bastante alta em relação ao ponto de descida do rapel, ajuda muito!), e tudo foi muito bem até estar a mais ou menos a uns dez metros do chão, quando, num ‘lance de gênio’, resolvo ajudar com a mão que posicionava o prussik, ‘empurrar’ a corda pelo ATC, pois estava ficando ‘muito pesada’&#8230; Não deu outra, o prussik travou a corda (funciona! trava mesmo!) e eu fiquei ‘travado na corda’ sem poder continuar a descida. Lembram da aula de Andradas que comentei sobre a subida da árvore usando o prussik? Pois é, foi o que tive de fazer para poder ‘destravar’ o prussik da corda e terminar o rapel. A ‘cagada’ foi básica (não sei por que lembrei, de novo, do Belo dizendo, ‘vocês vão ver&#8230;’), mas a saída foi triunfal! Não falei que a aula de prussik ia ser útil pra caramba?<br />
Dia seguinte, o Bauzinho&#8230;<br />
Tivemos na noite do sábado um ‘jantar de gala’ oferecido pelo Corneto. O cardápio: polenta com molhos de carne e de lingüiça, vinho, etc. Bem o resultado não poderia ter sido outro, vejam o estado do Kita<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=682e2529.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/682e2529.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a>,<br />
 junto ao Corneto, ‘seu Jorge’, Pretto e Paulinha. Na manhã seguinte, devidamente refeitos (pelo menos era o que eu achava&#8230;), rumamos para a saída das vias do Baú e Bauzinho novamente, turmas ‘invertidas’ e lá fomos nós de novo! Rapel preparado, fizemos um novo exercício devidamente ‘ancorados’ na base do Bauzinho onde deveríamos recolher a corda, lançá-la morro abaixo, descer de rapel e escalar via acima, com segurança ‘de cima’ preparada por um de nossos colegas. Tudo pronto, recolho a corda, lanço, preparo o rapel, desço até o ponto de reinício da escalada e aguardo o OK, via rádio, informando quanto a ‘segurança pronta’ para poder iniciar a escalada. Começo ’meio capcioso’, não consigo uma boa agarra por estar mal posicionado na pedra, e o inevitável: vou cair! Não adiantava nem gritar, pois não dava para ouvir nada lá de cima mesmo! O jeito foi ‘confiar’ na ‘segurança de cima’. Pobre Alice teve de me segurar (‘seu Jorge’, como fiquei conhecido) em sua ‘primeira queda’! É isso mesmo! Só para variar um pouco, essa foi a minha primeira queda! Foi bem pequena, eu nem me assustei, mas com certeza, a Alice levou um baita susto!</p>
<p>Resumo da saída:  ‘Acima de quaisquer expectativas’ que eu tinha, não só para as saídas, mas para o próprio curso do CBM. E acima de tudo, ‘fechamos’ com uma bela frase do Belo: Não fica triste não&#8230; Agora não são mais alunos, e sim MONTANHISTAS !!! </p>
<p>- Precisa falar mais?</p>
<p>Epílogo&#8230;</p>
<p>Pois é, final não tem não! Até por que ‘não acabou’, está apenas começando! Só não sei bem ‘ainda’ como é que vou ‘convencer’ a ‘cara-metade’ disso&#8230; Por via das dúvidas, acho melhor não deixar ela ler esta parte da ’história’&#8230;<br />
Aconteça o que acontecer, uma certeza que tenho é que ‘nunca mais vou olhar para uma montanha da mesma forma que antes’&#8230;</p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/?action=view&#038;current=e49a8c07.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/e49a8c07.jpg" border="0" alt="Seu Jorge.jpg"></a><br />
Seo Jorge<br />
‘Turma CBM_01_2008’</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Jubileu de ouro</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2008/07/20/jubileu-de-ouro/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 11:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Comentários gerais</category>

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		<description><![CDATA[por Rodrigo Granzotto Peron
Julho/2008
O Clube Alpino Paulista, ou CAP para os íntimos, fundado em 1959 pelo magistral Domingos Giobbi, estará completando jubileu de ouro no próximo ano, mas desde já gostaria de deixar registrada uma singela homenagem, de um não filiado, mas grande admirador.
Quando comecei a juntar material, a partir de 2005, para escrever a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Rodrigo Granzotto Peron</em><br />
Julho/2008</p>
<p>O Clube Alpino Paulista, ou CAP para os íntimos, fundado em 1959 pelo magistral Domingos Giobbi, estará completando jubileu de ouro no próximo ano, mas desde já gostaria de deixar registrada uma singela homenagem, de um não filiado, mas grande admirador.</p>
<p>Quando comecei a juntar material, a partir de 2005, para escrever a História do Brasil no Himalaia, que está sendo publicada no site Altamontanha (www.altamontanha.com.br), notei que cada uma das participações brasileiras nos primórdios de nosso himalaísmo (1982-1991) tinha suas características próprias, suas particularidades, mas lá no fundo todas possuíam um ponto em comum. E esse elo ligando-as era o Clube Alpino Paulista.<br />
<a id="more-36"></a></p>
<p>Pode-se dizer sem medo de errar que não haveria himalaísmo brasileiro como conhecemos hoje se não fosse o CAP. O nosso montanhismo na Ásia teve sua gênese nos intercâmbios realizados nos anos 80 entre o Clube e alpinistas poloneses.</p>
<p>Foi assim que em 1982 os primeiros brasileiros pisaram diante de um cume 8.000, os pioneiríssimos Michel Bogdanowicz, Alexandre Bruno Ventre e Max Luiz Haim. E partilharam das encostas do Makalu com lendas do montanhismo mundial, como Leszek Czok e Andrzej Machnik. Chegaram apenas até 6.600 metros, mas foram os metros decisivos para iniciar nossas aventuras nos gigantes asiáticos. </p>
<p>Aprofundando os intercâmbios, em 1985 José Luiz Pauletto foi ao Kangchenjunga para tentá-lo no inverno, uma proposta bem mais radical e difícil. Foi a 7.200 metros, a maior altitude atingida por um brasileiro até então. Em 1987 foi a vez de Thomaz Brandolin no Makalu, também invernal, indo até 7.400 metros, de novo a maior altitude atingida por um brasileiro.</p>
<p>Em 1991 Brandolin fez a primeira expedição realmente nacional, com destino ao Everest, composta por vários membros do Clube Alpino Paulista, expedição importantíssima para nós, seminal em vários aspectos.</p>
<p>Olhando em retrospectiva, há o brilho do CAP em todas as etapas de gestação de nosso himalaísmo. Que o CAP ao fazer 50 anos em 2009 se renove e continue brilhando por mais 50, formando novos talentos, congregando todos os que gostam de alpinismo e sendo referência importante no mundo do montanhismo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Expedição da Upame no Brasil 2008</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2008/06/26/expedicao-da-upame-no-brasil-2008/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 01:12:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Comentários gerais</category>

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		<description><![CDATA[De 09 a 18 de agosto.
Venha participar dessa expedição!

Encontro de montanhistas da América do Sul  reunidos para uma semana de escaladas e caminhadas em lugares maravilhosos do Brasil!
Aproveite a oportunidade para trocar experiências e ouvir histórias. Confira (acesse a figura acima ou clique aqui).
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De 09 a 18 de agosto.</p>
<p>Venha participar dessa expedição!</p>
<p><center><a href="http://www.cap.com.br/upame" target= "_new"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/bannerUpame2008_SiteEsp.jpg" alt="bannerUpame2008 SiteEsp - bannerUpame2008 SiteEsp" title="bannerUpame2008 SiteEsp - bannerUpame2008 SiteEsp" /></a></center></p>
<p>Encontro de montanhistas da América do Sul  reunidos para uma semana de escaladas e caminhadas em lugares maravilhosos do Brasil!</p>
<p>Aproveite a oportunidade para trocar experiências e ouvir histórias. Confira (acesse a figura acima ou <a href="http://www.cap.com.br/upame" target= "_new">clique aqui</a>).</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Jantar de Aniversário do CAP</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2008/06/20/jantar-de-aniversario-do-cap/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 00:46:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Comentários gerais</category>

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		<description><![CDATA[Confirmado, será na quarta-feira dia 16 de julho próxima.
Jantar de massas, com bebidas incluídas.
Para fazer sua reserva, escreva um e-mail para jantardocap@cap.com.br e confirme seu nome e número de convidados.
Para pagar: deposite na conta do CAP (e envie um e-mail com o comprovante para jantardocap@cap.com.br) ou pague diretamente no CAP, para a Nilda.
Custo por pessoa: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confirmado, será na quarta-feira dia 16 de julho próxima.</p>
<p>Jantar de massas, com bebidas incluídas.</p>
<p>Para fazer sua reserva, escreva um e-mail para jantardocap@cap.com.br e confirme seu nome e número de convidados.</p>
<p>Para pagar: deposite na conta do CAP (e envie um e-mail com o comprovante para jantardocap@cap.com.br) ou pague diretamente no CAP, para a Nilda.</p>
<p>Custo por pessoa: R$45,00.</p>
<p><center>Para mais detalhes, veja o convite:</p>
<p><a href="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/.thumb_AniversarioJantar49anos2_peq_1.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/AniversarioJantar49anos2_peq_1.jpg',500,707,'AniversarioJantar49anos2 peq 1 - AniversarioJantar49anos2 peq 1'); return false;"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/.thumb_AniversarioJantar49anos2_peq_1.jpg" alt="AniversarioJantar49anos2 peq 1 - AniversarioJantar49anos2 peq 1" title="AniversarioJantar49anos2 peq 1 - AniversarioJantar49anos2 peq 1" /></a></center>
</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Curso de Gelo 2008</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2008/02/29/gelo2008/</link>
		<comments>http://blog.cap.com.br/2008/02/29/gelo2008/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 10:52:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Relatos de saídas</category>

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		<description><![CDATA[por
Fabio Alberti Cascino &#8220;Corneto&#8221;

O Curso de Escalada em Gelo do Clube Alpíno Paulista de 2008 aconteceu numa das mecas do alpinismo mundial. Entre os dias 03 a 15 de janeiro passado, estivemos na região de El Chaltén, Argentina, onde se localizam o Cerro Fitz Roy e o Cerro Torre e todo o entorno de cumes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por<br />
Fabio Alberti Cascino &#8220;Corneto&#8221;</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/cursogelo2008resized0354.jpg" alt="cursogelo2008resized0354 - subindo a montanha" title="cursogelo2008resized0354 - subindo a montanha" /></div></p>
<p>O Curso de Escalada em Gelo do Clube Alpíno Paulista de 2008 aconteceu numa das mecas do alpinismo mundial. Entre os dias 03 a 15 de janeiro passado, estivemos na região de El Chaltén, Argentina, onde se localizam o Cerro Fitz Roy e o Cerro Torre e todo o entorno de cumes e agulhas que pontificam o Hielo Continental Sur. <a id="more-33"></a>É sem dúvida uma das mais espetaculares regiões do mundo. Com seu clima exigente e histórias fascinantes de ousadias e conquistas, é lá que em parte do ano se concentram os maiores nomes do montanhismo internacional. E é para lá que hoje converge uma verdadeira multidão de caminhadores e admiradores das paisagens desérticas e montanhosas da Patagônia. </p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/cursogelo2008resized0389.jpg" alt="cursogelo2008resized0389 - no gelo" title="cursogelo2008resized0389 - no gelo" /></div></p>
<p>Nos glaciares que descem diretamente do Gelo Continental, treinamos técnicas de ascensão, segurança e deslocamento em glaciares, paredes e seracs, aprendemos como atravessar gretas, enfrentamos tempestades de vento e neve, vimos como podem ser feitos resgates de quedas e como &#8220;ancorar&#8221; cordadas.Os sete alunos e os três instrutores passaram por &#8220;poucas e boas&#8221;. Muuuita chuva, muuuuito vento, muuuita neve&#8230; Felizmente encontramos o Refúgio Chileno (em frente ao Cerro Gorra Blanca) que nos &#8220;salvou&#8221; de muito mais vento, vento, vento e neve. Foi também no Refúgio que pudemos curtir umas várias horas de conversa fiada e reflexões sem fim, quando projetamos desde a salvação do planeta até a reconstrução da democracia no Brasil e no mundo - coisa de gente que pensa e não sabe o que fazer pro tempo passar.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/cursogelo2008resized0361.jpg" alt="cursogelo2008resized0361 - a turma" title="cursogelo2008resized0361 - a turma" /></div></p>
<p>Esse não foi mesmo um curso como os outros. Foi pesado, ventoso e arriscado. A região exigiu de nós o que exige de quem enfrenta condições de elevada dificuldade e quer realizar coisas grandes. Por isso foi um curso que, mesmo sem conseguirmos escalar todos o Cerro Gorra Blanca, cumpriu sua proposta de apresentar o mundo do alpinismo em gelo para que ainda não o conhecia e dar os passos iniciais nessa que é uma das mais ricas e complexas atividades montanhisticas.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Pico da Bandeira</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2008/01/23/pico-da-bandeira/</link>
		<comments>http://blog.cap.com.br/2008/01/23/pico-da-bandeira/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Jan 2008 17:54:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
		
		<category>Relatos de saídas</category>

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		<description><![CDATA[Pico da Bandeira -julho de 2007.
Ana Karina, Danilo Belmonte, Gervasio Bechara, João Henrique, Juliana N. B. Belo, Lina, Marcelo Rey Belo, Maria Bechara, Roberta Mascolli e Sylvio Jr. 
Texto:  Belo / Seo Gê
Aproveitando o feriado paulista de 9 de julho (Revolução Constitucionalista de 1932) fomos à Serra da Chibata ou do Caparaó, em Alto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Pico da Bandeira -julho de 2007.</strong></em></p>
<p><em>Ana Karina, Danilo Belmonte, Gervasio Bechara, João Henrique, Juliana N. B. Belo, Lina, Marcelo Rey Belo, Maria Bechara, Roberta Mascolli e Sylvio Jr. </em></p>
<p>Texto:  Belo / Seo Gê</p>
<p>Aproveitando o feriado paulista de 9 de julho (Revolução Constitucionalista de 1932) fomos à Serra da Chibata ou do Caparaó, em Alto Caparaó no estado de Minas Gerais, para escalar o pico da Bandeira (2.892 m), 3º pico mais alto do Brasil. O pico recebeu este nome por determinação de D. Pedro II para que fosse colocada uma bandeira do Império no pico mais alto da Serra do Caparaó, o que aconteceu por volta de 1859.<br />
<a id="more-32"></a><br />
Saímos no dia 6 de julho, uma 6ª feira, e voltamos no dia do feriado, uma 2ª feira. Tivemos como guia, que assinava os e-mails como “o guia perdido”, o famoso e aclamado “Seo Gê” (meu sogrão), que nasceu por aquelas bandas e, que de pés descalços ou em alpercatas, explorou a região em sua infância, durante as férias escolares, acompanhado do pai “Seo Braguinha”, irmãos e amigos. Ele costuma dizer que “&#8230;o montanhismo esteve sempre presente em suas memórias, e que felizmente a Ju deve ter herdado dele o fascínio pelas montanhas”.</p>
<p>Saímos de São Paulo na 6ª feira em 2 carros, num deles este escrivinhador, Juliana, João e Roberta, no outro Seo Ge e Dna. Maria. O caminho até lá é simples: Carvalho Pinto, Ayrton Senna e Dutra. Depois saímos pela Rio-Bahia em Além Paraíba e dormimos na cidade de Três Rios – RJ, a 450 Km de São Paulo.<br />
Em outro carro estavam Danilo, Lina, Sylvio e Karina, que chegaram durante a madrugada.<br />
Hotelzinho “honesto” (www.hotelcomendador.com.br) com bom custo x benefício e um excelente café da manhã; a curiosidade fica por conta dos recados pintados por todas as paredes e da arquitetura das portas.</p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=silencio.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/silencio.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>No sábado acordamos cedo e quem foi o último a aparecer para o café ??? Listo ??? Sim, Sylvio Jr, que após 450Km de carona com o Danilo acordou literalmente com os cabelos em pé !</p>
<p>Seguimos então direto para a cidade de Alto Caparaó, sempre por estrada de mão dupla, que em alguns momentos passa por dentro de cidades, com lombadas, semáforos e direito à carretas enormes aguardando alguém estacionar em frente à vendinha local.<br />
Apesar de ser um caminho longo, sobretudo pela baixa velocidade média a estrada não é ruim e pode ser percorrida por qualquer carro. </p>
<p><em>Parada na Estrada</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=DSCN2951.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/DSCN2951.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Capara2007017.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Capara2007017.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>Depois de um total de quase 800 Km, já em Alto Caparaó, nos hospedamos a apenas alguns Km da entrada do Parque Nacional do Caparó, na pousada do Bezerra (www.parquenacionaldocaparao.com.br), onde chegamos justamente na hora do almoço e mandamos ver na comida mineira, não sem antes experimentarmos uma cachacinha mineira, daquelas de alambique, pura ou sob forma de uma deliciosa caipirinha ! </p>
<p><em>Primeira Vista da Serra</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=_015.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/_015.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>Logo em seguida, fomos por estradas de terra batida comendo muita poeira até Caparaó (que NÃO é a mesma coisa que Alto Caparaó), para conhecer a cidadezinha onde Seo Gê nascera e passara parte de sua infância. Cidade de primeira&#8230; só tem duas ruas, a de cima e a de baixo ou rua da estação, e algumas transversais, com suas tradicionais casas de “secos e molhados”, botecos, sorveteria, padaria, farmácia e o indispensável coreto da praça. </p>
<p><em>Na Praça</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Praa.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Praa.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>A rua da estação é assim conhecida pois por lá passava a Maria Fumaça da extinta Estrada de Ferro Leopoldina, criada no último quartel do século XIX e desativada nos anos 70 do século passado. Hoje, parte do leito desativado da estrada de ferro constitui o famoso Caminho da Luz - versão mineira do Caminho de Santiago de Compostela - percorridos em sete dias de caminhada e que parte de Tombos (Portal de Minas) na Zona da Mata mineira e termina no Pico da Bandeira, passando por diversos vilarejos, fazendas centenárias, matas, cachoeiras, grutas, capelinhas e antigas estações ferroviárias. No século XVIII, essa rota de 200 Km era percorrida por tropeiros, religiosos e aventureiros na travessia do Rio de Janeiro para o Espírito Santo por entre as montanhas de Minas Gerais.</p>
<p><em>Estação desativada</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Capara2007020-1.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Capara2007020-1.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>Em Caparaó, demos uma volta a pé pela cidade (3 minutos) e logo Seo Gê encontrou o Paulo Ferreira, seu amigo de infância !!! Ficaram numa prosa animada, uma contação de “causos” e revivals, só vendo!. </p>
<p><em>Contador de causos</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=_023.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/_023.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>Com hospitalidade mineira, fomos convidados (todos os 10) pelo Paulo a tomarmos um cafezinho em sua casa, que veio acompanhado de bolo, pão de queijo e biscoito de polvilho. Tudo caseiro e feito na hora, inclusive o café, que é torrado e moído nas próprias casas. Só de curiosidade, a região é cafeeira e produtora de leite.</p>
<p><em>Casa onde seo Gê nasceu</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Capara2007023.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Capara2007023.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>O dia já terminava e nem havíamos notado, e na manhã seguinte deveríamos partir logo cedo para o Pico da Bandeira.<br />
Acordamos bem cedinho, e mais uma vez me vi sozinho no refeitório, com tudo pronto (mochila, água, lanche, lanterna&#8230;) e nada dos outros aparecerem&#8230; Após bater de porta em porta e assistir o Globo Rural aos poucos cada um foi aparecendo com aquela cara de sono e o típico e comum pensamento “o que eu estou fazendo aqui?”<br />
Pança cheia, me despedi da Juliana, a única a ficar na pousada, já que a Victoria, que nessa época ainda morava no útero, não estava a fim de subir o pico. </p>
<p>Seguimos em direção ao parque (10 min. de carro), que só abre às 08:00. Pagamos a taxa do Ibama e seguimos de carro por uma longa e sinuosa subida asfaltada, que a pé renderia boas horas de caminhada, até o local conhecido como “Tronqueira”, com boas facilidades, como estacionamento amplo, banheiros e área para camping. Já de lá, a partir de um mirante, descortina-se um belo panorama ímpar que alcança os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo </p>
<p><em>Tronqueira</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Capara2007080.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Capara2007080.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Capara2007078-1.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Capara2007078-1.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p><em>Vista da Tronqueira</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Capara2007068-2.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Capara2007068-2.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>Largamos os carros, checamos água, lanches, lanternas e partimos a pé até o “Terreirão” pasando pelo Vale Verde, com uma seqüência de quedas d’água de águas límpidas e cristalinas, e geladas também. </p>
<p><em>Vale Encantado</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Valeencantado.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Valeencantado.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>A idéia original era subir o Pico do Cristal (o mais bonito), depois o Pico do Calçado e, finalmente, o Pico da Bandeira.</p>
<p>A trilha até o Terreirão, o acampamento base com algumas facilidades (banheiros, pias, amplo espaço para barracas e a famosa “casa de pedra”), é muito bem demarcada, é preciso um grande esforço ou total incapacidade de localização para se perder. Seguimos sempre por caminho demarcado, em uma trilha bastante erodida. </p>
<p><em>Subindo&#8230;</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Capara2007054-1.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Capara2007054-1.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Capara2007051.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Capara2007051.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>A maior causa da erosão encontramos logo aos 15 minutos de caminhada; o parque permite o pernoite em seu interior e grupos de turistas sobem até o Terreirão com colchões, panelas de pressão e um monte de bugigangas, que são carregadas no lombo de burros. Sim, existem “porteadores” com burros dentro do parque nacional!</p>
<p><em>Mulas na trilha</em><br />
 <a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Capara2007047.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Capara2007047.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>Foi curioso observar cada um que descia e imaginar como este local pode atrair tanta gente, cada um com uma razão, uma motivação diferente. Com um sol escaldante, havia gente com enormes agasalhos, gorro, cachecol, outros de bermuda e camiseta, e até mesmo descalços !  </p>
<p><em>Subindo&#8230;</em><br />
  <a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Capara2007028-1.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Capara2007028-1.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>Chegando à casa de pedra (Terreirão), descansamos um pouquinho, desviamos da trilha principal ao Bandeira e seguimos para o Pico do Cristal.</p>
<p><em>Casa de Pedra</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Capara2007060-1.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Capara2007060-1.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>Conforme já havíamos sido alertados, não há trilha demarcada para este pico. Assim, fomos seguindo em sua direção, em alguns momentos sob relva rasteira, em outros literalmente abrindo caminho no peito. </p>
<p><em>Cristal</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Cristal.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Cristal.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>O dia estava lindo, mas muito quente e após algumas horas de caminhada, percebemos que a empreitada seria mais difícil do que parecia. Após confabular, decidimos que o melhor seria retornar ao Terreirão e seguir direto para o Pico da Bandeira, sob pena de só alguns chegarem ao cume do Cristal, mas não conseguirem seguir depois para o Bandeira, que era na verdade nosso objetivo principal.</p>
<p>Com o grupo  sempre de bom humor,<br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Decabeloemp.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Decabeloemp.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a><br />
 contando piadas, parando para fotos, tomamos o caminho para o Terreirão. Tudo o que havíamos descido agora se transformara em uma enorme subida em meio a muito mato&#8230; Mas sem perder o pique, em pouco tempo já estávamos de volta, prontos para continuar pelo caminho original até o Bandeira.</p>
<p>Nesse ponto, alguns resolveram não continuar e ficaram no Terreirão, após combinarmos que eles nos esperariam até o por do sol. Caso descêssemos já no escuro, nos encontraríamos então só na pousada em Alto Caparaó.</p>
<p><em>Confabulando</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Capara2007059-1.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Capara2007059-1.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>A partir do Terreirão a trilha erodida dá espaço a pedra e o caminho todo é bizarramente demarcado com tinta amarela sobre a rocha! Essas faixas amarelas continuam sua demarcação, quase como em uma estrada de mão dupla! É obrigação do parque, sobretudo os visitados por turistas ignorantes no quesito orientação, demarcar as trilhas de maneira a minimizar a chance de ter gente perdida. Principalmente porque pelo número de funcionários que encontramos pelo caminho seria muito difícil montar um grupo para procurar alguém em uma área tão extensa. Mas daí a marcar sobre a rocha, enormes faixas em tinta amarela a espaços ínfimos é uma enorme diferença.</p>
<p>Depois de 15 ou 20 minutos de caminhada já se avista o pico com duas imensas e desnecessárias estruturas (uma antena e uma cruz de concreto) </p>
<p><em>Primeira vista do Pico da Bandeira</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Bandeira.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Bandeira.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=_031.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/_031.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>De qualquer maneira, seguimos por nossa estrada vicinal e fomos ganhando altitude. O caminho é bastante simples, uma caminhada com alguns pequenos trechos de “escalaminhada”, mas que podem ser facilmente vencidos por uma criança. Porém o caminho é longo&#8230; O bom, é que com o dia avançando e ganhando altitude aos poucos, o calor insuportável foi dando lugar a uma refrescante brisa, até se tornar em um gélido vento no cume.<br />
A vista é sensacional e nem as horrendas cruz e antena conseguem estragar o visual</p>
<p><em>Cume</em><br />
<a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=IMG_1757.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/IMG_1757.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=DSCN2987.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/DSCN2987.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Cume.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Cume.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=_033.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/_033.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p>A vista lá da Tronqueira é então bastante ampliada e é possível enxergar outros picos ao longe, já nos estados do Rio e Espírito Santo. </p>
<p><em>Clique p ver o vídeo 360º do cume</em><br />
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<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/u6qpMfQe69Q"> </param> <embed src="http://www.youtube.com/v/u6qpMfQe69Q" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"> </embed> </object> </p>
<p>Permanecemos um bom tempo apreciando o visual, comemos e bebemos alguma coisa e começamos o processo da descida. Ainda antes de chegar de volta ao Terreirão fomos agraciados com um belíssimo por do Sol; </p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=DSCN3004.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/DSCN3004.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p><a href="http://s59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/?action=view&#038;current=Capara2007071.jpg" target="_blank"><img src="http://i59.photobucket.com/albums/g281/reybelo/caparao/Capara2007071.jpg" border="0" alt="Photobucket"></a></p>
<p> depois foi só continuar, já com a iluminação das lanternas. Foi um dia bem longo, e ao contrário do que acontece normalmente, a descida pareceu bem mais longa do que a subida. O Sylvio ia gritando “amarelo” a cada faixa que encontrava, o que apesar de irritante, pelo grande número de faixas, não deixava de ser cômico.</p>
<p>Já no conforto do carro, foram uns 15 minutos até a pousada onde recebemos nosso merecido jantar e revigorante banho. </p>
<p>No dia seguinte, nos encontramos todos para o café da manhã com um sorriso no rosto (e alguns com dores pelo corpo).</p>
<p>A viagem para São Paulo foi tranqüila, viemos direto apenas parando para lanches, almoço e banheiro. </p>
<p>Chegada na portaria do Parque&#8230;&#8230;&#8230;..08:00 hs<br />
Início da Trilha&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..08:10 hs<br />
Chegada no Terreirão&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;10:00 hs<br />
Intervalo de descanso no Terreirão..15 minutos<br />
Início da Trilha p/ Pico Cristal&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.10:15 hs<br />
Ponto em que paramos na trilha&#8230;&#8230;.12:15hs (mais ou menos)<br />
Intervalo de descanso no local&#8230;&#8230;&#8230;.20 a 30 minutos<br />
Início do retorno ao Terreirão&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;12:45 hs.<br />
Chegada ao Terreirão&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;14:45 hs.<br />
Intervalo no Terreirão&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;20 minutos<br />
Início da trilha p/ o Bandeira&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..15:05 hs<br />
Chegada no cume do Bandeira&#8230;&#8230;&#8230;.17:25 hs<br />
Intervalo no cume&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;35 minutos<br />
Retorno ao estacionamento&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;20:10 hs    </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Diários de uma Aventura</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2007/12/10/diarios-de-uma-aventura/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Dec 2007 22:35:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Relatos de saídas</category>

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		<description><![CDATA[Por Ayrton Aguiar - aluno do CBM 2 de 2007
Para evitar juízo de valores sobre os companheiros de curso, adotei a estratégia de três nomes para cada grupo “étnico”:
Guias = Pedro – bom, eles amam pedras, além de estarem tentando construir uma comunidade&#8230;
Mulheres = Maria – não conheço nome mais bonito para mulheres e infelizmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>Por Ayrton Aguiar - aluno do CBM 2 de 2007</i></p>
<p>Para evitar juízo de valores sobre os companheiros de curso, adotei a estratégia de três nomes para cada grupo “étnico”:</p>
<p>Guias = Pedro – bom, eles amam pedras, além de estarem tentando construir uma comunidade&#8230;<br />
Mulheres = Maria – não conheço nome mais bonito para mulheres e infelizmente elas são uma minoria no montanhismo<br />
Homens = João – homenagem aos Joões do Mané Garrincha, aqui infernalmente driblados e tortos por subidas, descidas, nós, cavernas e montanhas </p>
<p><b>Diário de uma Aventura I<br />
Saída para Itaguaré 17/08/2007<br />
Guias: Baretta, Daniel, Róbson e Robles</p>
<p>“Tudo Azul”</b></p>
<p>A desorganização imperou na nossa primeira saída – pela falta de experiência, não combinamos bem quem levaria as barracas, fogareiros e carros&#8230; Se não fosse pela Maria e João que se deram ao trabalho de ligar para todos e sincronizar as ações, teria sido um desastre. Com três desistências – João, João e João – todo o arranjo feito na quarta anterior foi por água abaixo. Havíamos combinado de nos encontrar na praça Panamericana e sairmos juntos em três carros.<br />
<a id="more-31"></a><br />
No final,  cada carro foi independente e eu e João fomos nos encontrar com o João em Guarulhos, para irmos em seu carro. Chegamos sem grandes dificuldades à pousada, por volta das 2:00 da manhã, as indicações não eram perfeitas, mas suficientes. Já estavam o João, João e Maria. A Maria, João e João chegariam pela manhã, algumas horas antes da saída.  Logo de início percebi que o João roncava como um elefante – fiz uma nota mental para tentar evitar de ficar na mesma barraca que ele&#8230;</p>
<p>A combinação era estar pronto para sair em frente à pousada às 8:00. Bem, às 7:45 estávamos em frente à pousada para começar o café da manhã&#8230; Após breve preleção do Pedro e divisão das cordas pelo Pedro, pegamos os carros e no encaminhamos para o começo da trilha. Pelo estado da estrada comecei a compreender porque o Pedro possuía um caminhão&#8230;</p>
<p>A Maria, João e João passaram um sufoco razoável ao não se prevenirem com o combustível – ao não saírem com tanque cheio e não saberem exatamente o local do ponto de encontro, quase ficaram sem combustível durante a madrugada. Primeira lição de logística&#8230;</p>
<p>Estava habituado a longas caminhadas, como 30, 35 km por dia. Acampara alguma vezes e me achava em boa forma física. Achava que não iria ter problemas com trilhas ou mesmo escaladas – afinal, qual a dificuldade de se pendurar numa pedra? As próximas saídas iriam mudar completamente esta perspectiva&#8230;</p>
<p>Ao contrário da maioria, meu stress era de não levar peso, preferindo esquecer alguma coisa a levar em excesso. Minha mochila certamente era das mais leves e como tal, acabei levando jogo de panelas do João e barraca da Maria. As outras mochilas estavam pesando muito, algumas mais de 22kg – ou eu estava muito certo ou muito errado, iria descobrir em breve. </p>
<p>Aparentemente, esta era uma lição prática – sem aula anterior de como preparar a mochila, descobrimos na raça, seja no excesso ou falta de equipamento. No meu caso, faltou roupa e sobrou comida – se tivesse feito frio de verdade, poderia ter tido problemas, pois não levara camisas térmicas, apenas agnorak e blusa de fleece.</p>
<p>Foram aproximadamente 4 horas de caminhada – muito, muito puxado. O Pedro parecia ter asas nas pernas, ignorando a declividade do terreno. Estávamos todos com dificuldade para seguir seu ritmo. Pelo menos tivemos o prazer de ouvir o Pedro “sugerindo” pro Pedro um ritmo mais moderado&#8230; De qualquer forma, ao longo da caminhada sentia a mochila pesando uma tonelada, haja dificuldade em carregar aquele trambolho. </p>
<p>Fizemos duas paradas para descansar e por volta das 14:30 chegamos no platô que seria a base do acampamento. O João estava passando mal – havia dormido muito pouco durante a semana e tinha passado a noite em claro, dirigindo. Sofreu horrores para chegar na base. Aprendeu da pior forma como a ausência de sono pode comprometer toda caminhada.</p>
<p>Montamos as barracas, comemos e fomos atacar o cume. As botas que estava usando revelaram-se muito adequadas àquele terreno, principalmente por aderirem bem à pedra. Havia grau de dificuldade razoável em subir nas pedras, mas nada muito complicado.</p>
<p>Rapidamente os guias encontraram a trilha/caminho para o cume e montaram a corda de segurança para cruzarmos um trecho muito exposto. Vesti a cadeirinha, nó de fita e aguardei minha vez. Ao travar o mosquetão, o Pedro revisou e lá fui eu cruzar o trecho. </p>
<p>Ali aconteceria minha primeira grande lição: ao chegar do outro lado, o Pedro checou o mosquetão e ele não estava travado. Ou seja, se eu tivesse escorregado e caído numa posição que forçasse o mosquetão de fora pra dentro, seria um belo acidente&#8230;</p>
<p>Dei uma gelada e não entendi bem o que acontecera – basicamente, durante a pequena travessia eu deixara o mosquetão bater umas duas ou três vezes na pedra. De acordo com o Pedro, isto acontece uma vez em um milhão, um mosquetão abrir desta forma. Mas aconteceu, e comigo&#8230;.Comecei a ficar desconfiado das estatísticas.</p>
<p>A vista era linda e valia a pena a caminhada. Muito, muito bonita mesmo. Dali víamos outro pico na frente e duas ou três cidades. A sensação de liberdade era muito boa. Voltamos para o acampamento já anoitecendo, todos muito cansados.</p>
<p>Eu não havia trazido lanterna e logo descobri a falta que fazia&#8230; O João possuía uma reserva e me emprestou – ajudou muito, teria tropeçado muito mais e não achado nada na barraca durante a noite. Estava longe de dominar a arte de preparar a mochila, precisava tirar tudo para achar o que queria e sem lanterna, seria impossível.</p>
<p>Já previnido a respeito do ronco do elefante, dei um jeito de ficar com o João na barraca que a Maria emprestara – se revelaria uma santa decisão&#8230; Eu e ele estávamos muito cansados e fomos dormir um pouco – acordei por volta das 19:00, morrendo de fome. Fui cozinhar o miojo e ensopado de carne que havia trazido. </p>
<p>Ficamos preocupado com o João – estava em um grau de exaustão tão grande que não queira comer. Foi necessário o Pedro e João insistirem muito para que ele comesse, pois caso contrário, era certo que passaria muito mal no dia seguinte. Acabaram levando comida na barraca para ele depois do jantar.</p>
<p>O grupo já havia começado o jantar comunitário – todos dividiam a comida, bebida, guloseimas. Senti-me culpado por não ter trazido nada para dividir, como vinho, panelas ou fogareiro. Usei a panela do João e o fogareiro do Pedro. A conversa foi muito legal, agradável. Revisamos os erros e acertos, com o Pedro batendo muito na nossa falta de pontualidade. </p>
<p>A vista era maravilhosa: o céu limpo, estrelado com vista para as três cidades lembravam um pouco aquelas bases lunares, esféricas com luzes e cores espalhadas em um tereno achatado. Aproveitamos aquela visão, saciados e prestes a descansar, as dores da caminhada já haviam ficado para trás.</p>
<p>Mas a noite ainda revelaria surpresas – fomos avisados para tomar cuidado com a embalagem da comida, porém quem presta atenção nestes avisos bobos? Um marsupial – leia-se um rato grande – furou a barraca e a mochila do João, comeu sua comida e ainda defecou nos recipientes, contaminando tudo. Sim, às vezes os guias falavam coisas úteis&#8230; </p>
<p>O João e o João ficaram na mesma barraca, João e João em outra, João sozinho, Maria e Maria, Pedro e Pedro, Pedro sozinho e Pedro no bivaque. Com tampão de ouvido, eu era capaz de topar quase qualquer elefante roncador, principalmente no grau de cansaço que estava. Dormi como um bebê, nem senti o ronco do João. </p>
<p>Por volta das 2:00 da manhã o João improvisou um bivaque – era impossível aguentar o ronco do João. Confesso que morri de rir&#8230; No dia seguinte ele nos contou sua odisséia, tendo que deixar claro pro João que infelizmente não dava pra aguentar sua sinfonia noturna, que ele deveria comprar uma barraca, pois dificilmente teria um companheiro que topasse dormir no mesmo espaço. Exceto pelas olheiras do João, não houve maiores consequências&#8230;</p>
<p>Ao amanhecer tivemos todo tempo do mundo para desmontar as barracas, estender os sacos de dormir e deixá-los secar. Grata surpresa – estávamos cercados por nuvens. Era como um colchão de algodão em volta da base. Acima um céu quase limpo e abaixo, nuvens, muitas nuvens. Muito bonito, adorei a sensação de paz e tranquilidade. </p>
<p>Recebemos uma lição de meteorologia do Pedro, onde procurou explicar os tipos de formação e como eles implicam em chuvas de curto ou longo prazo. Entendi pouco, estva realmente focado em apreciar a paisagem. A volta foi tranquila, a montanha havia sido muito benevolente – sem chuva, vento e sol escaldante&#8230; Se aquilo era montanhismo, estava indo bem, começava a gostar da idéia. </p>
<p><b>Diario de um Aventura II<br />
Saída para Petar  - 23/08/2007<br />
Guias: Renato (Kabelo) e Beto</p>
<p>“Montanhas negativas: molhadas escuras e frias”</b></p>
<p>Com a experiência da última vez, ao menos conseguimos dividir bem os carros, barracas e fogareiro. Eu, João e João combinamos de nos encontrar no Terminal Tietê. Com pouco atraso, conseguimos sair de Sao Paulo por volta das 21:30 – meu primeiro prejuízo, esqueci o capacete na lanchonete do terminal&#8230;</p>
<p>O mapa estava relativamente correto, porém algumas das informaçoes desatualizadas, referências que não existiam mais. De qualquer forma, conseguimos chegar sem grandes atropelos, por volta das 2:00. Grata surpresa, o João já havia montado a barraca – ou condomínio, pois era para 5 pessoas. O João, escolado como elefante roncador, comprara uma barraca tipo bivaque e iria dormir só. </p>
<p>Uma vez que não tínhamos que carregar conosco tudo que levaríamos, o pessoal se sentiu mais a vontade para levar o que bem quisesse, principalmente comida, o que se mostraria muito acertado. O local do camping era muito bom, plano e com acesso a banheiro, chuveiro e água corrente. </p>
<p>O acidente de percurso desta vez aconteceu com a Maria, pois descobriu - ao ser parada por um policial devido a uma lâmpada queimada – que estava com licenciamento do veículo atrasado. Além de tomar uma bela multa, quase teve veículo apreendido. A gente tava aprendendo sobre logística na base do tapa&#8230;</p>
<p>A saída estava marcada para 7:30, mas às 6:00 o Pedro já estava acordando todo mundo. Nós três realmente estávamos enrolando para sair da barraca, pois de alguma forma estava confortável continuar dormindo&#8230; Sua solução foi no mínimo criativa – passou a entrar nas barracas e puxar os sacos de dormir de todo mundo, até que o conteúdo so saco saísse/caísse. Sua santa mãe deve ter sentido alguns arrepios naqueles minutos&#8230;</p>
<p>O Pedro e Pedro explicaram o funcionamento das carbureteiras e dividiram conosco o equipamento. Salvou minha pátria, pois estava sem capacete. Peguei uma carbureteira de um modelo diferente e ela judiou de minha paciência, nunca funcionava&#8230; Iria descobrir depois que aquele modelo realmente dava problemas.</p>
<p>Pra variar havia esquecido algo – o isqueiro. Lembrei muito do Pedro toda vez que ele insistiu que levar isqueiro era mandatório. Desta vez havia comprado headlamp, bolsa impermeável e camisa térmica. Fiquei diversas vezes sem luz, e se não estivesse com headlamp teria tido problemas sérios. Ficar sem luz na caverna é suicídio, muito arriscado mesmo. Desta vez não havia pago pra ver.</p>
<p>Comemos rápido e saímos em seguida – de carro – para alcançar a trilha para a caverna. No momento da saída o João e o João chegaram de carro – já os estava considerando como desistentes. Porém o João continuou ausente desta saída. Em pouco mais de 10 minutos, estávamos no início da trilha. Foram aproximadamente 3 horas – isto porque não choveu ou fez frio – para alcançarmos a entrada. A trilha era dura, nada fácil. Cheia de subidas e descidas. O ritmo que os guias impunham tornou a coisa um pouco menos difícil que em Itaguaré – e claro, o peso das mochilas também. No caminho o João perdeu uma das lanternas que havia grudado com esparadrapo no capacete.</p>
<p>Eu não tinha muitas expectativas quanto ao Petar, sabia apenas que iríamos explorar cavernas e que haveria trechos onde iríamos nos molhar – por isto a necessidade de uma sacola impermeável. Mas a surpresa foi grata, experiência única.</p>
<p>Fomos avisados que não valeria a pena levar botas novas ou bem cuidadas, pois a quantidade de lama seria grande. Levei então um tênis velho de corrida – grande erro, escorregava mais que esqui no gelo, morri de saudade de minhas botas. Em termos de segurança, nada como boas botas. Antes a lama que tombos.</p>
<p>A entrada da caverna era deslumbrante, grande majestosa, inerte. Não há horizonte, nuvens ou céu limpo – mas há mistério. Entrar ali era como descobrir um pequeno refúgio escondido, a exploração de um tesouro secreto, escondido nos tempos de adolescência. Talvez Tom Sawyer, Moriarty ou Barba Ruiva estivessem estado ali&#8230;</p>
<p>Após atravessarmos o rio com água pelo pescoço, quase congelando e eu xingar – mentalmente – o Pedro e o Pedro de todos palavrões possíveis, chegamos em um lindo salão, que possuía uma formação que parecia um chuveiro: uma pedra alta, com pequeno fio d’água que escorria verticalmente, propício para banho. Estava ainda de mal humor devido ao banho anterior, não quis me molhar ali, me arrependo até agora. Oportunidade única&#8230;</p>
<p>A Maria e o João não nos acompanharam, pois um não sabia nadar e o outro estava prestes a passar mal com a sensação claustrofóbica. Naquele momento, a única coisa que me incomodava era entrar na água e ficar molhado. Ainda não sentira medo ou qualquer sensação de impotência. Mas fiz uma marcação mental sobre aquela situação: e se fosse comigo?</p>
<p>Dali fomos tentar encontrar uma saída diferente da entrada, desafio que o guias nos propuseram. Procuramos fazer fila indiana e cada um que passava devia esperar o outro alcançá-lo para indicar o caminho ou estratégia de passagem. Comecei a aprender o significado de “quebra-corpo” – havia passagens absolutamente inviáveis na perspectiva do “homem erectus” – ou se contorcia, dobrava, passava primeiro um membro e depois o outro, inclusive deixando para respirar mais tarde&#8230; ou não se passava. Ponto.</p>
<p>Ah, se houvesse terremoto, abalo sísmico ou movimentação tectônica no momento da passagem, talvez um rim ou pulmão ficasse pelo caminho. Apesar da estatística, a criatividade humana nestas horas é imensa, tudo que pode acontecer de errado passa pela cabeça. E se a pedra rolar? E se a estalactite cair? E se houver um desabamento? Era mais fácil dar dor de barriga e sofrer desidratação, mas quem liga para probabilidades nestas horas?</p>
<p>Houve um trecho onde estávamos eu, João e João – nesta sequência e o João e João  mais à frente. Em certo momento havia uma passagem bem difícil que o João desistiu e voltou para trás – como o João não esperou a minha chegada, ficamos eu, João e João tentando passar sem sucesso. Lição aprendida – tem que esperar o retardatário para observar como passar pelo trecho. Se a fila indiana se rompe, há boas chances de problemas.</p>
<p>O João ainda conseguiu passar por aquela primeira subida, mas não avançou mais – nem eu ou o João conseguimos passar. Esta foi a primeira vez no curso que não conseguia fazer alguma tarefa. Não fiquei muito frustrado, iludí-me dizendo mentalmente que era só uma questão de cansaço e paciência&#8230; O salto começava a abaixar, mas ainda precisava mais.</p>
<p>Em certo momento nossa fila indiana já virara uns 3 ou 4 subgrupos e ningém conseguia achar a bendita saída, exceto o Pedro e o Pedro. Logo, os guias voltaram, nos reuniram e nos encaminhamos para a entrada. A volta foi bastante simples, mais uma vez tendo que entrar na água e congelar do fio do cabelo ao dedinho do pé. E mais uma vez o Pedro “roubou”, adotando um caminho pelas pedras laterais para não se molhar. Pelo jeito os guias rezavam o mesmo mote de um antigo professor na faculdade, “dificuldade dignifica o caráter&#8230;”</p>
<p>Saímos por volta das 15:00 da caverna, o cansaço começava a imperar. O Pedro, João, e Maria iam na frente e eu corria como louco para não deixá-los distanciarem-se. Estávamos com barro da sola do pé ao dedo mindinho – molhados, cansados, sujos e com fome. Porém quase três horas de caminhada nos separavam do acampamento. Estava como tanta vontade de chegar que mantive um ritmo bem forte. Foi duro, bem duro, muito mais difícil do que a vinda.</p>
<p>Finalmente chegamos, e em pouco mais de 10 min, o resto do grupo estava completo. A Maria nos contou de quão cara havia saído aquela viagem para ela – se descobriu sem ter renovado o Licenciamento do carro durante uma parada policial, já que uma das lâmpadas do farol havia queimado durante a viagem&#8230; Só não teve o carro apreendido porque Deus e o guarda não quiseram. Pegou apenas uma multa de R$200 e seu documento apreendido. Fácil&#8230;</p>
<p>A chegada no acampamento era uma bênção, devido ao grau de exaustão que estávamos. Alguns foram tomar banho, outros banho tcheco e os restantes só queriam deitar um pouco para descansar. Exceto por alguns marmanjos que não tomaram banho devido ao medo de uma aranha no chuveiro, todos tivemos as vontade satisfeitas. Eu fui de banho tcheco, a idéia de outro banho frio não me agradava.</p>
<p>O jantar foi muito, muito agradável – o Pedro hava trazido uma lona onde todos sentaram, dividindo o espaço e a comida. Desta vez havia trazido mais comida e me senti mais a vontade ao poder contribuir para o coletivo. O João foi tão atencioso que trouxe milho e fez pipoca para todo mundo. Muito legal. O João trouxe um vinho que me deu saudade do Sang  D’Bois da época de cursinho – doce, doce, doce&#8230; excelente pra ressaca e dor de cabeça.</p>
<p>O Pedro tinha trazido cachaça e a noite prometia ser longa e cheia de histórias. Aprendemos como anos atrás a cizânia e vaidade havia imperado e um grupo de pessoas do núcleo de espeleologia do CAP deixou o clube para montar sua própria entidade. Hoje, mesmo vários anos depois, a atividade de espeleologia ainda não voltou a ter a mesma importância de então, poucos são os membros do clube que gostam de cavernas.</p>
<p>Por outro lado, ouvimos histórias muito engraçadas sobre as tribos dos lenços vermelhos – os que usam e os que não usam: entre os que usam, uma facção que prefere amarrar no pescoço, à la James Dean e a outra que o coloca embaixo do boné, à la Beau Geste. Como o Pedro era dos que gostava de usar lenço, era uma ótima oportunidade para colocar o eminente membro do CAP na berlinda&#8230;</p>
<p>Em seguida, aproveitando a presença do Pedro, discutimos sobre a sexualidade das facções – em tempos politicamente corretos, não se falava pejorativamente de ninguém, mas que aquele lencinho despertava estranheza, ah, como despertava&#8230; Infelizmente só havia naquela fogueira membros da última facção, que defendiam ardentemente seu caráter heterossexual. James Dean ficou sem defesa, infelizmente&#8230;</p>
<p>No final, após de várias doses de cachaça, chegamos à conclusão que todos os membros do CAP deveriam ser obrigados a usar os lenços, colocando uma norma no estatuto. E assim, como bons bêbados, deixamos tudo como já estava e seguimos falando da vida alheia&#8230;</p>
<p>No dia seguinte, mais uma vez nos atrasamos – como dizia o Pedro, enquanto guias o objetivo deles era nos estragar para tornar o desafio educativo para as próximas saídas mais interessantes. Enquanto limpava as carbureteiras o João e João desmontavam a barraca. Saímos em seguida, pois a entrada da Caverna das Aranhas era bem perto do acampamento.</p>
<p>Vimos o início de um caso de amor que iria perdurar até o fim do curso – o Pedro apelidou o João de “Fru-fru” – devido ao seu cuidado excessivo com os detalhes, como trazer sachês de ketchup, uma lata de feijoada para caminhada ou dois tipos de repelente caso um não funcionasse&#8230;</p>
<p>Esta foi uma caverna mais tranquila, com menos quebra-corpo e banhos gelados. Todo o grupo acompanhou, não ficou ninguém para trás. O momento mais marcante se deu quando, ao acharmos uma sala minúscula, com todos sentados – sequer havia altura para ficar de pé - o Pedro pediu que apagássemos as lanternas e espiriteiras. Reinou um silêncio e escuridao tão grandes que a consciência do estar mudava – aquele ruído podia ser água, respiração do vizinho ou imaginação mesmo. Mas única certeza era de seu próprio ser.</p>
<p>Ficar sem luz e perdido numa caverna como aquela era absolutamente atemorizante. Lembrei das histórias de gente perdida ou sem equipamento que aguardara por dias o resgate, numa sucessão incrível de erros. Um tremendo exercício de paciência e humildade reconhecer os riscos de continuar se movimentando e decidir permanecer parado, esperando por uma ajuda que talvez não venha.</p>
<p>O Pedro pediu que cada um fizesse um comentário, como resumo da experiência vivida. O que chamou-me mais a atenção foi o da Maria, que no dia anterior não nos acompanhou até o ponto mais profundo por sentir claustrofobia. Porém conseguira vencer o medo e ali estava conosco. Mais uma vez o sentimento de superação me chamava a  atenção – lidar com o medo, aprender a conviver com ele e entender seus limites. </p>
<p>Voltamos sem grandes problemas, com uma sensação de realização, etapa superada. Estava contente, mas ainda meio tramatizado pelo banho gelado. O Pedro mais uma vez repetiu que teríamos muitas saudades do Petar&#8230; Lembraria de cada uma de suas palavras no Baú.</p>
<p><b>Diário de uma Aventura – III<br />
Saída p/ Andradas – 01/09/2007 –<br />
Guias: Robles, Vágner, Milton, Róbson, Eric e Ed</p>
<p>“Tudo posso no Top-Rope que me fortalece”</b></p>
<p>Andradas deveria representar um divisor de águas, pois se havia uma saída que não poderia deixar de ser realizada era aquela – desde o início o Pedro deixou claro que quem não fizesse Andradas não seguiria no curso. Estava confiante que esta seria uma experiência interessante.</p>
<p>Mais uma vez definimos os carros como de antemão – eu, João e João. Desta vez iríamos no meu carro e combinamos de nos encontrar na Av. Paulista, mais fácil pro João que viria de Guarulhos. Saímos de São Paulo às 21:00 e chegamos ao refúgio à Meia-Noite e quarenta, após vários enganos ao longo do caminho. Parte do treinamento de se perder e se achar&#8230;</p>
<p>Todos os “times” já estavam presentes, exceto pelo João, João e João. Ao chegarem mais tarde, fariam com que, pela primeira vez, todos os alunos estivessem presentes em uma saída, inclusive o João. Uso do tradicional tampão de orelha, estávamos todos dormindo por volta das 1:30 da madrugada. </p>
<p>Surpresa: 5:30 somos despertados pelo Pedro com uma corneta&#8230; Queria comer seu fígado no palitinho&#8230; Havia deixado a mochila preparada para poder levantar-me mais tarde e acabamos saindo quase uma hora antes do combinado. Para um grupo que estava sempre uma hora atrasado, começamos bem a jornada. Belo trabalho educativo, como diria o Pedro.</p>
<p>A trilha é íngreme, mas curta, por volta das 8:30 já estávamos na rocha, prontos para começar a escalar. Começam os desafios&#8230; Pedro e Pedro guiam duas vias rapidamente, sem grandes dificuldades. O ponto que estamos é relativamente alto, apresentando uma queda de 10 metros - me espanta a naturalidade que andamos de um lado a outro no espaço exíguo sem nenhum medo. Uma queda ali iria machucar muito. </p>
<p>Maria e João são os primeiros a escalar, não demonstrando dificuldade. Vã ilusão&#8230; A via  do Pedro mostrou-se a mais difícil em seu início e as desistências são muitas. Aparentemente as instruções após escalada e chegada na parada são longas – após 2 horas na fila e sem muita paciência, resolvo fazer o exercício do Prussik – como subir e descer numa corda. O Pedro e Pedro haviam montado a corda numa árvore pouco abaixo da rocha.</p>
<p>O relato do Pedro é impressionante e ilustra a utilidade da técnica -  certa vez escalando em Campos do Jordão, se viu pendurado, sem mais corda, numa altura de cerca de 30 metros. Não havia como descer mais – o único caminho era para cima. E tirando o Batman, ninguém consegue subir numa corda na vertical só com os braços&#8230; A situação exigia o uso do Prussik para subir – porém não conseguiu usar a técnica. Deve ter passado um perrengue daqueles. </p>
<p>Bom, faço os nós com os cordins e começo a subida. Logo de imediato percebo problemas com os nós – devido à relação de espessura entre  cordim e a corda, foi necessário dar uma volta a mais no Prussik. Tudo bem, começo a subir, tensionando a corda e fazendo o vai-e-vem dos nós do mosquetão e de apoio para perna: sobe o corpo, puxa o nó preso no mosquetão, apóia o peso e puxa o nó para apoiar o pé – sucessivamente. </p>
<p>Vinte minutos mais tarde estava no topo da árvore. Agora era só fazer o contrário: apoiar o pé, soltar o nó preso no mosquetão e apoiar o corpo – descendo. Bom, numa situação controlada como aquela, foi simples. Numa situação “real”, seria a mesma coisa? A Maria chegou e entrou na fila pra fazer o exercício do Prussik. Logo que desci ajudei-a a começar sua subida e voltei para a rocha, entrando na fila novamente. </p>
<p>Haja paciência por parte do Pedro e Pedro – eles ficariam debaixo de um sol escaldante explicando as técnicas de parada durante várias horas&#8230; Esperaria ainda cerca de duas horas para começar a escalada. Almoçamos ali na pedra mesmo, consumindo sanduíches, salgadinhos e energéticos. Queria saber como os guias lidavam com a fome e sede debaixo daquele sol e pendurados no auto-seguro.</p>
<p>Como dito anteriormente, havia duas vias montadas, uma com o Pedro e outra com o Pedro. Tomei a do Pedro por ter sido a primeira a vagar, mas, com as desistências começando, estava ficando claro que a via do Pedro era mais difícil.</p>
<p>Esta foi minha primeira experiência em rocha, nunca escalara até então. A primeira iniciativa é evitar a queda de todas as formas – se existe ou não segurança, não interessa. Você não quer cair e ponto, se desespera e luta para não escorregar e ficar pendurado. Após uma saída meio chata, consegui chegar na parada.</p>
<p>Apesar de não ter feito uso da segurança durante a subida – ou seja, não caí – morri umas três vezes na hora de montar a parada&#8230; Muitos, muitos erros – mosquetão do lado errado, confundi o Volta-do-Fiel com o UIAA, abri o mosquetão da parada e não o meu, só lembrei de uma maneira de executar a parada&#8230; </p>
<p>Eu estava começando a entender a seriedade de lidar com a escalada – muitos detalhes que numa situação crítica podem fazer toda a diferença. Uma brincadeira de gente grande, que exigia muita responsabilidade sua e para com os outros. Capacete? E se cair uma pedra enquanto você faz a segurança de alguém? Rapel? E se você tiver um desmaio na descida? E se a corda acabar e estiver sem nó na ponta? Ou se um nó estiver errado e houver necessidade de tração?</p>
<p>É um esporte binário – ou está certo ou está errado, não tem estado intermediário. Os nós, o equipamento e seu uso, as cordas, o horário e o planejamento – tudo tinha que estar adequado e correto à situação presente. Para encordar-se, nó de oito; para auto-seguro, nó de fita; início de escalada, checar segurança; subindo ou fazendo segurança – sempre de capacete. Velejar ou percorrer o Caminho de Santiago parecia mais fácil&#8230;  </p>
<p>O Pedro explicou como montar a parada, porque os mosquetões devem sempre ficar voltados para fora, como “meiar” a corda e não perdê-la ao jogá-la para baixo. Como a equalização deveria ser feita, primeiro fazendo a ancoragem provisória, colocando o auto-seguro e depois trabalhando na mesma. Uso de três mosquetões e fita, avisar o companheiro que está em &#8220;auto&#8221; e esperar ele dizer que a corda está solta.</p>
<p>Não necessariamente você estará sozinho naquela parada, outros podem compartilhá-la ao mesmo tempo e procedimentos devem ser seguidos para que a movimentação de um escalador não coloque em risco os outros. Sim, muitos, detalhes, uma tonelada deles. Esqueci quase todos poucos dias depois. Só iria aprender aquilo com muita prática e uso – de preferência ao lado de gente mais experimentada.</p>
<p>No final do dia, o João, Maria e João não conseguiram escalar a pedra e assim deixaram para tentar novamente no dia seguinte. Arrisquei subir na outra via e, apesar da dificuldade, consegui subir. A saída era bem difícil mesmo, só consegui subir porque o João me ajudou dando as indicações de onde colocar os pés. </p>
<p>Voltamos felizes da vida, pois além da escalada, a noite prometia – seria a primeira vez numa saída que estávemos perto de um centro urbano e poderíamos comer em um restaurante, tomar cerveja e jogar conversa fora sob luz elétrica. Esta seria uma das noites mais memoráveis do curso.</p>
<p>Voltamos por volta das 17:30, ainda com luz. Ao chegarmos ao abrigo, um luxo até então impensável – banho quente! O João obviamente fez valer seu apelido de Fru-fru e demorou horas no banho. Compreensível, depois de um dia de escalada, ficar embaixo da água quente era uma delícia. Com apenas dois banheiros, levamos quase três horas para o grupo inteiro estar pronto para irmos à Andradas.</p>
<p>Éramos um total de 17 pessoas, lotamos quatro mesas no restaurante. A fome foi um tempero fundamental na comida light que comemos: tutu à mineira, feijão tropeiro, costela de porco e torresmo. Regado a cerveja, muita cerveja&#8230; Repus todas as calorias gastas no dia, com um saldo bem positivo. Com cerveja e comida, a conversa seguia animada e alegre, com um causo atrás do outro. Aparentemente Andradas era um repositório de causos do CAP – e nossa turma iria acrescentar mais algumas histórias àquele repertório.</p>
<p>Aquele fim de semana era de festa, a praça estava cheia de gente e havia um baile com cantores sertanejos no clube da cidade. Após um curto footing, os hormônios masculinos começaram a falar mais alto e os solteiros começaram a prestar mais atenção na fauna feminina nativa ali presente. Fomos tomar sorvete e observar um pouco mais a paisagem.</p>
<p>Rapidamente dois grupos se dividiram – compromissados e solteiros, sendo o primeiro decidido a voltar para o refúgio para dormir e o último disposto a tentar a sorte&#8230; Ali nosso companheiro João iria fazer fama. Primeiro fez reconhecimento da área, testando algumas vias e vendo quais melhores pontos de costura. Costurou aqui e ali para que a queda não fosse grande.</p>
<p>Após duas voltas na praça, definindo qual seria a via, ele escalou – e lançou um novo grito de guerra associado a uma dancinha: “Let’s fight”, com um pé fixado ao chão, mãos e tronco girando na direção da via, ele executou um giro digno de Tony Manero e foi à luta. Xaveco, xaveco, xaveco até que o perdemos de vista – e então, uma hora depois ele nos avista e pronuncia novo grito de guerra para o folclore Capeano: “Moçada, tô em auto-seguro”. Havia escalado a via, colocado auto-seguro e feito a parada. Feliz? Não, o cara estava radiante&#8230; </p>
<p>Curiosamente ele queria realizar todas as outras enfiadas, escalar até o topo da montanha. Afirmara que não teria problemas com segurança, só precisava de um pouco mais de tempo. Como estava sozinho naquela escalada, não há testemunhos se realmente chegou ao topo, pois teve que levar o restante do grupo de volta para o refúgio, retornando à Andradas para sua escalada. Mas que só chegou ao refúgio por volta das 5:00 da madrugada, isto é bem verdade&#8230; </p>
<p>No dia seguinte utilizamos os carros para chegar perto da pedra e após curta caminhada chegamos no ponto de escalada. Foram montadas 4 vias, com graus de dificuldade bem diferentes. Ali finalmente entendi o significado do top-rope – se não fosse ele teria me estatelado umas 3 ou 4 vezes. “Tudo posso no Top-rope que me fortalece”. </p>
<p>Fiz minha primeira via com relativa facilidade, havia um apoio de uma árvore para começar a escalada, ajudou bastante. A bota estava atrapalhando, mais ainda não muito. Apanhei pra subir, ralei a mão e cotovelo, mas cheguei ao fim. A Maria fazia minha segurança e ali caí apenas uma vez – lembro bem de suas palavras de encorajamento: “Está seguro, não se preocupe”. </p>
<p>Comecei a entender a dinâmica da escalada – cair faz parte, mas tem que cair com segurança. Ficar irritado, bravo – ou zen e tranquilo – e começar de novo. O Pedro costumava dar duas dicas: “É pra cima e não caia”. Desistir não é uma opção. E se racionalizar muito, não sai nada. Parte da prática é para aperfeiçoar ou desenvolver instinto, como soltar uma mão sem saber exatamente onde vai colocá-la e “arriscar” calculadamente. </p>
<p>O caldo começou a entornar nas vias mais difíceis – tentei por quase 30 minutos fazer a saída e não consegui. Tentava, tentava e nada. Por mais que o Pedro e o Pedro mostrassem como usar a técnica de apoiar as duas mãos no mesmo ponto e dar o salto para a garra seguinte, não consegui. Comecei a ficar irritado comigo mesmo&#8230; O João e a Maria tentaram  fazer aquela via e também não conseguiram. Pelo menos estava em  boa companhia, mas o recado estava começando a ser passado – não é fácil e nem sempre se consegue.</p>
<p>Fui fazer a via mais à esquerda, que exigia pouca técnica mas muita força bruta – era uma fenda onde se utilizava muito o braço e encaixe dos pés. Inventei de usar as botas, não quis emprestar a sapatilha do João novamente. Big mistake&#8230; Caí mais umas duas vezes, ralei a mão e cotovelo, pendulei e fiquei balançando de um lado pro outro. Ficava repetindo meu mantra: “Tudo posso no top-rope que me fortalece”. Foi um belo teste para minha teimosia, só cheguei ao fim porque descansei umas duas vezes no top-rope e queria chegar na parada de qualquer jeito.</p>
<p>A facilidade de algumas pessoas ali ficou evidente – o João, Maria, João e João faziam  aquelas escaladas com muita facilidade, ao passo que o resto de nós apanhava um bocado. Parte porque alguns deles já escalavam antes e parte porque possuíam mais habilidade, força e técnica. Ficou muito óbvio a propensão à escalada no nosso grupo naquele momento: Um terço fazia com facilidade, outro terço com esforço e o terceiro com muita dificuldade. </p>
<p>A Maria, o João e o João aproveitaram a oportunidade para treinar a realização de  enfiadas, guiando a via, ainda que seguros no top-rope. Nesta altura eu já estava morto de cansado para novas investidas, queria descansar. Enquanto isto o João dormia à sono solto – fizera três das quatro vias e se deu por satisfeito. Queria recuperar algumas das horas de sono que perdera. </p>
<p>O dia passou rápido, por volta das 15:00 já estávamos desmontando as vias, guardando o equipamento e recolhendo as cordas. Hora da preleção final: O Pedro nos agradeceu pelo fim de semana divertido que os guias tiveram. Sim, eles estavam felizes por terem passado o sábado e domingo debaixo de sol, explicando a mesma coisa uma dúzia de vezes, apontando os erros e corrigindo-os – eles simplesmente adoravam fazer isto. Eu achava que os alunos é que iriam agradecer, mas os instrutores foram mais rápidos&#8230;</p>
<p>Estar na pedra, ao ar livre, escalando, guiando, ensinando e dividindo seu conhecimento era extremamente prazeroso para os membros do CAP. Isto era uma novidade para mim, ainda não estava impregnado por este espírito. Fora algumas escoriações físicas e no meu orgulho, saíra ileso daquela saída. Estava começando a acordar para o que era a escalada e como uma montanha pode ser um professor duro e inclemente. Mas isto só se concretizaria no Baú.</p>
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		<title>Encontro com o Ecomotion</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Nov 2007 16:09:03 +0000</pubDate>
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		<category>Comentários gerais</category>

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Tinha planejado, durante as minhas férias, de fazer alguma trilha sozinho. Escolhi a Pedra do Sino dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos porque eu estaria perto do Rio de Janeiro, meu próximo destino de viagem, por ser dentro de um Parque com entrada controlada e também devido à bela vista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Fábio Yoshikazu Hanashiro</em></p>
<p>Tinha planejado, durante as minhas férias, de fazer alguma trilha sozinho. Escolhi a Pedra do Sino dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos porque eu estaria perto do Rio de Janeiro, meu próximo destino de viagem, por ser dentro de um Parque com entrada controlada e também devido à bela vista que a caminhada proporciona.</p>
<p>Resolvi, então, fazer a subida à Pedra do Sino no dia 22/10/2007, uma segunda feira, acreditando que haveria poucas pessoas dentro do Parque neste dia. Entretanto, ao comprar meu ingresso para entrar no Parque, fui surpreeendido com a pergunta &#8220;Você é do Ecomotion?&#8221;. Fiquei extremamente surpreso, pois alguns dias antes havia lido nas listas do CAP e do CEU que o diretor do PARNASO não havia autorizado o evento lá dentro.<br />
<a id="more-30"></a></p>
<p>Fiquei um pouco chateado, mas resolvi continuar, afinal já estava lá mesmo. Comecei a caminhada às 09:30 da portaria do parque e subi os 10km até o Abrigo 4. Durante o caminho, percebi que muitos atalhos haviam sido fechados com fitas zebradas e mensagens avisando que atalhos causam erosão.</p>
<p>Achei isso muito bom, uma vez que muitas pessoas desavisadas acabam utilizando esses atalhos que erodem toda a região.<br />
Cheguei no Abrigo 4 por volta das 14:00, encontrando lá o guarda Bruno, que se encontrava há 10 dias no local. Conversei um pouco com ele e montei minha barraca.</p>
<p>Algum tempo depois, a primeira equipe do Ecomotion passa por nós. Devia ser umas 16:30, provavelmente um grupo de franceses, que apenas pegou água e seguiu em frente. Outras equipes passaram pelo abrigo da mesma forma e resolvi subir ao cume da Pedra do Sino. No caminho cruzei com fotógrafos e com a jornalista Renata da ESPN Brasil. Ela deve apresentar algum programa que eu não conheço, pois não gosto de TV. Falei um pouco com ela, mas logo ela se foi para alcançar um membro de uma das equipes que passava. Conheci também o Gambá, um dos gerentes da prova. Ele me disse que tinham sido colocadas cordas no cavalinho e que eu poderia usar se quisesse.<br />
Segui ao cume, onde fiquei um pouco e desci rapidamente devido à péssima visibilidade devido ao tempo que estava encoberto. Começou a anoitecer quando o Abrigo 4 estava trancado, pois Bruno havia saído para auxiliar as equipes. Neste momento, muitas equipes passavam por lá com sede e me pediam água. Auxiliava-os mostrando uma bica que existe próxima ao abrigo.</p>
<p>Anoiteceu, quando algumas equipes passavam e acabei ajudando-as, acordando as pessoas, cedendo espaço na minha barraca e no avancê, mostando o local da água. Algumas equipes eram bastante educadas, outras extremamente antipáticas. Porém, quando Bruno retornou e abriu o Abrigo 4, o movimento de equipes começou a se intensificar e percebi que algumas pessoas não respeitavam as normas - levar o lixo e não entrar com o calçado sujo. Logo depois a Renata da ESPN apareceu e conversou comigo, mostrando-se uma pessoa muito simpática, tendo feito parte do CEU e do CAP, dizendo que conhecia o Giobbi, Fábio Cascino, dentre outros. Falei com ela sobre a questão da autorização que o diretor do PARNASO não queria fornecer para o evento. Para minha surpresa, ela pediu detalhes do assunto, pois disse que não estava a par destas discussões e se mostrou, de certa forma, favorável ao ponto de vista de nós montanhistas. Disse que, se não tivessem colocado as fitas zebradas, certamente as equipes utilizariam os atalhos e que algumas até abrem novas trilhas mais curtas em algumas situações. Fez entretanto, uma ressalva dizendo não concordar com o modelo de conservacionismo dos Parques Nacionais, mas acabamos não discutindo mais o assunto.</p>
<p>Após ter cozinhado, dividido minha comida com o Bruno e a Renata, resolvi ir dormir por volta das 22:00, pois havia percebido que muitas equipes iriam chegar e o Abrigo 4 ficaria muito bagunçado. Entretanto, a noite foi bastante agitada, com equipes passando,  apontando headlamps para a minha barraca, falando alto durante a noite inteira. Praticamente não consegui dormir.</p>
<p>Acordei no dia seguinte e o que vi foi lamentável. Muita sujeira na clareira, latas de energéticos, plásticos, enfim, todo o tipo de lixo jogado no chão. O Abrigo 4, então, encontrava-se em uma situação muito pior, pois segundo informação do Gambá, cerca de 20 equipes passaram a noite lá, ou seja, cerca de 100 pessoas!!!! O Gambá ainda varreu o Abrigo e juntou o lixo que estava lá dentro, mas não creio que ele tenha descido a trilha até a portaria varrendo.</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/samll_DSC00038.jpg" alt="lixo - lixo ecomotion abrigo 4 PNSO" title="lixo - lixo ecomotion abrigo 4 PNSO" /></div></p>
<p>O Bruno ainda me falou que pedia para as equipes não entrarem calçadas no Abrigo, mas depois de ver um cara torcendo uma camiseta acabou desistindo e indo dormir. Principalmente porque muitos não davam atenção ao que ele dizia. Disse ainda que teria muito trabalho para limpar toda aquela sujeira, e que o Abrigo estava bem limpo antes das equipes passarem (o que realmente era verdade).</p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/small_DSC00036.jpg" alt="lixo barraca - lixo na frente da barraca" title="lixo barraca - lixo na frente da barraca" /></div></p>
<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.cap.com.br/up/c/ca/blog.cap.com.br/img/samll_DSC00037.jpg" alt="abrigo 4 lixo - o lixo do ecomotion no Abrigo 4" title="abrigo 4 lixo - o lixo do ecomotion no Abrigo 4" /></div></p>
<p>Resolvi, então, descer para Teresópolis. Andei pela trilha onde, na madrugada anterior as equipes (mais de 200 pessoas) haviam passado. Aparentemente, as fitas zebradas e os avisos realmente impediram que as equipes utilizassem os atalhos. Mas não impediram que fosse jogado mais lixo, principalmente nos pontos estratégicos de parada. Infelizmente havia acabado a memória da minha câmera e não pude registrar este fato lamentável.</p>
<p>Resumindo, eu não era contra as competições, mas depois de ver a destruição causada no PARNASO, fiquei muito chateado com o evento. Mais chateado ainda de o mesmo ter sido autorizado de última hora porque os organizadores têm contatos em Brasília (segundo me afirmou o próprio Gambá). Espero que isto não ocorra novamente, pois quero muito que as gerações futuras possam desfrutar do ambiente da montanha como ele é, não totalmente alterado pelo ser humano.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bibliografia de montanha</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2007/10/30/bibliografia-de-montanha/</link>
		<comments>http://blog.cap.com.br/2007/10/30/bibliografia-de-montanha/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Oct 2007 20:53:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
		
		<category>Comentários gerais</category>

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		<description><![CDATA[Existem poucos livros em português sobre alpinismo.
Estes abaixo, podem ser comprados em qq livraria de shopping ou em sites
Também é fácil achar as resenhas com o google
A idéia não é um guia completo dos livros editados e sim minha contribuição com os que eu tenho, que ou eu ou a Juliana ja lemos e gostamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem poucos livros em português sobre alpinismo.<br />
Estes abaixo, podem ser comprados em qq livraria de shopping ou em sites<br />
Também é fácil achar as resenhas com o google</p>
<p>A idéia não é um guia completo dos livros editados e sim minha contribuição com os que eu tenho, que ou eu ou a Juliana ja lemos e gostamos (ou não)</p>
<p>No site da FEMERJ tem uma lista completa de todas as publicações nacionais.<br />
http://www.femerj.org/documentos/Catalogo_Livros_Montanha.pdf</p>
<p><a id="more-29"></a></p>
<p><strong>Fantasmas do Everest </strong>****<br />
Hemmleb, Jochen<br />
Ed. Cia das Letras</p>
<p><strong>A Escalada </strong>***<br />
Anatoli Boukreev<br />
Ed. 34 Literatura</p>
<p><strong>No Ar Rarefeito  </strong>****<br />
Jon Krakauer<br />
Ed. Cia das Letras </p>
<p><strong>Sobre Homens e Montanhas </strong>***<br />
Jon Krakaurer</p>
<p><strong>Montanha em Fúria </strong>***<br />
Gasques, Marcus Vinicius<br />
Ed. Globo</p>
<p><strong>Viciado no Perigo </strong>***<br />
Jim Wickwire<br />
Ed. Manole</p>
<p><strong>EVEREST VIAGEM A MONTANHA ABENCOADA </strong>**<br />
Thomaz Brandolin</p>
<p><strong>ANNAPURNA</strong>  *** - A primeira ascensão aos 8000 metros.<br />
Mauricio Herzog<br />
Ed. Cia das Letras</p>
<p><strong>Alto risco </strong>***<br />
David Breashears</p>
<p><strong>A Mais alta solidão   </strong>**<br />
João Garcia<br />
Livro em português de portugal, não sei se é fácil achar por aqui, mas é possível comprar via internet.</p>
<p><strong>Conquistadores do Inútil </strong>*************<br />
Lionel Terray<br />
Sem dúvidas o melhor livro de alpinismo já escrito.<br />
Antigamente, havia na FNAC uma edição em português (de portugal), mas já esgotou a um bom tempo.  Em português eram 2 volumes.<br />
Quem lê em outras línguas, este é um clássico editado e praticamente todas, vale a pena procurar. Talvez tbém seja possível achar em algum sebo<br />
O título original (em Frances) é <em>Les Conquérants de l&#8217;inutile </em>e em inglês <em>Conquistadors of the unless </em></p>
<p><strong>Tocando o Vazio </strong>****<br />
Joe Simpson<br />
Cia das Letras</p>
<p><strong>Em busca da Alma de meu Pai </strong>****<br />
Jamling Tenzing Norgay<br />
Cia das letras</p>
<p> &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Estes livros, embora não falem de alpinismo, tem tudo a ver com o espírito explorador e obstinado do alpinista.<br />
São verdadeiros épicos [alguns dos livros abaixo contam a MESMA história escrita por pessoas diferentes]</p>
<p><strong>A incrível Viagem de Shackleton</strong>  ***<br />
Alfred Lansing<br />
Ed. José Olímpyo</p>
<p><strong>Pior Viagem do Mundo  </strong>**<br />
Apsley George Benet  Cherry-Garrard   </p>
<p><strong>Endurance</strong> *** : a Lenda da Expedição de Sackleton Antar<br />
Caroline Alexander</p>
<p><strong>Rumo ao Pólo Sul</strong>: a Trágica História de Robert Falcon Scott<br />
Diana Preston</p>
<p><strong>O ultimo lugar da Terra</strong><br />
David Breashears</p>
<p><strong>A ultima expedição</strong><br />
Robert Falcon Scott</p>
<p><strong>Pelos Caminhos do Tibet</strong><br />
Airton Ortiz</p>
<p><strong>Polo Sul</strong><br />
Roald Amundsen</p>
<p><strong>Sul</strong><br />
Ernest Shacleton</p>
<p><strong>Magalhães</strong> ***<br />
Stefan Zweig<br />
Ed. Record</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Para quem lê em inglês, a lista de livros é interminável&#8230; centenas de ótimos livros e guias de montanhas do mundo inteiro.<br />
O site  <strong>http://www.trailstuff.com  </strong>tem ótimos preços [para quem ganha em dólares:-)] entrega bem rápido<br />
Tem também muitos guias técnicos interessantes.</p>
<p><strong>The Freedom Of The Hills</strong><br />
A Bíblia do montanhismo - É um livro técnico completo</p>
<p><strong>Mountaneers Books</strong><br />
http://www.mountaineersbooks.org/<br />
É uma editora especializada em livros de montanhismo. Tem centenas de guias e livros técnicos muito didáticos</p>
<p><strong>Trail Stuff </strong>- Livros, Guias, vídeos&#8230; (USA)<br />
+ barato + completo e entrega + rápido que a amazon<br />
http://www.trailstuff.com/ts.html</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Para os &#8220;Ermanitos&#8221; a editora <strong>Denível</strong> http://www.desnivel.es/editorial/ oferece muitas opções em espanhol.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Livros NÃO pagam imposto*<br />
Portanto, pode ser comprado no exterior, com cartão sem problema.<br />
*Se junto com o livro vier um cd paga o imposto que é 60% sobre o valor do produto + valor do envio !</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um pouco de inspiração</title>
		<link>http://blog.cap.com.br/2007/10/30/um-pouco-de-inspiracao/</link>
		<comments>http://blog.cap.com.br/2007/10/30/um-pouco-de-inspiracao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Oct 2007 20:42:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Belo</dc:creator>
		
		<category>Comentários gerais</category>

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		<description><![CDATA[São Muitos os livros que retratam o montanhismo.
Relacionei algumas de minhas frases favoritas
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;
Gracias Montanha
 &#8221; Por haberme dado lecciones de vida, porque fatigado he aprendido a gustar del descanso, porque sudado he aprendido a apreciar un sorbo de agua fresca, porque cansado me he detenido y podido admirar la hermosura de una flor, la libertad [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São Muitos os livros que retratam o montanhismo.</p>
<p>Relacionei algumas de minhas frases favoritas</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
<strong>Gracias Montanha</strong><br />
 &#8221; Por haberme dado lecciones de vida, porque fatigado he aprendido a gustar del descanso, porque sudado he aprendido a apreciar un sorbo de agua fresca, porque cansado me he detenido y podido admirar la hermosura de una flor, la libertad del vuelo de las aves, respirar el perfume de la simplicidad, porque solo inmerso en tu silencio me he visto al espejo y asustado he admitido mi necesidad de verdad y amor, porque sufriendo he saboreado la alegría de la cumbre percibiendo que las cosas verdaderas, aquellas que levan a la felicidad, se obtienen sólo con esfuerzo, y quien no sabe sufrir jamás podrá entender &#8221; </p>
<p><strong>BATTISTINO BONALI </strong></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
<a id="more-28"></a></p>
<p>&#8220;Mas os dias que estes homens passam nas montanhas, são os dias em que realmente vivem. Quando as cabeças se limpam das teias de aranha, e o sangue corre com força pelas veias. Quando os cinco sentidos recobram a vitalidade, e o homem completo se torna mais sensível, e então já pode ouvir as vozes da natureza, e ver as belezas que só estavam ao alcance dos mais ousados.&#8221; </p>
<p><strong>Reinhold Messner </strong> </p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>&#8220;&#8230;não ambicionava qualquer glória, e as mais modestas escaladas deixavam-me louco de alegria. Para mim a montanha não era mais que um reino maravilhoso onde, por qualquer mistério, eu me sentia mais feliz.&#8221;  </p>
<p> <strong>Lionel Terray </strong> </p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p> &#8221; Está se abrindo um novo campo de distração, uma nova maneira de ser feliz. A alegria é o sentido de nossa existência. Não vivemos só para comer e ganhar dinheiro. Muitos de nós sabemos, por própria experiência, que uma escalada é uma das mais esplêndidas fontes de prazer. Que maravilhoso resulta enfrentar a montanha, aplicar nossas forças contra os obstáculos naturais e sentir como nosso espírito vence a matéria inerte! &#8221;  </p>
<p> <strong>George Leigh Mallory </strong></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p> &#8221; Atualmente todos vivemos em um mundo dominado pelas máquinas. Quase não restam em nosso deteriorado planeta espaços livres, onde possamos esquecer nossa sociedade industrial e testar, sem sermos incomodados, nossas faculdades e energias primitivas. Em todos nós se esconde uma saudade do estado primogênito, com o qual podíamos calibrar-nos com a natureza e enfrentá-la, descobrindo a nós mesmos. Aqui está basicamente a razão de não haver para mim uma meta mais fascinante que esta: Um homem e uma montanha. &#8221;</p>
<p> <strong>Reinhold Messner </strong></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p> &#8221; Aquele que cresceu nas montanhas pode viver durante anos na cidade, desenvolver um trabalho científico e enriquecer sua inteligência, mas o que não pode fazer é permanecer eternamente lá embaixo. Quando vê aparecer o sol entre as nuvens e sente o vento no rosto, sonha como uma criança com novas aventuras nas montanhas. Comigo acontece exatamente isso. &#8221;</p>
<p> <strong>Reinhold Messner </strong> </p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p> &#8221; Se a conquista de um grande pico traz momentos de triunfo e glória, o que não se pode conseguir na monótona e materialista existência dos tempos modernos, ela também traz grandes riscos. O objetivo do alpinismo não é defrontar-se com o perigo, mas este é um dos testes a que devemos nos submeter para que mereçamos o júbilo de, por um instante, pairar sobre o estado de vermes rastejantes. &#8221;</p>
<p> <strong>Lionel Terray</strong>   </p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Algumas frases que tenho marcadas no meu livro &#8220;Os conquistadores do inútil&#8221; - Em português (de Portugal)</p>
<p><em>Pag 18<br />
<strong>Escalada do Dente Gérad</strong><br />
Aqui Lionel ainda era um iniciante</em><br />
&#8220;A primeira travessia efectuou-se no meio de horríveis guinchos de pregos, cujas derrapagens soltavam enormes faíscas. Por várias vezes fiquei pendurado pelas mãos, e só por milagre não me estalei nos pedregulhos a cerca de vinte metros abaixo de mim. Quando, sem fôlego, cheguei finalmente a uma plataforma acolhedora, um grupo de cinco alpinistas que tinham observado minha ascensãocheios de angústia, pensando que mais valia sair vivos até ao cume doque descer mortos, ofereceram-se pára atar minha corda a deles. Esta proposta começou por ferir o meu amor-próprio, mas lembrei-me de quanto minha subida fora duvidosa e, por fim o instinto de conservação triunfou da vaidade&#8221;</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong><em>Pag 50</em></strong><br />
&#8220;Ah, não peçam a graça de uma vida fácil!Peçam para se tornarem homens mais fortes! Não peçam para terem tarefas proporcionais às vossas forças! Peçam para que vossas forças estejam à altura das vossas tarefas&#8221;</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Pag 63<br />
<em>O dente de Caimão</em><br />
Lionel e Gaston</strong><br />
Esta é minha passagem favorita.</p>
<p>&#8220;Onde vão esses estranhos alpinistas que depois de terem atravessado rapidamente o glaciar dos Pèlerins, subindo às rochas geladas de assalto, galgando or primeiros metros do careiro, se afastam de repente para seguirem de pedra em pedra numa direcção que não leva a parte nenhuma?&#8230;<br />
Carregando um saco enorme, o primeiro, alto e forte caminha com passo irregular; vestido com calças remendadas cem vezes e com camisolão mais miserável ainda, levanta no ar uma picareta extremamente curta; nos seus olhos claros brilha uma luz estranha. O seu companheiro, pelo contrário, com a roupa mais apurada, segue em largas passadas, com andar nobre e calmo. Contodo, no seu olhar brilha a mesma chama&#8230; Onde vão estes dois estranhos companheiros? Sabe-lo-ão eles próprios? Partem à aventura; partem para viver horas ardentes, para sofrerem e serem felizes, para lutarem e vencerem. Longe dos abrigos e dos cumes conhecidos, vão reviver a existência exaltante e incerta dos primeiros conquistadores da montanha&#8221;</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Pag 77<br />
<em>O dente de Caimão</em></strong><br />
&#8221; Conforme já disse, é possível praticar o < grande alpinismo> durante vinte ou trinta anos e morrer de velhice. Nesta longa aventura, o mais difícil é atravessar a barreira dos primeiros quatro ou cinco anos&#8221;</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Pag 113<br />
<em>No paredão Walker</em></strong><br />
&#8220;Não vejo o patético da minha situação. Digo simplesmente <Se me largasse, as cordas partiriam-se e ia esmagar-me lá em baixo, a 400 metros daqui> Penso isso como se não se tratarsse de mim, mas de qualquer coisa sem valor. Já não sou o mesmo homem, aquele que, preso à terra por mil laços, me impunha os seus terrores e as suas fadigas com vontade constantemente limitada; a minha personalidade abandonou-me, os laços com a terra quebraram-se: Já não tenho medo, nem fadiga; sinto-me como levado no ar; sou invencível, nada pode deter-me, atingi aquela embriaguez, aquela desmaterialização que procura o esquiador sobre a neve, o aviador no céu, o saltador no trampolim.&#8221;</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Pag 117</strong><br />
&#8220;Finalmente, o nevoeiro que nos envolve dissipa-se um instante. Alguns metros abaixo de nós vejos deslisar as nuvens empurradas por um forte vento do sul. A crista está portanto ali, acima daquele pendor: mais 20 ou 30 metros e conseguimos. De repente, os meus nervos, tensos demasiado tempo abandoam-me. Bruscamente descubro todos os perigos que me cercam e sinto um medo atroz. O cansaço e a vertigem paralisam-me. Estes ultimos metros, contudo bastante fáceis, parecem-me os mais difíceis. Só graças a um grande número de pitões consigo içar-me até o cume. Sob as rajadas de uma ventania violenta, atiro-me à aresta nevada. Não tenho nenhum sentimentopreciso, apenas a impressão de viver o fim de um sonho renovado a cada passo. Assim, meses de preparação e de sonhos encontram o seu desfecho nesta aresta anónima, que meu coração recebe quase com indiferença. Mas não é certo que a felicidade etá no desejo e não na posse? A aventura terminou. Voltou-se uma página da minha vida. Cambaleando um pouco, afasto-me, envolto no nevoeiro&#8221;</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
<strong><br />
Pag 135<br />
<em>No Eiger</em></strong><br />
&#8220;Quantosdeles, vencidos, com a alma desesperada e cheia de amargura da derrota, se deitaram aqui, encharcados e a tremer de frio? Quantos morreram por terem querido conhecer por algumas horas a vida ardente dos conquistadores ?&#8221;</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Pag 137<br />
Ainda no Eiger<br />
&#8220;De repente, sinto-me dominado pelo peso de uma enorme solidão. Toda hostilidade daquele mundo, toda insensatez da aventura, me surgem com uma nitidez apavorante. Para quê continuar essa louca empresa? Ainda estou a tempo de me revoltar, de gritar a Lachenal que está doido, o meu horror aquelas rochas geladas e fugir para o calor e para a vida.<br />
Mas não faço nada. Uma força misteriosa impede-me de agir; no íntimo do meu coração sei que é demasiado tarde para recuar, e que meu destino está marcado: vencer ou morrer.&#8221;</p>
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<p><strong>Pag 154</strong><br />
&#8220;No decorrer da discussão, este entusiasmo, esta vontade de vencer a todo custo, acabam por me dominar. Naquela manhã enevoada, a descida não me parece convidativa e, afinal, não viemos em busca de aventura? Aí está ela, mais apaixonante do que nunca. É preciso vivê-la.&#8221;</p>
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<p><strong>Pag. 162<br />
<em>Depois de conquistar o Eiger</em></strong><br />
&#8220;Não sinto qualquer emoção violenta: nem o orgulho de ter realizado um feito invejável, nem a alegria de terminar uma tarefa difícil. No alto da vertente perdida no meio do nevoeiro, não sou mais do que um animal cansado e cheio de fome. Experimento apenas a satisfação animal de sentir que acabo de <salvar a pele>. &#8221;</p>
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<p><strong>Pag 168<br />
<em>Durante uma tempestade no Eiger</em></strong></p>
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<p><strong>ATENÇÃO NAS MONTANHAS<br />
Por Reinhold Messner<br />
<em>Tradução: Filippo Croso<br />
Texto parte do Guia das Vias de Escalada de Andradas,<br />
a ser lançado em breve.</strong></em></p>
<p>É preciso estar atento sempre, a cada passo, ao céu<br />
que se cobre de nuvens, ao companheiro, à mochila, e<br />
sobretudo à si próprio. Ao montanhista foi restituído<br />
um sexto sentido que tem que estar o tempo todo<br />
desperto no sub-consciente. Utilizo o termo<br />
&#8220;restituído&#8221; porque acredito que em um tempo<br />
pré-histórico todos os seres humanos o possuíam.</p>
<p>Atenção a todo momento a tudo aquilo que nos cerca e<br />
àquilo que ainda está na distância. Atenção ao<br />
utilizar um equipamento, uma proteção, ao apoiar o pé,<br />
à escolha do momento para descansar, para tirar uma<br />
foto e para cozinhar.</p>
<p>Ninguém escala sem correr riscos. As montanhas estão<br />
cheias de perigos que devem ser reconhecidos e<br />
evitados a tempo. Para isto serve o sexto sentido. Na<br />
prática do montanhismo, o importante não é somente<br />
avançar, ascender e olhar, mas também prestar atenção.<br />
A ponderação atenta, da qual depende a vida do<br />
montanhista, deve se tornar um verdadeiro sensor<br />
receptivo que nos induz à circunspecção, à prudência e<br />
à precisão. Prestar atenção, sem medo, significa<br />
orientar a nossa consciência e as nossas ações às circunstâncias que podem esconder perigos.</p>
<p>Não devemos procurar o perigo, mas sentí-lo<br />
instintivamente. Não nos é dado saber de onde vem. O montanhista sabe que não tem como saber aquilo que o aguarda; é o lado mais fascinante da sua atividade. Todavia, se quer evitar cair vítima deste fascínio, deve possuir uma atenção que não consiste em ver perigos por toda parte, mas sim a de não pressupor nada. Uma vigilância compreensiva que não está nunca voltada em uma única direção, mas que busca sempre estar presente em todas.</p>
<p>O montanhista tem que estar acordado mesmo quando<br />
dorme: uma condição de vigília perene na qual vive<br />
também o animal selvagem, uma condição que confere a<br />
ambos uma aura especial irradiante. O montanhista,<br />
para o qual nada é perigoso, mas para o qual tudo pode<br />
se tornar um perigo, considera o contexto no qual se<br />
movimenta, prestando atenção a não se precipitar, a<br />
não cair em um vazio, a não ser abatido por pedras que<br />
caem, enquanto sobe rumo a sua meta.</p>
<p>&#8220;Uma fome atroz fazia-nos doer o estômago e havia horas que sonhavamos com o banquete que iríamos comer. Não será esta uma das qualidades do alpinismo: realçar o valor de actos tão banais como comer e beber?&#8221;<br />
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<p><strong><em>Texto de Jim Bridwell enviado por Filippo</em></p>
<p>PRIMEIRA ESCALADA, RIO DE JANEIRO: Anos 50</strong></p>
<p>A luz do sol brilhava ao longo das costas da lagartixa<br />
como água. Cada vez que eu tentava alcançá-la, ela<br />
disparava, rápida como um peixe, rocha acima, nadando<br />
sobre saliências e através da sombra fresca de<br />
pequenas fendas. Eu tinha seis ou sete anos. Eu sempre<br />
gostara de olhar pequenos animais, mas a lagartixa<br />
absolutamente me hipnotizava. Agora, ela serpenteava<br />
fora de alcance. Eu toque